Tensão com economia chinesa derruba os mercados mundiais

Pânico na Ásia se espalhou pelos mercados da Europa e EUA. No Brasil, fez o dólar subir para R$ 3,55 e o Ibovespa fechar em queda de 3,03%

Redação DC
24/Ago/2015
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Tensão com economia chinesa derruba os mercados mundiais

Em um dia de turbulência nos mercados internacionais, a moeda norte-americana ultrapassou R$ 3,55 e fechou na maior cotação em mais de 12 anos. O temor sobre a redução do ritmo de crescimento da economia chinesa afetou as bolsas em todo o mundo, em um dia que foi intitulado de "segunda-feira negra". 

O pessimismo generalizado também fez com que o Ibovespa (índice que reúne as ações de empresas mais negociadas e de maior valor de mercado) encerrasse o pregão em queda de 3,03% aos 44.336 pontos, o mais baixo desde abril de 2009.

Das 66 ações listadas na bolsa, apenas seis conseguiram encerrar o dia em campo positivo: As ações ordinárias (ON) de BR Properties (1,44%), BM&FBovespa (0,68%), Cyrela (0,50%), Estácio (0,40%), Hering (1,97%) e Natura (2,27%). 

A ação preferencial (PN) da Petrobras caiu 4,94% e a ordinária (ON) da Vale, 7,25%. 

Já o dólar comercial encerrou esta segunda-feira (24/08) vendido a R$ 3,553, com alta de 1,61%. A cotação fechou no maior valor desde 5 de março de 2003 (R$ 3,555).

Durante toda a sessão, a divisa operou em alta. Na máxima do dia, por volta das 10h40, o dólar chegou a ser vendido a R$ 3,57, mas o ritmo de aumento diminuiu nas horas seguintes. A moeda norte-americana acumulou alta de 3,7% em agosto e de 33,62% em 2015.

O mercado financeiro mundial passou por grande inquietação relacionada às incertezas em relação à robustez da economia chinesa e às perspetivas de crescimento da economia mundial. 

A bolsa de Xangai encerrou a sessão de hoje com perda de 8,49%, a maior queda em oito anos. A bolsa de Shenzhen, segunda praça financeira da China, caiu mais de 7%.

As bolsas europeias, dos Estados Unidos e da América Latina acabaram por ser arrastadas e sofreram também perdas acentuadas, atingindo valores mínimos dos últimos anos. 

A cotação de matérias-primas, principalmente o preço do petróleo, está em queda acentuada. 
Segundo analistas, a incerteza em torno da China pode levar o Federal Reserve, Banco Central norte-americano, a adiar uma subida das taxas de juros nos Estados Unidos, que poderia ocorrer em setembro.

As ações adotadas pelo governo chinês para reaquecer o mercado não surtiram efeito. Há duas semanas, o Banco da China desvalorizou o yuan (moeda do país), levando à queda global das bolsas. 
A autorização para que os fundos públicos de pensões do país adquirissem até 30% do patrimônio não teve o resultado esperado, aprofundando a desconfiança dos investidores.

FOTO: Thinkstock

*Com informações de Agência Brasil

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