Taxa do cheque especial sobe para 292,3% ao ano

Foi o destaque, em janeiro, entre as linhas de crédito para pessoa física. Com alta de 72,2 pontos no mês, o juro do cartão de crédito elevou-se a 104,5% ao ano, de acordo com o Banco Central

Estadão Conteúdo
24/Fev/2016
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Taxa do cheque especial sobe para 292,3% ao ano

A taxa média de juros no crédito livre subiu de 47,2% ao ano em dezembro para 49,4% ao ano em janeiro, de acordo com o Banco Central.

Em janeiro de 2015, essa taxa estava em 39,1% ao ano. Para pessoa física, a taxa média de juros no crédito livre passou de 63,7% ao ano para 66,1% ao ano, de dezembro para janeiro, enquanto a para pessoa jurídica, subiu de 29,7% ao ano para 31,5% ao ano no mesmo período.

Entre as principais linhas de crédito livre para a pessoa física, destaque para o cheque especial, cuja taxa avançou de 287,0% ao ano para 292,3% ao ano na mesma comparação. Para o crédito pessoal, aumentou de 28,8% ao ano para 29,3% ao ano.

Para veículos, os juros subiram de 26,0% ao ano para 27,5% ao ano de dezembro para janeiro. Em janeiro de 2015 estava em 23,8%. A elevação no mês foi de 1,5 ponto porcentual (pp). Em 12 meses, a taxa apresenta alta de 3,7pp.

A taxa média de juros no crédito total, que inclui também as operações direcionadas, acelerou de 29,7% ao ano em dezembro para 31,4% ao ano em janeiro. No primeiro mês de 2015 estava em 24,9%. O juro médio do crédito direcionado passou de 9,8% ao ano para 11,0% ao ano na margem.

CARTÃO DE CRÉDITO

O juro médio total cobrado no cartão de crédito subiu 7,2 pontos porcentuais de dezembro do ano passado para janeiro, conforme o Banco Central. Com a alta, a taxa passou de 97,3% ao ano em dezembro para 104,5% ao ano no mês passado.

O juro do rotativo é a taxa mais elevada desse segmento e também a mais alta entre todas as avaliadas pelo BC, batendo até mesmo a do cheque especial. Atingiu a marca de 439,5% ao ano em janeiro ante 431,4% de dezembro, uma elevação de 8,1 pontos porcentuais.

No caso do parcelado, ainda dentro de cartão de crédito, o juro aumentou 8,3 pontos de dezembro para janeiro, passando de 136,2% ao ano para 144,5% ao ano.

ENDIVIDAMENTO

O endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro caiu de 45,8% em outubro para 45,6% em novembro, conforme O Banco Central.

O cálculo do BC leva em conta o total das dívidas dividido pela renda no período de 12 meses e incorpora os dados da Pesquisa Nacional de Amostragem Domiciliar (PNAD) contínua e da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), ambas do IBGE.

Se forem descontadas as dívidas imobiliárias, o endividamento apresentou uma queda em novembro, ficando em 26,5% da renda anual. Em outubro, estava em 26,8%.

Ainda segundo o BC, o comprometimento de renda das famílias com o Sistema Financeiro Nacional (SFN) caiu um pouco de outubro (22,5%) para novembro (22,4%). Descontados os empréstimos imobiliários, o comprometimento da renda passou de 20,0% em outubro para 19,9% em novembro.

IMAGEM: ThinkStock

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