Vendas do varejo caem 1% em setembro em relação a agosto

Resultado indica que o setor deverá crescer em 2017, apesar de ainda sofrer os efeitos da recessão econômica, segundo Alencar Burti, presidente da ACSP e da Facesp

Estadão Conteúdo
10/Nov/2016
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Vendas do varejo caem 1% em setembro em relação a agosto

As vendas do comércio varejista caíram 1% em setembro ante agosto, na série com ajuste sazonal, informou nesta quinta-feira (10/11) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com setembro de 2015, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram baixa de 5,9% em setembro de 2016. Nesse confronto, as projeções iam de retração de 6,80% a 4,20%, com mediana negativa de 5,60%.

As vendas do varejo restrito acumulam retração de 6,5% no ano e recuo de 6,6% em 12 meses.

Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas caíram 0,10% em setembro ante agosto, na série com ajuste sazonal.

Na comparação com setembro de 2015, sem ajuste, as vendas do varejo ampliado tiveram baixa de 8,6% em setembro de 2016. Nesse confronto, as projeções variavam de redução de 5,60% a 11,40%, com mediana negativa de 9,20%.

Até setembro, as vendas do comércio varejista ampliado acumulam queda de 9,2% no ano e recuo de 10% e 12 meses.

Os dados divulgados pelo IBGE em relação ao comércio varejista nacional no mês de setembro indicam que o setor deverá crescer em 2017, apesar de ainda sofrer os efeitos da recessão econômica. 

A afirmação é do presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Alencar Burti.

“É um resultado que ratifica a ideia de que as vendas ainda vão cair até o fim do ano e de que dificilmente o comércio fechará o ano no azul. No entanto, os recuos registrados em setembro - tanto no varejo restrito quanto no ampliado - são menores do que os vistos em 2015. Ou seja, está em curso um processo de reversão das quedas que deve culminar, no ano que vem, com um saldo positivo”, diz Burti.  

TRIMESTRE

As vendas no varejo completaram três meses de quedas , acumulando uma perda de 2,4% no período.

"O varejo se enfraqueceu nos últimos três meses", afirmou Isabella Nunes, gerente na Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE.

As vendas no varejo caíram 1,7% no terceiro trimestre em relação ao segundo trimestre de 2016. Já o varejo ampliado teve retração de 2,7% no mesmo período.

"O varejo acentua o ritmo de queda", disse Isabella."Essa perda é generalizada entre as atividades, mas foi impulsionada por supermercados, seguida por móveis e eletrodomésticos."

As vendas dos supermercados recuaram 1,4% em setembro em relação a agosto, enquanto o volume vendido por móveis e eletrodomésticos caiu 2,1%.

De acordo com Isabella, o movimento é reflexo da deterioração no mercado de trabalho, especialmente do recuo na massa de salários pagos aos trabalhadores ocupados. "Isso traz impacto direto sobre o consumo das famílias", afirmou .

Outro empecilho às compras é a inflação, especialmente os aumentos acumulados nos preços dos alimentos consumidos no domicílio.

"Na verdade, o supermercado é o termômetro do mercado varejista. Principalmente porque, em momento de crise, ele é o ultimo a ser afetado,devido à natureza dos bens que comercializa.  Mas, quando recua, tem o maior impacto sobre o total do varejo", afirmou Isabella.

Foto: Thinkstock

Atualizado às 17h

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