Varejo fechou 2018 com alta de 5% nas vendas
Levantamento do IBGE se refere ao varejo amplo, que inclui as atividades de material de construção e de veículos; varejo restrito cresceu 2,3%

As vendas do varejo restrito acumularam crescimento de 2,3% no ano passado, perto do piso das previsões (alta de 2,1% a 3,0%, com mediana positiva de 2,6%).
Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas caíram 1,7% em dezembro ante novembro, na série com ajuste sazonal.
Os destaques positivos foram Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,8%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (7,6%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (5,9%).
Já o setor de Equipamentos e material de escritório, informática e comunicação ficou praticamente estável, com ligeira alta de 0,1%.
Na direção oposta, houve perdas em Combustíveis e lubrificantes (-5,0%), o maior impacto negativo para a queda no varejo no ano, seguido por Tecidos, vestuário e calçados (-1,6%), Móveis e eletrodomésticos (-1,3%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (-14,7%).
A atividade de Veículos, motos, partes e peças cresceu 15,1%, o melhor desempenho em 11 anos, enquanto Material de construção subiu 3,5%.
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Na comparação com dezembro de 2017, sem ajuste, as vendas do varejo ampliado tiveram alta de 1,8% em dezembro de 2018. Nesse confronto, também coincidiu com o piso das projeções, que variavam desde um aumento de 1,8% a 7,6%, com mediana positiva de 4,0%.
As vendas do comércio varejista ampliado acumularam alta de 5% no ano passado, ficando abaixo da mediana das estimativas (calculada em 5,2%, com base num intervalo de 4,10% a 5,60%).
BLACK FRIDAY
Cinco entre as oito atividades do varejo registraram perdas nas vendas em dezembro ante novembro de 2018, de acordo com o IBGE.
A queda de 2,2% no volume de vendas do comércio varejista na passagem de novembro para dezembro foi provocada por uma antecipação de compras no mês anterior, motivada pelos descontos da Black Friday, praticados ao fim do mês de novembro, diz Isabella Nunes, gerente da Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE.
Os recuos que mais influenciaram o resultado de dezembro foram os que tiveram crescimentos expressivos na leitura anterior, puxados pelas liquidações da Black Friday: Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-13,1%), Móveis e eletrodomésticos (-5,1%) e Tecidos, vestuário e calçados (-3,7%).
O setor de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação encolheu 5,5% em dezembro ante novembro, a quarta taxa negativa consecutiva, enquanto as vendas dos Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo diminuíram 0,3%, após acumular uma alta de 2,0% nos dois meses anteriores.
Por outro lado, houve avanços nas vendas de Livros, jornais, revistas e papelaria (5,7%), Combustíveis e lubrificantes (1,4%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,4%).
No comércio varejista ampliado - que inclui as atividades de veículos e material de construção -, as vendas caíram 1,7% em relação a novembro. O volume vendido por Veículos, motos, partes e peças recuou 2,0%. O segmento de Material de construção encolheu 0,4%.
*Com Agência Brasil

