Volume de títulos protestados cresceu 26,7% em 2015
A expectativa é que, neste ano, a inadimplência se aprofunde ainda mais com as atividades econômicas em queda, prevê a Boa Vista SCPC

O volume de títulos protestados no país encerrou 2015 com alta de 26,7% ante o ano anterior, de acordo com levantamento da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito).
Mantida a base de comparação, tanto os protestos de empresas como os de consumidores cresceram 18,9% e 38,4%, respectivamente.
Na comparação interanual (dezembro de 2015 ante dezembro de 2014), o volume de títulos protestados foi 37,7% superior. Classificados por consumidores e empresas os resultados foram de 53,6% e 24,8% superiores, respectivamente.
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Na comparação mensal, o número de títulos protestados aumentou 1%. Para as famílias, os protestos recuaram -0,4%. Em relação às empresas, a elevação atingiu 2,3%.
"Um valor muito pequeno, e que entendemos como uma estatística de estabilidade em um contexto de crise", diz Yan Nonato Cattani, economista da Boa Vista.
O valor médio dos títulos protestados para o mês de dezembro de 2015 foi de R$ 3,3 mil, sendo R$2,04 mil para pessoas físicas e R$ 4,6 mil para as pessoas jurídicas.
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"É uma alta consideravel, porém previsível. Em 2016, a expectativa é que a inadimplência se aprofunde ainda mais com as condições das atividades econômicas em queda", diz.
REGIÕES
Em dezembro de 2015, os títulos protestados de empresas representaram metade do total dos protestos no país (50,1%). A região Sudeste contribuiu com a maior parcela dos títulos protestados (51,2%), seguida das regiões Sul (22,3%), Centro-Oeste (10,9%), Nordeste (10,7%) e Norte (4,9%).
No acumulado de 2015, todas as regiões encerraram o ano em alta, com destaque para o Centro-Oeste que obteve o maior crescimento, de 24,7%. Na comparação interanual, as regiões registraram valores bem superiores aos do ano passado, como por exemplo o Centro-Oeste, que registrou alta de 59,1%.
O maior valor médio dos títulos protestados em dezembro de 2015 foi na região Centro-Oeste (R$8.264), ante uma média nacional para pessoa jurídica de R$ 4.607. A tabela 2 mostra as variações nos protestos de títulos para as pessoas jurídicas entre as regiões do país para os diferentes períodos.
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*Foto: Thinkstock

