Indústria tem menos vagas de trabalho e paga menos
O valor da folha de pagamento real da indústria encolheu 7,9% em 2015 – trata-se da maior redução da série histórica

Todos os 18 setores da indústria nacional investigados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) cortaram postos de trabalho em 2015. O emprego industrial teve retração de 6,2% no ano passado, de acordo com os dados da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário.
As contribuições mais relevantes para o desempenho negativo na média nacional foram de meios de transporte (-11,4%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-13,9%), produtos de metal (-10,7%), máquinas e equipamentos (-8,3%), alimentos e bebidas (-2,2%), outros produtos da indústria de transformação (-9,7%), vestuário (-6,4%), borracha e plástico (-5,7%), calçados e couro (-6,8%), metalurgia básica (-7,5%), minerais não-metálicos (-4,8%), produtos têxteis (-5,7%), papel e gráfica (-3,5%) e indústrias extrativas (-4,7%).
FOLHA DE PAGAMENTO
O valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria, por sua vez, encolheu 7,9% em 2015. Trata-se da redução mais elevada da série histórica da pesquisa.
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Na passagem de novembro para dezembro de 2015, o valor da folha de pagamento ficou estável (0,0%), depois de ter registrado cinco meses consecutivos de resultados negativos, quando acumulou uma redução de 7,2%. Em dezembro, a indústria de transformação diminuiu em 0,6% o valor da folha, o 12º mês seguido de resultados negativos. Na direção oposta, o setor extrativo avançou 5,3%.
Na comparação com dezembro de 2014, o valor da folha de pagamento real despencou 11,5% em dezembro de 2015, a redução mais elevada da série histórica. Os 18 ramos investigados encolheram.
HORAS PAGAS
O número de horas pagas aos trabalhadores da indústria registrou recuo de 6,7% em 2015, a redução mais elevada da série histórica da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário, iniciada em 2002 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na passagem de novembro para dezembro de 2015, o número de horas pagas teve ligeira queda de 0,1%, décima taxa negativa consecutiva, período em que acumulou uma perda de 7,4%.
Na comparação com dezembro de 2014, o número de horas pagas aos trabalhadores teve redução de 7,4% em dezembro de 2015, a 31ª taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto, também com perdas em todos os 18 ramos pesquisados.

