Parceria entre Azul e Correios deve começar ainda este ano
Expectativa inicial é que a empresa conjunta movimente cerca de 100 mil toneladas de cargas por ano

A parceria entre os Correios e a companhia aérea azul deve começar a operar, em caráter experimental, ainda este ano, sinalizou nesta quinta-feira (30/08) o presidente da estatal Carlos Roberto Fortner.
“Espero começarmos as primeiras operações ainda em novembro ou dezembro”, estimou.
A expectativa inicial, anunciada em dezembro de 2017, era de que a nova empresa privada de logística começasse a funcionar durante o primeiro semestre deste ano.
Conforme anunciado em dezembro, a Azul terá participação de 50,1%, e os Correios de 49,99%. A previsão é de que a empresa comece com um movimento de cerca de 100 mil toneladas de cargas por ano.
LEIA MAIS: Conheça as novas opções para entregar compras aos clientes
“Em mais ou menos um mês e meio deveremos ter uma deliberação do Cade [Conselho Administrativo de Defesa Econômica] e poderemos assinar os contratos e começar os primeiros testes operacionais, com o aumento gradual da transferência de nossas cargas para a nova empresa”, disse.
POSIÇÃO DO CADE
A assessoria do Cade informou que não é possível prever quando a análise do ato de concentração, protocolado pelas empresas no último dia 8, será concluída. Legalmente, o Cade tem até 240 dias para se manifestar, prazo que pode ser prorrogado por mais 90 dias.
Nos casos em que a Superintendência-Geral do conselho não constata risco à concorrência, o negócio pode ser aprovado sem ser submetido aos conselheiros – reduzindo o tempo médio da análise para cerca de 30 dias.
Se concluir que há risco concorrencial, a superintendência encaminha ao tribunal uma sugestão de medidas a serem adotadas pelos interessados em viabilizar o acordo ou com recomendação para que os conselheiros reprovem o projeto.
Segundo Fortner, os serviços serão executados por funcionários da nova empresa, que poderá, inclusive, recontratar empregados que queiram se desligar dos Correios para passar a trabalhar na nova companhia.
“Isto, no entanto, é algo que ainda vamos estruturar melhor após a [eventual] aprovação do Cade e a conclusão dos trâmites burocráticos necessários à estruturação societária”, explicou.
IMAGEM: Divulgação

