Resultados da indústria encolhem em maio, segundo IBGE

Setor de produtos químicos foi o único a registrar números positivos em emprego, número de horas pagas e valor real na folha de pagamento

Estadão Conteúdo
17/Jul/2015
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Resultados da indústria encolhem em maio, segundo IBGE

O emprego na indústria recuou 1% na passagem de abril para maio, na série livre de influências sazonais. A informação foi divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), nesta sexta-feira (17/07). É a maior queda nesta comparação desde fevereiro de 2009 (-1,3%) e a quinta consecutiva nessa base de comparação. Com o resultado, o emprego industrial acumula recuos de 5% no ano e de 4,4% em 12 meses.

Já na comparação com maio de 2014, o emprego industrial apontou queda de 5,8% em maio deste ano - a mais intensa desde setembro de 2009 (-6,1%). Trata-se do 44º resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto.

Segundo o órgão, o contingente de trabalhadores recuou em 17 dos 18 ramos pesquisados, na comparação de maio deste ano com o mesmo período de 2014. A queda aconteceu nos seguintes setores: meios de transporte (-11%), alimentos e bebidas (-3,2%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-12,9%), produtos de metal (-10,6%), máquinas e equipamentos (-7,2%), vestuário (-7,5%), outros produtos da indústria de transformação (-9,6%), calçados e couro (-7,6%), metalurgia básica (-6,6%), papel e gráfica (-3,3%), refino de petróleo e produção de álcool (-7%), industriais extrativas (-5,2%), minerais não-metálicos (-2,4%) e produtos têxteis (-2,9%). O único resultado positivo veio do setor de produtos químicos (0,2%). 

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HORAS PAGAS

Ainda de acordo com o IBGE, o número de horas pagas pela indústria recuou 1,3% em maio ante abril, na série com ajuste sazonal. Foi a terceira taxa negativa consecutiva e a queda mais intensa desde janeiro de 2009 (-1,5%).

Já no confronto com maio de 2014, a redução no indicador foi de 6,6%, a 24ª taxa negativa nesse tipo de comparação e a maior verificada desde agosto de 2009 (-6,7%). Com o resultado, a queda no acumulado do ano foi de 5,6% e em 12 meses de 5,1%.
Assim como o índice de desemprego, na comparação com maio do ano passado, 17 dos 18 setores apontaram taxas negativas. Novamente, somente o setor de produtos químicos teve influência positiva no período, com alta de 0,4%.

As principais influências negativas vieram de meios de transporte (-12,5%), máquinas e equipamentos (-10%), alimentos e bebidas (-3,3%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-13,1%), produtos de metal (-11,1%), calçados e couro (-11,6%), outros produtos da indústria de transformação (-9,1%), vestuário (-5,7%) e metalurgia básica (-9,6%).

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FOLHA DE PAGAMENTO 

O valor real da folha de pagamento dos trabalhadores da indústria recuou 3,7% em maio ante abril, já descontados os efeitos sazonais, segundo o IBGE. Foi a segunda taxa consecutiva negativa e a queda mais intensa desde janeiro de 2013 (-5,3%). O índice acumula queda de 4,2% em 12 meses e de 5,9% no ano.

Em maio, houve influência negativa do setor extrativo (-6%), acentuando a queda de 3,5% registrada no mês anterior. Outro destaque veio da indústria de transformação, com queda de 2,6%, quinto resultado negativo consecutivo.

Em relação a maio de 2014, a folha de pagamento real diminuiu 9,7% em maio deste ano, a 12ª taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto e a mais intensa desde o início da série histórica.

As perdas na comparação entre maio deste ano e o mesmo período de 2014 foram registradas em 17 das 18 atividades pesquisadas, com destaque para meios de transporte (-15,1%), indústrias extrativas (-30,6%), refino de petróleo e produção de álcool (-29,4%), alimentos e bebidas (-5,8%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-11,6%). A exceção foi produtos químicos, com alta de 0,1%.

*Foto: Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo

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