Inflação perde fôlego em São Paulo
A alta foi de 0,89% em fevereiro. No mês anterior, o número chegou a 1,37%. Os maiores índices detectados pela Fipe foram nos grupos de alimentação e transporte

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido em São Paulo pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), fechou o mês de fevereiro com alta de 0,89%, variação inferior ao resultado de janeiro (1,37%). No acumulado dos últimos 12 meses, a taxa é de 10,43%
Três dos sete grupos pesquisados apresentaram perda no ritmo de aumento de preços, entre eles o de alimentação (de 2,36% para 1,02%). No grupo transportes, a taxa foi de 2,19% para 1,09% e, em educação, de 7,62% para 0,39%.
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Nos quatro grupos restantes houve avanços com destaque para habitação (de 0,64% para 0,91%). Em despesas pessoais, o índice subiu de -0,14% para 0,84%; em saúde (de 0,58% para 0,71%); em vestuário (de -0,39% para 0,36%).
SERVIÇOS
A inflação de serviços na capital paulista terminou fevereiro em 1,02%, após 1,45% em janeiro, segundo a Fipe. O resultado ficou acima do IPC, que mede a inflação na cidade de São Paulo, de 0,89%.
No acumulado de 12 meses até fevereiro, o Índice Geral de Serviços (IGS) teve variação de 11,44%, contra 11,88% até janeiro.
A principal influência de desaceleração veio do grupo Educação, que pressionou fortemente o IGS de janeiro, com alta de mais 8,62%%, na comparação com 0,33% em fevereiro. Porém, o grupo de maior participação, Habitação, acelerou para 0,87% no mês passado, ante 0,48% em janeiro.
O motivo, segundo a Fipe, foi a pressão de alta em água e esgoto, de 2,98%, depois de queda de 0,15% no primeiro mês do ano. Já o item energia diminuiu a inflação de 1,24% para 0,53%, refletindo a redução no preço da tarifa da bandeira vermelha recentemente.
O coordenador do IGS e IPC-Fipe, André Chagas, destacou ainda o grupo Alimentação no IGS (de 1,04%), devido especialmente à elevação nos gastos com alimentação fora do domicílio (1,04%).
Em janeiro, as taxas foram de 0,84%. Já o grupo Transportes diminuiu o ritmo de alta para 1,84% em fevereiro, após 4,43% em janeiro, devido à descompressão dos efeitos dos reajustes nas tarifas de transporte urbano no começo do ano.
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