Principais índices de preços começam 2016 sob pressão

Mas segundo previsão de economistas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) a perspectiva é de desaceleração nos próximos meses

Redação DC
05/Fev/2016
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Principais índices de preços começam 2016 sob pressão

Apesar de 2016 se iniciar com inflação ainda mais elevada do que a registrada no final do ano passado, a perspectiva é de desaceleração durante os próximos meses, de acordo com previsão de economistas da Associação Comercial de São Paulo.

Essa previsão, segundo a análise, se deve principalmente devido à anunciada redução das tarifas elétricas, à expectativa de relativa acomodação do câmbio e à descompressão dos preços dos serviços, refletindo a queda no consumo provocada pelo cenário recessivo (leia aqui na íntegra)

O ano começou com a inflação acelerada na casa de um dígito nos principais índices de preços medidos por diferentes instituições, como o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) e a FGV (Fundação Getúlio Vargas).

A elevação das mensalidades escolares e resquícios dos reajustes de bens e serviços monitorados pelo governo ainda deverão pressionar a inflação oficial de fevereiro, segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Esta última divulgou nesta sexta-feira (05/02) o IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna), que subiu 1,53% apenas no primeiro mês do ano. A taxa é bem superior à obervada no mês anterior (0,44%) e na comparação com janeiro de 2015 (0,67%). 

De acordo com a FGV, o IGP-DI acumula alta de 11,65% no período de 12 meses. O índice é referência em reajustes de tarifas públicas, contratos de aluguel e planos e seguros de saúde (nos contratos mais antigos). O avanço da taxa de dezembro para janeiro foi provocado pelo aumento da inflação no atacado, no varejo e no custo da construção. 

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O IGP-DI é formado por três índices: o IPA, IPC e INCC. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação de preços no atacado, passou de 0,33% em dezembro para 1,63% em janeiro. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede o varejo, subiu de 0,88% em dezembro para 1,78% em janeiro deste ano. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) passou de 0,1% para 0,39% no período. O IGP-DI foi medido com base em preços coletados entre os dias 1º e 31 de janeiro.

Além da alta deste índice, a inflação oficial medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) subiu 1,27% em janeiro. O índice que mede o comportamento dos preços na capital paulista, o IPC-Fipe também acelerou 1,37% no mês e o que reajusta boa parte dos contratos de aluguel - o IGP-M - fechou o mês em alta de 1,14%. 

BAIXA RENDA 

Outro índice que acelerou com intensidade é o que mede os preços de produtos consumidos por famílias de baixa renda. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do IBGE, aumentou 1,51% em janeiro. O indicador se refere a famílias com renda de um a cinco salários mínimos que moram em casas chefiadas por assalariados.

Em 12 meses, a inflação acumulada no INPC subiu de 11,28% para 11,31%, já que a taxa registrada em janeiro do ano passado, de 1,48%, era menor que a deste ano. O aumento de preços foi constatado tanto nos produtos alimentícios, em que a inflação passou de 1,60% para 2,41%, quanto nos não alimentícios, em que a taxa subiu de 0,59% para 1,11% de dezembro para janeiro.

A alta dos ônibus urbanos no Rio de Janeiro levou a cidade a registrar o maior INPC de janeiro, com 2,37%, contra 1,16% em dezembro. Entre as 13 regiões pesquisadas, 12 registram em janeiro inflação acumulada em 12 meses maior que 10%.

FOTO: Thinkstock

*Com informações de Agência Brasil

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