Inflação acumulada em 12 meses é a menor desde 1999
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, ficou em 0,24% em julho

No mês anterior, o IPCA havia registrado deflação (queda de preços) de 0,23%. Já em julho do ano passado, a inflação havia sido de 0,52%.
O IPCA acumula taxa de 1,43% em 2017. Em 12 meses, a inflação chega a 2,71%, a menor taxa para o acumulado de 12 meses desde fevereiro de 1999 (2,24%).
A taxa acumulada também está abaixo do centro da meta de inflação do governo federal, que é de 4,5%. Os dados foram divulgados nesta quarta (9/08) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em julho, os gastos com a casa e com os transportes foram os principais responsáveis pela taxa de inflação. Despesas com habitação tiveram alta de 1,64%, enquanto os gastos com transporte cresceram 0,34%.
Por outro lado, os alimentos ajudaram a frear a inflação com uma deflação de 0,47% em julho. Essa foi a terceira queda de preços mensal consecutiva apresentada pelo grupo de despesas alimentação e bebidas.
Em julho, os gastos com a casa e com os transportes foram os principais responsáveis pela taxa de inflação. Os gastos com habitação tiveram alta de 1,64%, enquanto os gastos com transporte cresceram 0,34%.
Por outro lado, os alimentos ajudaram a frear a inflação com uma deflação de 0,47% em julho. Essa foi a terceira queda de preços mensal consecutiva apresentada pelo grupo de despesas alimentação e bebidas.
INPC
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda até cinco salários mínimos, registrou 0,17% em julho. A taxa ficou acima da registrada em junho (-0,30%).
No entanto, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o INPC ficou abaixo do IPCA, que mede a inflação oficial para todas as faixas de renda, no mês de julho (0,24%).
Os produtos alimentícios tiveram queda de preços (deflação) de 0,45% em julho, enquanto os não alimentícios acusaram inflação de 0,45%.
O INPC acumula taxa 2,08% em 12 meses, abaixo dos 2,56% dos 12 meses imediatamente anteriores.
ALIMENTAÇÃO
As famílias gastaram menos com alimentação em julho, pelo terceiro mês consecutivo. O grupo Alimentação e Bebidas saiu de uma queda de 0,50% em junho para um recuo de 0,47% no último mês, de acordo com dados do IPCA.
"Tem impacto da safra, mas também tem o componente da demanda. As pessoas estão segurando mais para comprar. Alimentação é algo que a gente precisa, mas a gente acaba comprando o que precisa prioritariamente.
O consumidor troca a marca da massa que ele consumia pela outra marca mais barata", explicou Fernando Gonçalves, gerente do IPCA no IBGE.
O grupo Alimentação, que responde por 25% das despesas das famílias, deu uma contribuição de -0,12 ponto porcentual para o IPCA de 0,24% de julho.
Os alimentos para consumo em casa ficaram 0,81% mais baratos, com variações que foram desde uma queda indo de 1,80% em Goiânia até aumento de 0,06% em Brasília.
Já a alimentação fora de casa aumentou 0,15% no último mês, resultado de variações como a queda de 0,32% na região metropolitana do Rio de Janeiro até o aumento de 1,71% em Goiânia.
De acordo com o IBGE, a maioria dos alimentos ficou mais barato na passagem de junho para julho, como a batata-inglesa (-22,73%), leite longa vida (-3,22%), frutas (-2,35%) e carnes (-1,06%). Na direção oposta, as famílias pagaram mais caro pelo tomate (16,90%) e pela cebola (11,70%).
IMAGEM: Thinkstock

