Produção industrial cresce 0,8%, puxada pelas montadoras

O resultado de maio foi o mais elevado para o segmento desde dezembro de 2016, quando havia crescido 10,4%, de acordo com o IBGE

Estadão Conteúdo
04/Jul/2017
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Produção industrial cresce 0,8%, puxada pelas montadoras

A produção industrial subiu 0,8% em maio ante abril, na série com ajuste sazonal, de acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação a maio de 2016, a produção subiu 4%. Nessa comparação, sem ajuste, as estimativas variavam de um avanço de 1% a 4,6%, com mediana positiva de 3,4%.

No ano, a indústria teve alta de 0,5%. No acumulado em 12 meses, a produção da indústria acumulou recuo de 2,4%.

Veículos automotores

A produção industrial cresceu em 17 dos 24 ramos pesquisados na passagem de abril para maio, segundo o IBGE.

O principal impacto positivo foi registrado por veículos automotores, reboques e carrocerias, com avanço de 9,0%, puxado pela fabricação de automóveis e caminhões.

O resultado de maio foi o mais elevado para o segmento desde dezembro de 2016, quando tinha crescido 10,4%. No mês anterior, a fabricação de veículos já tinha expandido 3,9%.

Outras contribuições positivas relevantes foram de produtos alimentícios (2,7%) e de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (4,0%).

Na direção oposta, entre os seis ramos que encolheram no mês, as perdas mais importantes foram dos segmentos de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,2%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos.

REVISÃO

O IBGE revisou o dado da produção industrial do mês de abril ante março, de 0,6% para 1,1%. A taxa de março ante fevereiro passou de -1,3% para -1,6%.

Houve revisão ainda na produção de bens de capital de abril ante março, que passou de 1,5% para 1,9%. A taxa de março ante fevereiro saiu de -2,2% para -1,9%, enquanto a de fevereiro ante janeiro passou de 5,9% para 6,2%.

O IBGE revisou também a produção de bens de consumo duráveis em abril ante março, que saiu de 1,9% para 2,9%. A taxa de março ante fevereiro passou de -7,2% para -7,4%.

Nos bens intermediários, o resultado de abril ante março foi revisto de 2,1% para 2,0%.

VENDAS DE VEÍCULOS

A venda de veículos novos no Brasil subiu 13,49% em junho deste ano ante o mesmo mês do ano passado, para 194,9 mil unidades, em soma que considera automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, informou a Fenabrave, associação que representa as concessionárias.

Trata-se do segundo crescimento consecutivo nesse tipo de comparação e o terceiro no ano.

A expansão ocorre apesar de junho deste ano ter contado com um dia útil a menos.

Na média diária, conta que se faz para retirar esse efeito, o avanço é ainda mais expressivo, de 18,9%, para 9,2 mil unidades. Se comparada a maio, a média diária teve avanço de 4,4%. Mas em relação ao resultado absoluto, houve queda de 0,3%.

No primeiro semestre, que se encerrou com o mês de junho, as vendas cresceram 3,65% em relação a igual período de 2016, para 1,019 milhão de unidades. O mercado não apresentava expansão na primeira metade do ano desde 2013.

Por segmento, a venda de automóveis e comerciais leves, que representam a maior fatia do mercado, teve alta de 13,71% em junho ante junho do ano passado, para 189,2 mil unidades.

Porém, em relação a maio, os emplacamentos dos chamados veículos leves caíram 0,47%. O primeiro semestre, com os resultados, terminou com expansão de 4,25%, para 991,4 mil unidades.

O mercado de caminhões também apresentou melhora, com crescimento de 1,48% sobre o desempenho de maio, para 4,1 mil unidades em junho. Na comparação com junho do ano passado, o segmento ficou praticamente estável, com queda de 0,19%.

Os números, no entanto, não foram suficientes para evitar uma retração de 15,6% no acumulado dos primeiros seis meses do ano, em relação a igual período de 2016, para 21,4 mil unidades.

O mercado de ônibus, por sua vez, teve expansão tanto em relação a junho do ano passado, de 30,38%, quanto na comparação com maio, de 18,6%, para 1,5 mil unidades.

Da mesma forma, contudo, o desempenho foi incapaz de reverter a queda no acumulado do ano, com o primeiro semestre terminando com recuo de 7,25% ante o primeiro semestre de 2016, com a venda de 6,4 mil unidades.

FOTO: Thinkstock

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