Inflação da baixa renda fecha ano com alta de 6,22%
A taxa foi inferior à do ano passado, mas ficou acima dos 6,18% registrados pelo índice que mede a inflação para todas as faixas de renda

O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), que mede a inflação para famílias com renda até 2,5 salários mínimos, fechou 2016 com uma taxa de 6,22%.
A taxa é inferior aos 11,52% de 2015, segundo dados divulgados hoje (5) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
O IPC-C1 ficou, no entanto, acima dos 6,18% registrados pelo Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC-BR), que mede a inflação para todas as faixas de renda.
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Entre os grupos de despesas analisados pelo IPC-C1, as maiores taxas de inflação de 2016 vieram de despesas diversas (11,21%), saúde e cuidados pessoais (9,73%) e educação, leitura e recreação (8,88%).
Os alimentos tiveram inflação de 7,1% e os transportes, de 7,8%. As menores taxas foram observadas em habitação (2,9%), comunicação (3,1%) e vestuário (3,59%).
ALIMENTOS
Após meses de trégua, os alimentos voltaram a pesar mais no bolso das famílias de baixa renda no último mês do ano.
O grupo Alimentação saiu de uma queda de 0,36% em novembro para alta de 0,26% em dezembro, dentro do Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1).
Entre itens que ficaram mais caros e outros que diminuíram o ritmo de queda nos preços, um dos destaques foram os laticínios, que saíram de um recuo de 4,26% em novembro para queda de 2,06% em dezembro, apontou a FGV.

