Juro do rotativo do cartão atinge 482,1% ao ano em novembro

No caso do parcelado, houve queda de 1,1 ponto percentual de outubro para novembro, passando de 156,1% ao ano para 155,0% ao ano

Estadão Conteúdo
23/Dez/2016
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Juro do rotativo do cartão atinge 482,1% ao ano em novembro

O juro médio total cobrado no rotativo do cartão de crédito subiu 6,3 pontos porcentuais de outubro para novembro, informou nesta sexta-feira (23/12) o Banco Central.

Com a alta na margem, a taxa passou de 475,8% ao ano em outubro para 482,1% ao ano em novembro. Esta é a maior taxa da série histórica do BC para o rotativo do cartão de crédito, iniciada em março de 2011.

O juro do rotativo é a taxa mais elevada desse segmento e também a mais alta entre todas as avaliadas pelo BC, batendo até mesmo a do cheque especial.

No caso do parcelado, ainda dentro de cartão de crédito, o juro caiu 1,1 ponto percentual de outubro para novembro, passando de 156,1% ao ano para 155,0% ao ano.

Nesta quinta-feira, 22, o presidente Michel Temer e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, confirmaram que as regras do crédito rotativo vão mudar.

A intenção é fazer com que, após um mês no rotativo, o cliente tenha sua dívida automaticamente transferida para o parcelado, que possui taxas de juros menores. A mudança está sendo formulada pelo Banco Central e precisará ser aprovada no Conselho Monetário Nacional (CMN).

FAMÍLIAS MENOS ENDIVIDADAS 

O endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro passou de 42,8% em setembro para 42,5% em outubro, conforme dados do BC. Se forem descontadas as dívidas imobiliárias, o endividamento apresentou uma baixa em outubro, ficando em 24,0% da renda anual. Em setembro, estava em 24,2%.

Ainda segundo o BC, o comprometimento de renda das famílias com o Sistema Financeiro Nacional (SFN) permaneceu em 22,2% em setembro ante outubro. Descontados os empréstimos imobiliários, o comprometimento da renda foi de 19,6% para 19,7%.

A instituição começou a fazer o levantamento em janeiro de 2005 e o retrato sobre o nível de dívidas brasileiras passou a ser incorporado na nota de crédito pelo BC em agosto de 2015.

O cálculo do BC leva em conta o total das dívidas dividido pela renda no período de 12 meses e incorpora os dados da Pesquisa Nacional de Amostragem Domiciliar (PNAD) contínua e da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), ambas do IBGE.

 

FOTO: Thinkstock

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