IPCA estoura o teto da meta da inflação pelo quarto mês
A inflação medida pelo índice ficou em 0,51% em novembro, mais que os 0,42% em outubro. No ano, o IPCA acumulou uma alta de 5,58

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou novembro com alta de 0,51%, ante uma variação de 0,42% em outubro, informou nesta sexta-feira (5), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Pelo quarto mês consecutivo o índice oficial de inflação fica acima do teto da meta oficial fixada pelo governo, que é de 6,5%, por mais que ela esteja dentro do intervalo das estimativas dos analistas, que iam de uma taxa de 0,49% a 0,62%, com mediana de 0,54%.
No ano, o IPCA acumulou uma alta de 5,58%.
O grupo alimentação e bebidas foi o principal resonsável pela aceleração dos preços. Ele foi de 0,46% em outubro para 0,77% em novembro O grupo deu a maior contribuição para a alta de 0,51% no IPCA do mês, o equivalente a 0,19 ponto porcentual.
O item carnes permaneceu na liderança do ranking dos principais impactos sobre o IPCA pelo terceiro mês consecutivo. Os preços das carnes subiram 3,46% em novembro, o equivalente a uma contribuição de 0,09 ponto porcentual para a inflação do mês. Em outubro, as carnes já tinham ficado 1,46% mais caras. No ano, o item acumula uma alta de 17,81%.
Em novembro, as carnes chegaram a subir 7,51% na região metropolitana de Belém, 6,03% em Campo Grande e 5,87% em Goiânia. No ano, os preços mais aumentaram 24,12% em Goiânia, e 22,95% em Belém.
Outros alimentos que tiveram altas consideráveis no mês foram batata-inglesa, com alta de 38,71% (em Salvador, o aumento chegou a 75,49%), cenoura (12,24
Outro índice de cálculo da inflação, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) ficou em 0,65% em novembro, em aceleração face aos 0,43% em outubro. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), a maior contribuição para a aceleração do índice veio do grupo Habitação (0,48% para 0,83%).
Nesta classe, os aumentos na tarifa de eletricidade residencial levaram o item a ganhar força, passando de 0,18% em outubro para 3,73% em novembro.
A gasolina, por sua vez, acelerou de 0,03% para 1,90% no período. Desde o dia 7 de novembro, a Petrobras reajustou o preço do combustível em 3% nas refinarias. O valor medido no IPC, contudo, é o praticado na bomba, onde não há regulação no sentido de fixar o preço. Com isso, o grupo Transportes passou de 0,16% para 0,62%. As passagens aéreas também ficaram mais caras, diante de alta de 23,41% em novembro. Em outubro, o item havia diminuído 9,51%. Esse comportamento levou à aceleração do grupo Educação, Leitura e Recreação (0,09% para 1,02%).
Por fim, o último dos quatro grupos que aceleraram no IPC-DI de novembro foi Alimentação (0,49% para 0,65%). As hortaliças e legumes deram um salto (2,53% para 10,67%) e só a batata-inglesa ficou 58,80% mais cara. Por outro lado, outros itens da cesta básica deram alívio ao bolso dos consumidores, como é o caso do leite longa vida (-5,48%).
Com a inflação mais pressionada, um número maior de itens apresentou taxa positiva em novembro, ou seja, ficou mais caro ao consumidor.

