PIB de 2014 cresceu mais e somou R$ 5,7 tri

O Produto Interno Bruto per capita do país foi de R$ 28.498, de acordo com o IBGE

Estadão Conteúdo
17/Nov/2016
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PIB de 2014 cresceu mais e somou R$ 5,7 tri

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2014 cresceu mais do que o estimado anteriormente: a alta passou de 0,1% para 0,5%, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base nas Contas Nacionais Anuais.

A estimativa anterior tinha como base as Contas Nacionais Trimestrais. O resultado do PIB de 2011 também foi revisto, de um crescimento de 3,9% para 4,0%. Em 2014, o PIB somou R$ 5,779 trilhões. O PIB per capita foi de R$ 28.498,00.

O resultado da agropecuária em 2014 saiu de alta de 2,1% para avanço de 2,8%. Já o PIB da indústria passou de queda de 0,9% para retração de 1,5%. Na direção oposta, o PIB de serviços melhorou de 0,4% para 1,0%.

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Pela ótica da demanda, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) foi revista de queda de 4,5% para recuo de 5,4%.

A taxa do consumo das famílias passou de alta de 1,3% para avanço de 2,3% enquanto o consumo do governo saiu de crescimento de 1,2% para expansão de 0,8%.

As exportações mantiveram a retração de 1,1% no ano, enquanto o resultado das importações foi revisto de uma queda de 1,0% para recuo de 1,9%.

Embora o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2014 tenha sido melhor do que o previsto anteriormente, de 0,5%, piorou o resultado do PIB per capita no país.

O PIB per capita passou de R$ 26.520 em 2013 para R$ 28.498 em 2014, o que significa uma queda de 0,4% em termos reais, ou seja, descontada a inflação do período. O resultado representa a terceira queda consecutiva nesse indicador desde o ano 2000.

Os recuos mais recentes ocorreram em 2003 (-0,2%) e 2009 (-1,2%).

De acordo com Cristiano Martins, gerente na Coordenação de Contas Nacionais do IBGE, o PIB per capita caiu porque o PIB cresceu em proporção menor do que a população brasileira no ano. "A população cresce cerca de 0,8% em 2014", disse ele.

FINANCIAMENTO

A necessidade de financiamento da economia foi de R$ 262 bilhões em 2014, o equivalente a uma alta de 46,3% ante 2013, de acordo com o IBGE.

A renda nacional bruta foi de R$ 5,7 trilhões em 2014, contra R$ 5,3 trilhões em 2013. O cálculo inclui o resultado do Produto Interno Bruto brasileiro mais os rendimentos dos fatores de produção enviados ou recebidos do resto do mundo.

O crescimento nominal da despesa de consumo final, de 10,5%, superou o da renda nacional bruta, de 7,5%, impulsionando a retração de 5,3% na poupança do país, que saiu de R$ 976,9 bilhões em 2013 para R$ 924,9 bilhões em 2014.

O resultado, associado ao crescimento nominal de 3,0% na Formação Bruta de Capital (de R$ 1,1 trilhão em 2014), puxou a elevação na necessidade de financiamento da economia nacional.

O pagamento líquido de rendas de propriedades ao resto do mundo - juros, dividendos e lucros reinvestidos - saltou 76,4% no período, passando de R$ 65,3 bilhões em 2013 para R$ 115,2 bilhões em 2014.

Foto: Thinkstock

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