Inflação paulistana chega a 10,09% em 12 meses até outubro

Alimentos, transportes, saúde e vestuário pressionaram o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), calculado pela Fipe. Expectativa é de desaceleração em novembro

Redação DC
05/Nov/2015
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Inflação paulistana chega a 10,09% em 12 meses até outubro

A inflação da cidade de São Paulo medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), registrou em outubro alta de 0,88% – variação acima da registrada no fechamento de setembro (0,66%).

No acumulado desde janeiro, o IPC atingiu 9,01% e, em 12 meses até outubro alcançou 10,09%.

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A inflação na capital paulista deve desacelerar em novembro ou, na pior das hipóteses, se acomodar no atual nível.

A avaliação é de André Chagas, coordenador do IPC-Fipe. A expectativa é que o IPC feche este mês com alta de 0,75%, após 0,88% em outubro, influenciado por menores pressões nos preços administrados, como combustíveis e energia.

Já a previsão da Fipe para o IPC fechado em 2015 foi alterada de 9,50% para 10,40%. Se a taxa for confirmada, será a primeira vez desde 1996 (10,04%) que a inflação anual na capital paulista rompe a barreira psicológica de dois dígitos

"Apesar da desaceleração esperada na margem, a taxa esperada para novembro não muda a trajetória de aceleração na taxa acumulada em 12 meses", ponderou Chagas.

De acordo com o coordenador, o arrefecimento aguardado para a inflação paulistana mensal ficará condicionado aos preços monitorados e aos alimentos. 

"O cenário tende a mudar se tiver mais alguma notícia desfavorável em administrados. Além disso, o grupo Alimentação pode impedir uma desaceleração mais forte, principalmente puxada pelos industrializados e semielaborados, em razão do dólar caro e do repasse de custos. Os in natura, como sempre, são incógnita, com viés de alta", explicou Chagas.

O economista da Fipe acredita que os repasses do reajuste nos preços dos combustíveis desde o fim de setembro vão se dissipar ao longo deste mês, fazendo com que as taxas da gasolina e do etanol desacelerem, e consequentemente, aliviem o grupo Transportes. 

Em outubro, os preços subiram com mais intensidade em quatro dos sete grupos pesquisados, com destaque para alimentação, que passou de uma queda de 0,04% para uma alta de 1,31%.

Em transportes, o índice atingiu 1,55% sobre uma alta de 0,14% em setembro. No grupo saúde, a taxa aumentou de 0,78% para 0,82% e em vestuário, de 0,52% para 0,62%.

Já o grupo habitação, que no mês passado foi o que mais comprimiu o orçamento doméstico, registrou decréscimo com o índice passando de 1,38% para 0,35%.

Houve também redução no ritmo de correções dos dois grupos restantes: despesas pessoais, em que a variação alcançou 0,91% depois de ter registrado 0,99%, no mês anterior; e, em educação, de 0,29% para 0,21%.

IMAGEM: Thinkstock

*Com Agência Brasil e Estadão Conteúdo

Atualizado às 14h50

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