Podcast do Associativismo debate impactos da reforma tributária nas exportações indiretas
Maurício Manfré, da SP Chamber of Commerce da ACSP e do CECIEx, detalha ao jornalista Fernando Moreira a necessidade de judicializar o assunto para que as comerciais exportadoras não sofram restrições à competitividade internacional por serem excluídas do novo regime de suspensão tributária

O quarto convidado do Podcast do Associativismo é Maurício Manfré, assessor especial de relações internacionais da São Paulo Chamber of Commerce e secretário do Conselho Brasileiro das Empresas Comerciais Importadoras e Exportadoras (CECIEx), entidade ligada à ACSP, que fala neste episódio sobre os impactos da reforma tributária nas exportações indiretas e traz um ponto central: os mandados de segurança expedidos contra um dos aspectos da Reforma Tributária, que foram impetrados pelo Conselho em 2025.
Um deles, referente ao IBS (Imposto sobre Bens e Serviços, que englobou o ICMS e o ISS), já teve decisão favorável em primeira instância. Uma análise técnica detalhada revela um cenário preocupante: os mandados de segurança impetrados contra a nova medida evidenciam que 75% das comerciais exportadoras em atividade no Brasil — cerca de 2.150 empresas — não possuem o patrimônio líquido mínimo exigido.
Na prática, isso significa que a grande maioria dessas empresas seria imediatamente excluída do novo regime de suspensão tributária, exclusão que levanta questionamentos relevantes como restrição à competitividade internacional, concentração de mercado em poucos players e impactos diretos sobre empregos e cadeias produtivas. Ou seja, o debate não é apenas jurídico — é econômico e estratégico, e o futuro das exportações brasileiras pode depender de como essa questão será resolvida disse Manfré, que detalhará o assunto durante a conversa com o jornalista Fernando Moreira.
Os debates propostos pelo Podcast do Associativismo podem ser acompanhados toda quinta-feira, às 20h, no site do Diário do Comércio ou no portal da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a casa do empresário.
IMAGEM: DC

