São Paulo, 4 de fevereiro de 2026 – Começamos o ano de 2026 com forte resultado de 3% ou 260% doCDI em janeiro. O principal motivo da forte valorização do mês foram nossos investimentos emações do mercado doméstico. A forte entrada de capital estrangeiro na bolsa brasileira parece terpego o mercado de surpresa. Investidores estrangeiros estão diminuindo investimentos em mercadosconsolidados, como os Estados Unidos, e buscando investimentos descontados, como é o casobrasileiro. O apetite por risco do investidor estrangeiro parece ignorar os problemas fiscais e oaumento da dívida publica brasileira.
Apesar do ano de eleição presidencial, o mercado parece ignorar a futura volatilidade daseleições e está confortável com o fator político. Apesar do mercado brasileiro estar bastantedescontado de seu histórico, acreditamos que o fato do presidente Lula ser o favorito para ganharas eleições poderá pressionar o mercado em algum momento.
Estamos confortáveis com nosso portfolio, aproveitando as altas taxas de juros e bem posicionadospara aproveitar eventuais valorizações do mercado de ações.
O Federal Reserve manteve a taxa de juros inalterada em janeiro no patamar de 3,5% e 3,75%. Os dadosde trabalho americanos devem continuar a indicar um enfraquecimento da atividade econômica, aomesmo tempo que a inflação permanecerá controlada, fazendo sentido o modo de espera adotado peloFed. Acreditamos que novos cortes da taxa básica de juros ocorrerão no segundo semestre de 2026.
O Copom manteve a taxa Selic estável em 15%, conforme esperado pelo mercado financeiro. Na atadivulgada nesta semana, o Copom enfatizou as razões pelas quais está mais confiante no efeito dosjuros altos com melhora na inflação e suas expectativas futuras ancoradas. Por esta razão julgainiciar o corte de juros na próxima reunião de março.
Nosso cenário é de que o corte de juros da reunião de março será da grandeza de 0,5p.p.,levando a taxa Selic ao final deste ano para 12%.
No câmbio, o efeito altista do aumento da dívida bruta para 78,4% do PIB em 2025 e perspectivas deque ao final de 2026 a dívida bruta estará próxima dos 85% do PIB é um fator relevante para aalta do dólar. Em contrapartida, o fato de a expectativa da inflação estar ancorada e o iníciodo afrouxamento monetário ser iminente faz a bolsa brasileira receber fluxo estrangeiro,beneficiando a valorização do real.
Neste braço de ferro dos argumentos fundamentais, vemos a atual taxa de câmbio como justa.
Em suma, o fato da expectativa da inflação estar controlada e o ínicio do afrouxamento monetárioestar logo alí parece ser suficiente para continuar atraindo capital para o mercado acionáriobrasileiro.
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A coluna Palavra do Gestor é publicada mensalmente pela Agência CMA e escrita por Raphael Juan,sócio-fundador da BBT Asset Management, responsável pela gestão de portfólios e corresponsávelpela área de gestão de risco e trading.
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