Vendas de maio caem 15,5% no Estado

Comércio fechou o mês de maio no vermelho. As regiões paulistas que registraram maiores quedas foram: Litoral, regiões Metropolitana Oeste, São José do Rio Preto e Marília

Mariana Missiaggia
24/Jul/2015
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 Vendas de maio caem 15,5% no Estado

O volume de vendas no varejo ampliado do Estado de São Paulo, que abrange as atividades de material de construção e de veículos, caiu 15,5% em maio de 2015 sobre o mesmo período de 2014.

Na comparação com o mês anterior, a retração foi bem menor (-1,8%). No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o comércio paulista teve retração de 7,7% nas vendas, em comparação com 2014, de acordo com a pesquisa ACVarejo, da ACSP (Associação Comercial de São Paulo). 

Na capital, os resultados também foram negativos: em maio, o volume de vendas no varejo ampliado apresentou retrações de 16,6% ante o mesmo mês de 2014, de 4,4% sobre abril de 2015 e de 7,7% no acumulado de cinco meses.  

Os resultados indicam que o varejo sofre cada vez mais com os ajustes macroeconômicos recentes. É o que afirma Alencar Burti, presidente da ACSP e da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo). “Há, em São Paulo e em todo o país, uma conjuntura que tem afetado negativamente não apenas o poder de compra do consumidor, mas também sua intenção de comprar bens”, diz.

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Burti acredita que a baixa disposição das pessoas em adquirir produtos e serviços deve se alongar pelos próximos meses, evitando uma recuperação mais rápida do setor.  

 REGIÕES

Os estabelecimentos comerciais das outras 17 regiões analisadas pela ACVarejo também fecharam maio no vermelho. As maiores reduções na comparação anual foram no Litoral (-22,5%) e nas regiões Metropolitana Oeste (-20%), São José do Rio Preto/Alta Noroeste (-19%) e Marília (-17,6%).

Já as menores quedas aconteceram nas regiões Metropolitana do Alto Tietê (-4,4%), Vale do Paraíba (-10,8%) e Sorocaba/Vale do Paranapanema (-12,3%).

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SEGMENTOS

Em relação a maio do ano passado, houve queda no volume de vendas nos nove setores considerados pela pesquisa, com destaque para concessionárias de veículos (-24,6%), lojas de departamento, eletrodomésticos e eletroeletrônicos (-22,7%) e lojas de material de construção (-19%). São os segmentos que representam itens de maior valor e mais dependentes de financiamento, o que explica essas maiores retrações.

Com quedas menores, os setores que comercializam itens de consumo essenciais também não escaparam da retração no comércio, o que reforça o aperto do consumidor. Nas farmácias e perfumarias, a diminuição no volume de vendas foi de 5,9% e, nos supermercados, de 6,9%.

Emílio Alfieri, economista da ACSP, diz que a perspectiva pode se agravar ainda mais em outras áreas, como em produtos internos com cotação internacional. Não há como fugir desses efeitos.

O rebaixamento da meta fiscal pegou todo mundo de surpresa, e a disparada do dólar reafirma que bens mais dependentes de crédito serão os mais afetados”, diz. “Os componentes importados, como eletrônicos e alimentos devem sofrer ainda maior queda. E não me refiro somente a produtos caros, como por exemplo, o bacalhau. O preço do trigo vai interferir nos pães, massas e biscoitos também.” 

*Foto: Hélvio Romer/Estadão Conteúdo

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