Os drinks e quitutes que levaram turistas ao Centro de SP em 2025

A região está repleta de casas que oferecem receitas tradicionais, como o coquetel 'fora de moda' Barbotage, do Fel Bar (na foto), até inovações autorais em ambientes que respiram a história e a modernidade de São Paulo

Mariana Missiaggia
29/Dez/2025
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Os drinks e quitutes que levaram turistas ao Centro de SP em 2025

Com toda a sua história e efervescência cultural, o Centro de São Paulo também se destaca no cenário da gastronomia e da alta coquetelaria. A região abriga muitos bares e restaurantes premiados que têm investido em cartas de drinques que misturam a tradição dos clássicos com a ousadia de criações autorais, atraindo paulistanos e turistas em busca de novas experiências e dos sabores consagrados.

Nesse contexto, alguns endereços se tornaram verdadeiros ícones no roteiro de quem visita a região. Nessa lista de estabelecimentos, o destaque vai para o térreo do Copan, com lugares que preservam receitas e drinques clássicos quase esquecidos, além de oferecer releituras criativas que utilizam insumos bem brasileiros. Veja quais são:

Os drinks fora de moda do Fel

Nada de vinhos nem cerveja. A pegada do Fel, um bar escurinho aos pés do Copan (na foto abaixo), é de servir coquetéis esquecidos de antigamente, como o francês Barbotage, da década de 1930, o argentino Aconquija, da década de 1950, e o londrino Incógnito, também dos anos 1930. Tudo servido em taças lindas e diferentes, custando em torno de R$ 50.

Atendendo apenas 25 clientes por vez, o bar é comandado por Fábio Dias e brinca com conceitos de tristeza e solidão - foi feito mesmo para receber quem gosta de beber sozinho. Rum, jerez, vermute e outros destilados fazem a base das estrelas da casa muito premiada. 

 

Sorvete de manteiga de garrafa da Lumi Creamy

Sem lugares para sentar e com muita fila na calçada, a Lumi Creamy começou há três anos com o confeiteiro carioca Fabricio Luminato. Foi nos arredores da Vila Madalena que ele começou a comercializar, como ambulante, potinhos de um delicado sorvete de manteiga de garrafa com pedacinhos de doce de leite de corte.

Com o dinheiro que foi juntando, conseguiu, no início de 2024, ocupar uma pequena loja para montar por lá a primeira Lumi Creamy. Em abril deste ano, inaugurou uma filial no Centro, onde também funciona a fábrica.

Os sabores criativos, com preços que partem de R$ 18, buscam como base ingredientes bem brasileiros que resultam em opções que fogem do tradicional, como manteiga de garrafa, requeijão com bolo de rolo e o 'não é pistache', de cor verde, mas produzido com semente de abóbora tostada.

Como alternativas sazonais, podem aparecer também os sorvetes de maçã do amor, que levam compota da fruta, e o chocoentro, mistura de chocolate com coentro.

Para acompanhar, o cone crocante é feito com farinha de mandioca e o toque final de todos os sorvetes é o aviãozinho de massa de harumaki, do rolinho primavera, que vai no topo da bola de sorvete.


Corações de pato do Cora

O coração de pato puxado na frigideira e pétalas de cebolas tostadas temperadas com chimichurri, purê de couve-flor com salsa verde e flor de sal (R$ 65) é um prato emblemático do restaurante Cora, comandado pelo chef argentino Pablo Inca. Na rua Amaral Gurgel, 344, o restaurante serve pequenos pratos no sexto andar de um prédio revitalizado, que oferece vista para o Minhocão.

 

Croissant da Mundo Pão do Olivier

Com camadas folhadas, leves e crocantes, o croissant é uma receita clássica da padaria Mundo Pão do Olivier e a estrela das vitrines, que ficam de frente para a rua, repletas de pães e doces artesanais, na República, no prédio onde antes funcionava a joalheria Amsterdam Sauer, fechada em 2021.

O estabelecimento, aberto em maio deste ano, oferece mesas em uma espécie de varanda na calçada, que convidam o pedestre a sentar para experimentar o cardápio. O endereço do Centro é a quarta unidade da rede e está no número 29 da avenida São Luís - em frente ao Colégio Caetano de Campos, no cruzamento com a avenida Ipiranga.

A Mundo Pão nasceu em 2016, ali mesmo na República, mas sucumbiu no começo de 2021 por dificuldades financeiras causadas pela pandemia. Em 2022, o empresário retomou a marca no Conjunto Nacional, na avenida Paulista, ao lado do sócio Rafael Ribeiro.


Sorvete de quindim
do Tem Umami

Sucesso no TikTok, os sorvetes diferentões da cafeteria Tem Umami movimentaram as redes sociais em 2025. O sorvete é do tipo soft e toda a produção ocorre localmente, sem aditivos químicos. As máquinas oferecem apenas dois sabores por vez e as opções variam ao longo dos meses, como a criação inédita de quindim. As casquinhas também são feitas no local, com farinha de fubá. No térreo do Copan, o estabelecimento forma filas e já viralizou nas redes com seus panetones. 



Oswaldo Aranha do Cuia

Em um espaço compartilhado com a Livraria Megafauna no edifício Copan, o restaurante Cuia, da chef Bel Coelho, serve a sua versão do clássico filé Oswaldo Aranha (R$ 93) - filé mignon grelhado com arroz, farofa, chips de batata bolinha e purê de alho assado.

A casa tem como premissa dar status a especiarias e ingredientes brasileiros pouco lembrados, servindo pratos sofisticados em um ambiente simples e despojado com clima de cafeteria, onde se pode - fora dos horários de refeições - sentar para folhear o livro recém-comprado, enquanto mastiga um bolo ou sanduíche.



A pizza de mortadela da Di Bari Mercato

O edifício Martinelli recebeu em 31 de outubro deste ano um novo point gastronômico: a pizzaria Di Bari Mercato. Além de sabores clássicos, como queijo, cogumelo e Diavola (todas a R$ 39), o estabelecimento trabalha com criações exclusivas, como a pizza Martinelli, feita com queijo, mortadela e raspas de limão-siciliano.

A chegada do negócio ao Martinelli faz parte do projeto M100, lançado em 2024 para celebrar os 100 anos do início da construção do edifício. Desde então, o prédio vem passando por um processo de revitalização, recebendo novas ativações e eventos culturais que resgatam sua importância histórica e ampliam seu papel como espaço de convivência no Centro de São Paulo.


O chope do Bar Léo

Um dos bares mais tradicionais da cidade, o Bar Léo foi inaugurado em 1940 e ficou eternizado pelo chope, que é considerado por muitos como o melhor de São Paulo. Localizado na rua Aurora, na Santa Ifigênia, o estabelecimento mantém o serviço raiz com petiscos clássicos e sustenta o orgulho de já ter sido eleito pelo jornalista David Zing, em uma reportagem da Playboy, como um dos cinco melhores do mundo.


O brunch do Café Girondino

Reinaugurado há um ano na rua São Bento, onde funciona desde 1998, o Café Girondino começou a servir, em julho deste ano, uma opção de brunch aos domingos em formato de bufê (R$ 98), com pães, salmão curado e frutas. E uma segunda opção, que passa a incluir sugestões quentes, como o croque monsieur, e bebidas, como espumante (R$ 159). Em alguns pontos do dia, o estabelecimento acaba acumulando uma fila de clientes nas calçadas à espera de uma mesa, especialmente ao final das celebrações do Mosteiro de São Bento, que fica em frente.


 


IMAGENS:divulgação

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