Age & Health Center investe R$ 5 milhões e foca no segmento de envelhecimento saudável

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Julia Pinheiro: principal diferencial é a abordagem preventiva
(Freepik)
  • Segundo o IBGE, o universo 60+ sai de 22 milhões de pessoas (2012) para 34,1 milhões (2024), aumento percentual de 55%
  • De acordo com a OCDE, taxa de pessoas entre 65 e 74 anos com doenças crônicas aumenta de 44% para 50% entre 2011 e 2021
Por Nathalia Lino

[AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DC NEWS]
Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), sem foco maior no envelhecimento saudável da população, “o envelhecimento terá forte impacto nos gastos com saúde e cuidados de longa duração”. A constatação faz parte do relatório The Economic Benefit of Promoting Healthy Ageing and Community Care (Os Benefícios Econômicos da Promoção do Envelhecimento Saudável e dos Cuidados Comunitários), divulgado em outubro. A população idosa caminha para ganhar cada vez mais share nas pirâmides populacionais – no Brasil, segundo o IBGE, o universo 60+ saiu de 22 milhões de pessoas (2012) para 34,1 milhões (2024), aumento percentual de 55%. É com base nesse cenário que nasce a Age & Health Center.

Em entrevista à AGÊNCIA DC NEWS, Julia Pinheiro, diretora de Inovação do grupo de medicina São Lucas, que lançou o Age & Heatlh Center, disse que foram investidos R$ 5 milhões na criação do centro. “O propósito é acompanhar o indivíduo ao longo de sua vida, prevenindo doenças e otimizando a saúde”, afirmou. O verbo-chave nesse segmento é prevenir. Quanto antes você tem conhecimento, melhor. É onde os sistemas abrangentes de saúde e as políticas públicas pecam. Ainda de acordo com a OCDE, a taxa de pessoas entre 65 e 74 anos com doenças crônicas aumentou de 44% para 50% entre 2011 e 2021. “Parte das razões por trás dessa tendência é que os sistemas de saúde não estão bem adaptados às pessoas idosas.”

No Brasil o quadro tende a ser agravar, porque o envelhecimento não significa mais tempo para o lazer e os cuidados de corpo & mente. Num país pobre como o nosso, parte da população idosa precisa se manter no mercado de trabalho. Segundo o IBGE, uma a cada quatro pessoas com 60 anos ou mais permanece na ativa – 34,2% entre os homens e 16,7% entre as mulheres. O Age & Health Center atende a adultos de todas as idades, mas sempre com foco em longevidade com qualidade. A primeira unidade fica no bairro do Pacaembu, em São Paulo, numa área de 500 metros quadrados.

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Segundo Julia Pinheiro, o principal diferencial é a abordagem preventiva, em contraste ao modelo reativo da medicina tradicional, que tende a atuar após a diagnosticação de alguma doença. O centro tem capacidade para atender até 150 clientes por dia. A previsão de atendimento mensal é de aproximadamente 3,3 mil atendimentos. Ela afirma que o plano de expansão é chegar a outras capitais do país. “O objetivo é se tornar referência nacional em longevidade”, disse.

Por mais que atenda a todas as faixas etárias, fica evidente que esse tipo de preocupação impacta diretamente o público mais velho. Com uma metodologia própria, o método do Age & Health foca na economia prateada. Para Julia Pinheiro, o modelo de negócio atende diretamente a essa crescente demanda. “Fomos motivados pela observação do aumento da expectativa de vida e pela necessidade de soluções que promovam o envelhecimento ativo.”

O espaço foi criado a partir da atuação do médico Adelson Alves, fundador do grupo que já soma mais de 50 anos no ecossistema de saúde e longevidade. Com vasta atuação no universo oncológico, em que a identificação precoce de problemas é nuclear, eles decidiram criar o Age & Health. O objetivo é gerar dados robustos para criação do método por década de vida – a partir de uma avaliação inicial clínica que dura em torno de 40 minutos, feita por uma equipe multidisciplinar e apoiada em inteligência artificial (IA) para o cruzamento de dados. Isso inclui histórico familiar e estilo de vida.

De acordo com Julia Pinheiro, com as evidências científicas correspondentes à faixa etária do paciente é feito um mapeamento do que pode ser considerado um fator de risco a cada faixa etária. Nos 20+, por exemplo, o foco está no controle do estresse, postura e na criação de hábitos saudáveis. Já nos 30, pesa a importância do equilíbrio para conciliar família e os deveres da carreira. Aos 40, voltar-se para as mudanças hormonais, especialmente para as mulheres. Aos 50, chega o momento de renovação. Aos 60, o foco é manter a vitalidade. E, aos 70, garantir autonomia e energia. “Essa metodologia foi inspirada em tendências globais de medicina integrativa, como o foco no autoconhecimento e autocuidado.”

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