SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), elogiou nesta segunda-feira (26) a caminhada promovida pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) contra as condenações dos réus do 8 de Janeiro de 2023.
A declaração foi dada durante entrevista coletiva em Santos (SP), após agenda sobre projetos de habitação e revitalização urbana na Baixada Santista.
Questionado sobre a mobilização, Tarcísio disse que o ato expressa um “clamor amplo da sociedade” e funciona como um termômetro da insatisfação popular diante do que classificou como uma sucessão de crises, sobretudo de ordem moral.
“A gente fala muito da crise fiscal, que está contratada e vai travar o crescimento do Brasil, mas pior do que a crise fiscal é a crise moral. E essa a gente precisa cuidar, porque vai arruinar as instituições”, afirmou o governador.
“Vamos continuar lutando por isso porque é algo que vai trazer por uma pessoa que tem problema de saúde, tem comorbidade, tem mais de 70 anos”, afirmou Tarcísio, referindo-se ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos de prisão por ter liderado uma trama golpista.
Segundo Tarcísio, a mobilização não atrapalha a relação entre o bolsonarismo e o STF (Supremo Tribunal Federal). Ele afirmou não ver motivo para barrar manifestações e disse que o movimento também reflete uma demanda por justiça, além do debate sobre a situação de presos envolvidos nos atos do 8 de Janeiro.
O governador chamou o deputado do PL de “grande liderança” e “grande promessa”. Disse ainda que a caminhada foi um ato “corajoso”, por ter começado com pouca adesão e ganhado apoio ao longo do percurso.
“Um grande movimento liderado pelo Nikolas, que é realmente um fenômeno, é uma grande liderança. É um menino ungido, posso falar assim, sou bem mais velho que ele, com 29 anos, com essa capacidade de comunicação e de mobilização.”
O ato começou na segunda em Paracatu (MG) em terminou no domingo (26), em Brasília. Uma descarga elétrica atingiu manifestantes, deixando ao menos oito pessoas internadas, segundo autoridades do Distrito Federal.