Investimento Direto soma R$ 11,5 bilhões em janeiro

No acumulado dos últimos 12 meses até janeiro, o saldo de investimento estrangeiro ficou em US$ 85 bilhões, o que representa 4,66% do Produto Interno Bruto (PIB)

Estadão Conteúdo
17/Fev/2017
  • btn-whatsapp
Investimento Direto soma R$ 11,5 bilhões em janeiro

Os Investimentos Diretos no País (IDP) somaram US$ 11,528 bilhões em janeiro, informa o Banco Central. O resultado ficou acima das estimativas apuradas pelo Projeções Broadcast, que iam de US$ 8,4 bilhões a US$ 11,0 bilhões, com mediana de US$ 9,2 bilhões.

Pelos cálculos do Banco Central, o IDP de janeiro indicaria entrada de US$ 9 bilhões. A estimativa da autarquia foi feita com base nos números até 20 de janeiro, quando o País havia registrado entrada de US$ 7,8 bilhões em recursos externos pela conta do IDP. A estimativa do BC para 2017 é de US$ 75,0 bilhões de IDP.

No acumulado dos últimos 12 meses até janeiro deste ano, o saldo de investimento estrangeiro ficou em US$ 85,001 bilhões, o que representa 4,66% do Produto Interno Bruto (PIB).

O montante é mais que suficiente para cobrir a necessidade de financiamento externo do período, que somou US$ 61,201 bilhões (3,35% do PIB) nos 12 meses até janeiro de 2017.

SETOR ELÉTRICO

Compras de ativos no setor elétrico movimentaram o investimento estrangeiro no Brasil. Segundo o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, o início do ano normalmente não é um momento favorável para entrada de IDP no País. 

No entanto, a conta foi favorecida por "algumas operações no setor de eletricidade". "Tivemos aquisições no setor elétrico, mais de uma operação. Essas operações ficaram concentradas no setor, mas alguns outros segmentos também se destacaram com IDP, com montantes acima de US$ 1 bilhão", comentou. Este foi o caso, conforme os números do BC, de produtos químicos (US$ 1,203 bilhão).

"É importante ter em perspectiva que o IDP nos últimos anos se manteve em patamar relativamente alto. Em 2016, tivemos US$ 78 bilhões, um patamar elevado", citou Maciel.

"O Brasil segue sendo um país de mercado grande, atrativo, com bons fundamentos", acrescentou, lembrando que o quadro, considerando o IDP, é confortável para financiar transações correntes.

"Oportunidades se apresentam em diversos setores no Brasil", disse Maciel, destacando investimentos diretos feitos nos últimos anos em áreas como serviços, eletricidade, comércio, saúde e automóveis. "O programa de concessões dos últimos anos também contribuiu para entrada de recursos", disse.

INVESTIMENTO EM AÇÕES

O investimento estrangeiro em ações brasileiras ficou positivo em US$ 962,0 milhões em janeiro, informou o Banco Central. Em igual mês do ano anterior, o resultado havia sido positivo em US$ 4 milhões.

Pelos cálculos do BC, os investidores estrangeiros deixarão saldo positivo de US$ 10,0 bilhões em ações este ano no País.

Já o saldo de investimento estrangeiro em títulos de renda fixa negociados no País ficou positivo em US$ 502,0 milhões em janeiro. No mesmo mês do ano anterior, havia ficado negativo em US$ 1,193 bilhão. Para 2017, a estimativa do BC é de saldo negativo de US$ 10,0 bilhões na renda fixa.

TAXA DE ROLAGEM

O Banco Central informou também que a taxa de rolagem de empréstimos de médio e longo prazos captados no exterior ficou em 112% em janeiro.

Com número superior a 100%, o indicador mostra que houve captação de valor mais que suficiente para renovar compromissos das empresas no período. O resultado ficou bem acima do verificado em janeiro do ano passado, quando a taxa havia sido de 17%.

De acordo com os números apresentados nesta sexta pelo BC, a rolagem do crédito externo foi liderada pelos empréstimos diretos, cujo indicador de renovação ficou em 135% no mês passado ante 16% de janeiro do ano anterior.

Já com os títulos de longo prazo, antes chamados de "bônus, notes e commercial papers", a taxa de rolagem ficou em apenas 9% em janeiro. Em igual mês de 2016 havia sido de 26%.

O BC costuma trabalhar com previsão de taxa de rolagem de 100% em todos os anos, mas para 2017 sua estimativa é de 80%.

IMAGEM: Thinkstock

Atualizado às 19h30

O Diário do Comércio permite a cópia e republicação deste conteúdo acompanhado do link original desta página.
Para mais detalhes, nosso contato é redacao@dcomercio.com.br .

 

Store in Store

Carga Pesada