[AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DC NEWS]
Em continuidade ao plano de ser referência em todas as frentes do ramo de limpeza, a Ecoville entra nos mercados de papéis (higiênico, toalha e guardanapo) e de produtos específicos para piscinas com sua marca própria a partir deste ano. Ao mesmo tempo, a companhia, que se tornou conhecida por sua rede de lojas de produtos de limpeza, avança no modelo de lavanderias de autoatendimento importadas da China, com investimento total de R$ 8 milhões em equipamentos, testes e marketing. A primeira delas foi aberta no fim do ano passado, em Santa Catarina. Outras oito estão programadas para serem inauguradas. Essas ações vão incrementar o faturamento da Ecoville, que em 2025 fechou em R$ 120 milhões, crescimento de 28,4% em relação ao período anterior. “Trouxemos 26 máquinas e vamos montar nove lavanderias para validação”, disse o CEO Cristiano Correa, em entrevista à AGÊNCIA DC NEWS. Agora, projeta crescer mais 30% neste ano e superar R$ 155 milhões em vendas.
Durante a convenção da empresa com seus franqueados, em dezembro, Correa detalhou o novo modelo de negócios de lavanderias da marca. “Vamos ratificar a marca, deixá-la cada vez mais forte, assim como o conceito de especialista também”, afirmou Correa. São máquinas de lavar com capacidade para 14 quilos e ciclos mais rápidos. Enquanto um equipamento tradicional leva meia hora por ciclo, a da Ecoville Lavanderia leva dez minutos por lavagem e outros dez minutos para secar, segundo informações da companhia. A franqueadora está de olho em um segmento de lavanderias fora do lar que hoje, no Brasil, possui 26 mil operações externas e 24 mil internas (dentro de empresas como hospitais, por exemplo), segundo a Associação Nacional das Empresas de Lavanderia (Anel).
De acordo com dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), o setor de Limpeza e Conservação foi o destaque do ano passado, com alta de 16,8%, impulsionado pelo avanço das lavanderias e pela maior demanda por autosserviço. O faturamento dos associados nesse segmento foi de R$ 2,5 bilhões em 2025. A performance foi superior à média das franquias ligadas à ABF no geral, que aumentaram em 10,5% seu faturamento, para R$ 301,7 bilhões no ano passado, recorde histórico das empresas ligadas à entidade. Globalmente, o setor também vai bem. O mercado de lavanderia deve movimentar US$ 113,53 bilhões em 2026, segundo projeção da consultoria Statista, com crescimento anual de 3,11% até 2030.
Com papéis e produtos para piscina de marca própria, a Ecoville implementa o mesmo modelo de negócio que já está presente em outros itens de limpeza da rede. São cerca de 60 fornecedores homologados e produtos exclusivos vendidos nas lojas. Apenas o franqueado tem acesso à formulação específica da marca. “Isso dá exclusividade e produtos técnicos e profissionais”, disse Correa. “Como somos fábrica e o franqueado é o distribuidor, não há intermediário, e a margem fica com ele”, afirmou o CEO.
Além do ingresso em outros segmentos, a estratégia da Ecoville também prevê expansão da rede de lojas de produtos de limpeza e investimento em treinamento. O desenvolvimento da companhia será focado nas regiões Norte e Nordeste, que representam 48% das atuais 300 unidades. “Hoje, 12% dos franqueados têm mais de uma unidade”, disse o executivo. Alguns já compraram áreas para mais de dez lojas em São Paulo e na Bahia.” A Ecoville aumentou em cerca de 70 unidades a sua rede apenas no ano passado. A empresa estuda a abertura de um novo centro de distribuição (CD), com Alagoas e Pernambuco sendo opções principais por questões tributárias e custo de frete. “A ideia é reduzir frete e prazo de entrega aos franqueados.”
TRAJETÓRIA DO CEO – empresário foi de franqueado a CEO e sócio da companhia graças aos seus resultados. “A missão foi transbordar o que eu tinha feito na minha loja, porque eu era o Top 1 de faturamento da rede”, disse o executivo, que assumiu a função em 2021. “Modelei os processos para treinamento e focamos em atingir o mercado institucional, além do residencial.” O desempenho como gestor chamou a atenção dos irmãos Leonardo e Leandro Castelo, fundadores da rede, que o convidaram para se tornar CEO da marca. Atingiu metas em seis meses de atuação e passou a fazer parte do quadro societário da Ecoville.