Mais consumidores limparam o nome no 1º semestre
Índice de recuperação de crédito cresceu 3,8% neste período, segundo a Boa Vista SCPC

O indicador de recuperação de crédito, que mostra a quantidade de consumidores que saíram do cadastro de inadimplentes da Boa Vista SCPC, apontou alta de 3,8% no primeiro semestre de 2016.
Apesar da elevação no ano, o indicador caiu 0,2% na variação acumulada em 12 meses – período que abrange de julho de 2015 até junho de 2016 na comparação com os 12 meses antecedentes.
Já na comparação com junho de 2015 houve queda de 8,6%. No mês passado, frente a maio, a recuperação de crédito também recuou 5,1%.
Em termos regionais, na comparação do primeiro semestre contra o mesmo período do ano anterior observou-se alta em todas as regiões: Norte (6,6%), Centro-Oeste (5,4%), Nordeste (5,0%), Sul (0,2%) e Sudeste (3,7%).
Os resultados do indicador recuperação de crédito mostram que o quadro de inadimplência na economia tornou a se deteriorar, uma vez que o aumento dos registros de consumidores negativados, realizados nos últimos meses, ainda ocorre em maior intensidade do que a do pagamento das contas.
INADIMPLÊNCIA CAI PELA PRIMEIRA VEZ
O número total de consumidores inadimplentes caiu pela primeira vez desde dezembro de 2014, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira (13/07) pela Serasa Experian.
Em maio, o Brasil tinha 59.470.359 pessoas com dívidas em atraso, cerca de 1,3 milhão a menos do que em abril, quando o total atingiu um nível recorde. O valor das dívidas verificadas soma R$ 264,2 bilhões.
Segundo os economistas da Serasa, este movimento revela o esforço dos consumidores para renegociar dívidas e sair da inadimplência.
Para eles, são duas as condições que possibilitaram às pessoas regularizarem as dívidas: elas buscaram linhas de crédito ou sacaram o dinheiro da caderneta de poupança.
De acordo com informações do Banco Central, as retiradas da poupança superaram os depósitos em R$ 42,6 bilhões entre janeiro e junho de 2016.
Na divisão por faixa etária, os consumidores de 41 a 50 anos são os mais inadimplentes (12,8% em maio, igual ao nível do mês anterior).
Na sequência aparecem os jovens de 18 a 25 anos (15,6% em maio, de 15,8% em abril). Depois está a faixa de 31 a 35 anos (13,8%, estável ante o mês anterior), seguida da categoria de 26 a 30 anos (13,7%, também estável).
Os idosos acima de 61 anos estão entre os mais regulares nos pagamentos (com 12,5% de inadimplência), assim como a faixa de 36 a 40 anos (12,4%) e os de 51 a 60 anos (12,8%).
De acordo com os analistas da Serasa, apesar da queda na representação dos jovens na inadimplência em maio ante abril, o desemprego, a falta de experiência no crédito e a maneira impulsiva de ir às compras estão entre os principais fatores que levam este grupo a atrasar dívidas.
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Atualizado às 15h50

