Inflação sobe 0,31% em maio, a taxa mais baixa para o mês desde 2007

No acumulado de 12 meses até maio passado o índice é de 3,60%, também o mais baixo desde maio de 2007, informa o IBGE

Estadão Conteúdo
09/Jun/2017
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Inflação sobe 0,31% em maio, a taxa mais baixa para o mês desde 2007

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,31% em maio e registrou a menor variação para o mês desde 2007, quando ficou em 0,28%, informou nesta sexta-feira (9/06), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa acumulada pelo IPCA no ano foi de 1,42% até maio.

Já o acumulado nos 12 meses até maio passado (3,60%) é a taxa mais baixa desde maio de 2007, quando o acumulado foi de 3,18%.

Segundo a coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, a última vez que a taxa em 12 meses do IPCA ficou na casa dos 3% foi em julho de 2007.

Os preços dos serviços tiveram alta de apenas 0,05% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio e acumulam alta de 5,62% em 12 meses, informou nesta sexta-feira, 9, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A alimentação fora de casa subiu apenas 0,06%, segurando os preços do grupo Alimentação e Bebida, que teve deflação de 0,35% em maio - puxada pelo recuo de 0,56% na alimentação em casa.

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A coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, destacou que a recessão, o desemprego e a renda em queda puxam a demanda para baixo, com peso nos preços, mas as passagens aéreas também favoreceram a inflação de serviços de maio. Marcadas pela volatilidade, as passagens aéreas caíram 11,81%, puxando o grupo Transportes pra baixo (-0,42%) no IPCA de maio.

"A inflação de serviços é mais resistente", disse Eulina, lembrando que parte da resistência vem da indexação de contratos, que tende a perder força de alta à medida que a inflação arrefece. "O mais relevante é que, de todo modo, os serviços estão acompanhando a linha decrescente da inflação", completou a pesquisadora

INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu 0,36% em maio, ante um aumento de 0,08% em abril.

Como resultado, o índice acumulou uma elevação de 1,43% no ano. A taxa acumulada em 12 meses foi de 3,35%. Em maio do ano passado, o INPC tinha sido de 0,98%.

O INPC mede a variação dos preços para as famílias com renda de um a cinco salários mínimos e chefiadas por assalariados.

ENERGIA ELÉTRICA

O aumento de 8,98% nas contas de luz teve o maior impacto de alta no IPCA de maio, acrescentando 0,29 ponto porcentual ao indicador. Com isso, o grupo Habitação avançou 2,14% no IPCA de maio, maior impacto de alta.

Embora a energia elétrica tenha sido, sozinha, responsável pela aceleração do IPCA de 0,14% em abril para 0,31% em maio, a coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, destacou que essa pressão é pontual.

"Foi um fato que fez reverter o que tinha acontecido no mês anterior", disse Eulina.

Em abril, a energia elétrica puxou o IPCA para baixo, por causa da devolução, nas contas de luz, de cobrança indevida referente ao custo da energia da usina nuclear Angra 3, ainda em construção. "Assim como puxou pra baixo (em abril), puxou pra cima (em maio)", disse Eulina, destacando o efeito da base de comparação.

A pesquisadora citou a demanda em queda e a supersafra de grãos como motivos para manter a inflação comportada. "A demanda está segurando fortemente os preços. São 14 milhões de desempregados", afirmou Eulina, lembrando que as projeções apontam para uma safra "imensa" em 2017.

 VESTUÁRIO

Além do item energia elétrica, o grupo Vestuário também contribuiu para pressionar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio para cima.

Outros grupos com variações positivas foram Educação (0,08%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,62%), puxado pela alta de 0,82% nos remédios, que refletiram "parte do reajuste anual que passou a valer a partir de 31 de março, variando entre 1,36% e 4,76%, conforme o tipo", segundo nota do IBGE.

FOTO: Thinkstock

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