Por trás dos trilhões

A ACSP e o IBPT irão mostrar, em reunião plenária, os impactos da elevação da carga tributária no cotidiano do brasileiro

Redação DC
30/Abr/2015
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Por trás dos trilhões

Ao longo dos últimos dez anos, quem olhou para prédio da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), no centro histórico da capital paulista, viu o Impostômetro apontando o ritmo da arrecadação tributária. No acumulado desse período, o painel registrou mais de R$ 12,8 trilhões em tributos, valor que saiu do bolso do contribuinte e entrou nos caixas dos governos federal, estaduais e municipais. 

Na próxima terça-feira, dia 5, à 10 horas, o tributarias Gilberto Luiz do Amaral, do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) estará na sessão plenária da ACSP para destrinchar o que está por trás dessa arrecadação vultosa. 

“A ideia da reunião é mostrar como os números mostrados pelo Impostômetro influenciam a vida do cidadão. Além disso, queremos frisar o objetivo do painel, que é chamar a atenção da população para o quanto ela paga em impostos, dando argumentos para que reivindique serviços públicos de qualidade’, diz Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp). 

Nesses 10 anos o Impostômetro virou uma espécie de ponto turístico da cidade de São Paulo, inspirou painéis semelhantes - como o Jurômetro, o Importômetro, entre outros. Também virou notícia em publicações internacionais. O jornal japonês Nihon Keizai Shimbun, por exemplo, publicou uma reportagem fazendo um contraponto entre a arrecadação tributária brasileira e a qualidade dos serviços públicos. 
 
Em 2014 o painel mostrou uma arrecadação de R$ 1,8 trilhão. Para este ano, mesmo com a economia fraca, é esperado aumento desse valor. Nesse caso, o aumento deverá acontecer pelo lado da elevação de impostos. 

O governo federal já elevou a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), tem correções programadas para a Pis/Cofins e para a Cide-combustível. Além disso, medidas de desoneração, como a redução de alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que até o ano passado beneficiaram alguns setores, não vigoram mais.

“O Impostômetro é uma eficiente ferramenta para o exercício da cidadania pois possibilita ao brasileiro cobrar dos governantes e políticos a melhor aplicação dos valores arrecadados em benefício de toda a sociedade”, afirma Gilberto Luiz do Amaral, do IBPT. 

 

 

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