Temer diz que inflação pode encerrar o ano em 4%
Presidente afirmou que isso significa uma esperança e uma confiança para os investidores

O presidente da República, Michel Temer, ao comentar o atual momento de queda dos preços, disse que a inflação pode ficar abaixo do patamar atual, de 4,5%.
"Talvez em 4%, quem sabe menos". A declaração foi dada durante evento para anunciar a liberação de milho dos estoques governamentais.
"Até para uma surpresa muito agradável, com alegria cívica que temos, a inflação veio de 10,70% para 6,23% em seis meses apenas. A inflação deste mês de janeiro foi a melhor registrada nos últimos 20 anos. Isso tem que ser levado em conta."
"Nós temos que considerar estes fatos para que outros fatos eventualmente criticáveis não possam superar aqueles que são positivos para o país", disse o presidente.
"A meta da inflação agora, que devemos presumi-la pelo que o Banco Central tem acentuado, é provável que nós consigamos uma inflação, digamos, menor do que aquela de 4,5%, talvez de 4%, quem sabe menos. Isso significa uma esperança e uma confiança para os investidores."
REFORMA TRIBUTÁRIA A CAMINHO
O presidente Michel Temer voltou a reforçar que seu governo será de reformas.
Disse que prevê "relativa facilidade" na aprovação da "modernização trabalhista" e que, na sequência, o governo investirá também na simplificação do sistema tributário.
"Reforma ou modernização da legislação trabalhista foi ajustada em diálogo entre empregadores e empregados", garantiu. "Vamos fazer também a simplificação do sistema tributário."
Temer repetiu que já há, na Constituição Federal, espaço para que acordos e convenções coletivas possam vir a prevalecer sobre o legislado.
"Sem embargo de termos mandado projeto, já tem prévio fundamento constitucional o reconhecimento dos acordos coletivos", afirmou o presidente.
O peemedebista destacou que essa mudança na legislação trabalhista será a sua terceira reforma, considerando a PEC do Teto dos Gastos Públicos e a reforma da Previdência.
O peemedebista também fez uma defesa da necessidade da reforma da Previdência.
Ele argumentou que o déficit "é um desastre" e que "os Estados hoje passam uma dificuldade extraordinária por conta da previdência".
Ele afirmou que se a emenda constitucional sobre a Previdência não for aprovada o país "vai à falência".
Ao falar sobre as reformas, Temer fez questão de fazer acenos ao Congresso Nacional.
Ele afirmou que o Senado e a Câmara dos Deputados são o "palco" das propostas e disse que as discussões e debates em torno dos textos são naturais.
"Sabemos que serão intensamente debatidos", afirmou.
FOTO: Agência Brasil

