Taxa de desemprego sobe para 7,6% em janeiro

Rendimento médio do trabalhador caiu 1,3% em janeiro, para R$ 2.242,90, em relação a dezembro, de acordo com o IBGE

Estadão Conteúdo
25/Fev/2016
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Taxa de desemprego sobe para 7,6% em janeiro

A taxa de desemprego apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas seis principais regiões metropolitanas do país ficou em 7,60% em janeiro de 2016.

O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que esperavam um resultado entre 7,20% a 8,70%, com mediana de 7,90%. Em dezembro de 2015, a taxa de desocupação foi de 6,9%.

O rendimento médio real dos trabalhadores em janeiro de 2016 foi de R$ 2.242,90, contra R$ 2.273,44 em dezembro de 2015, o que representou queda de 1,3%. Na comparação com janeiro de 2015, houve recuo de 7,4%.

MASSA DE RENDIMENTO

A massa de renda real habitual dos ocupados no país somou R$ 52,1 bilhões em janeiro, recuo de 2,5% em relação a dezembro do ano passado, de acordo com o IBGE. Na comparação com janeiro de 2015, a massa diminuiu 10,4%.

Já a massa de renda real efetiva dos ocupados totalizou R$ 64,8 bilhões em dezembro de 2015, alta de 8,8% em relação a novembro.

Na comparação com dezembro de 2014, houve redução de 9,6% na massa de renda efetiva. Nesse caso, o levantamento sempre considera os dados do mês anterior ao período mais recente.

FECHAMENTO DE VAGAS

O mercado de trabalho fechou 336 mil vagas com carteira assinada no setor privado no período de um ano.

A queda no trabalho formal foi de 2,8% em janeiro, em relação a janeiro de 2015, de acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE.

Em relação a dezembro do ano passado, houve estabilidade no contingente de trabalhadores formais, com a criação de 5 mil vagas com carteira.

Já o emprego sem carteira assinada no setor privado encolheu 0,2% em janeiro ante dezembro de 2015 (três mil demitidos) e recuou 7% em relação a janeiro de 2015, com a dispensa de 144 mil trabalhadores.

O contingente de trabalhadores por conta própria diminuiu 0,9% em janeiro ante dezembro, menos 40 mil pessoas nessa condição, mas cresceu 0,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior, com adição de 15 mil pessoas.

SÃO PAULO

A taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo cresceu de 7% em dezembro para 8,1% em janeiro, de acordo com a PME. Em janeiro de 2015, a taxa de desocupação na região era de 5,7%.

Em relação ao mês anterior, o mercado de trabalho local perdeu 48 mil vagas e ganhou 120 mil pessoas a mais na fila do desemprego. Em relação a janeiro de 2015, foram dispensados 191 mil trabalhadores e 260 mil pessoas a mais estão buscando uma vaga.

Entre as atividades, todas dispensaram funcionários na passagem de dezembro para janeiro, com exceção do comércio, que aumentou em 79 mil o total de ocupados.

Em relação a janeiro do ano passado, a indústria demitiu 80 mil pessoas, e os outros serviços, que incluem transporte, armazenagem, alojamento, alimentação e serviços pessoais, cortaram 72 mil vagas.

COMÉRCIO

O comércio registrou aumento de 100 mil trabalhadores na passagem de dezembro para janeiro, contrariando um movimento sazonal de dispensa de empregados temporários nessa época do ano. A atividade registrou aumento de 2,3% no total de ocupados.

Com isso, não é possível dizer que a taxa de desemprego tenha aumentado em janeiro ante dezembro por causa da demissão de trabalhadores temporários. "Não parece ser (dispensa de trabalhador) temporário", diz Adriana Beringuy, técnica da coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE.

O comércio, de acordo com ela, é o único setor a reter trabalhadores. A dispensa generalizada de empregados ocorrida nas demais atividades em janeiro pode estar por trás do fenômeno. Pessoas que perderam o emprego estariam se inserindo no comércio para garantir o próprio sustento.

"Em meses de janeiro, o comércio sempre dispensa, mesmo que seja um pouquinho. Esse crescimento (no total de ocupados) nunca aconteceu."

Das 100 mil pessoas a mais trabalhando no comércio em janeiro, 79 mil estão na região metropolitana de São Paulo.

"Esse comércio que está se expandindo em São Paulo, não tenho como desagregar para saber o que é. Mas um cruzamento possível que já observei é que o comércio por conta própria que está crescendo na região. Pode ser tanto o comércio registrado quanto o comércio ambulante. Não é com carteira nem sem carteira assinada."

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Foto: Estadão Conteúdo 

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