Prato feito pesa mais no bolso em 2026 e encarece rotina de quem come fora

Índice inédito da FAC-SP mostra alta no preço da refeição, que chega a mais de R$ 600 mensais, mostra que gastos com energia, aluguel e mão de obra sustentam preços elevados e revela impacto crescente da alimentação fora de casa no orçamento dos trabalhadores brasileiros

Redação DC
06/Mai/2026
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Prato feito pesa mais no bolso em 2026 e encarece rotina de quem come fora

A alimentação fora de casa ficou mais cara no início de 2026 e já pesa mais no orçamento do brasileiro. Levantamento inédito da Faculdade do Comércio de São Paulo (FAC-SP), ligada à Associação Comercial de São Paulo (ACSP), mostra que o tradicional “prato feito” subiu 1,67% entre janeiro e março, passando de R$ 29,77 para R$ 30,27.

Na prática, a alta significa um impacto direto no bolso: o trabalhador que almoça fora cinco vezes por semana já desembolsa cerca de R$ 605 por mês — um aumento de R$ 10 em apenas dois meses.

O dado faz parte do novo Índice Prato Feito (IPF), criado pela FAC-SP com abrangência nacional. O indicador nasce com a proposta de medir, de forma mais próxima da realidade, o custo da alimentação fora do lar — uma despesa cada vez mais relevante para trabalhadores e estudantes nas grandes cidades.

O levantamento de março considerou preços coletados em 359 estabelecimentos e revela que a conta vai além dos alimentos. “O preço da refeição não depende só dos ingredientes. Ele reflete custos como mão de obra, energia, aluguel, transporte, embalagens, tributos e logística”, explica o economista Rodrigo Simões Galvão, responsável técnico pelo índice.

Segundo ele, mesmo quando há alívio pontual no preço de alimentos, o consumidor não sente esse efeito no prato. “Os demais custos mantêm a pressão sobre o valor final”, afirma. 

A FAC-SP destaca que o IPF não substitui o IPCA, indicador oficial de inflação, mas funciona como um termômetro mais fiel da vida cotidiana — especialmente para quem depende de refeições fora de casa. Dados do IBGE reforçam a tendência: a inflação da alimentação fora do domicílio segue em linha com os números captados pelo novo índice.


IMAGEM: Mapa

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