São Paulo, 2 de janeiro de 2025 – O BTG Pactual avaliou positivamente o anúncio da Vale, dedefinição das bases para a renegociação dos contratos de concessão ferroviária da Estrada deFerro Carajás (EFC) e da Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM) com o governo. O valor totalacordado é de R$ 11 bilhões, com R$ 4 bilhões pagos à vista e R$ 7 bilhões ao longo de váriosanos. Consequentemente, a Vale registrará uma provisão adicional de R$ 1,7 bilhão (US$ 275milhões, o que corresponde a um impacto financeiro imaterial) no 4T24, destacou a análise. Segundoo BTG, esses números estão amplamente alinhados com as suas expectativas e do mercado, queprecificavam provisões adicionais na faixa de zero a US$ 1 bilhão.
“Vemos esse acordo como um desenvolvimento positivo para a história do ativo, pois remove uma dasúltimas pendências para a Vale. Vemos esse anúncio como mais importante qualitativamente do quequalquer outra coisa e outro sinal de que os esforços da nova equipe de gestão com o governoestão dando frutos. Em nossa visão, isso posiciona a empresa em uma base “mais limpa” para 2025,mudando o caso de investimento de volta aos fundamentos uma mudança bem-vinda”, elogiam osanalistas.
No entanto, o BTG mantém a classificação neutra para a ação da mineradora, pois continua a verFCF de curto prazo pressionado e potencial de retorno de caixa relativamente baixo (5-7%) em 2025. OBTG tem preço-alvo de US$ 11,00 para as american depositary receipts (ADRs, recibos de ação deempresas estrangeiras negociados na Bolsa de Valores de Nova York) da Vale.
Cynara Escobar – cynara.escobar@cma.com.br (Safras News)
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