Após disparar 90 vezes em vendas com apenas dois anos de vida, Costelata mira expansão internacional

Uma image de notas de 20 reais
Costelata trabalha com as bases de proteína bovina, suína e de aves, mas há planos de expandir
(Divulgação)
  • Costelata mira mercados asiáticos e Arábia Saudita como primeiras rotas de exportação. Empresa está presente em 12 estados e DF
  • No mercado nacional, empresa aposta na região Nordeste. "Tanto pela demanda quanto pela afinidade com o perfil dos nossos produtos", diz CEO
Por Anna Scudeller

[AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DC NEWS]
A Costelata se define como “referência em inovação e praticidade, oferecendo proteínas premium que unem sabor autêntico, qualidade artesanal e tecnologia avançada”. Poderia ser apenas uma referência, mas é sua tradução. E uma prova disso foi a entrada no segmento de food service, com uma linha de costela, carne seca e frango desfiados, que impulsionou a produção. O volume de vendas cresceu de forma exponencial, passando de 1 tonelada para 90 toneladas em poucos meses. “A entrada no food service foi crucial para o crescimento acelerado da empresa”, afirmou a cofundadora e CEO, Isabella Fernandes, em entrevista à AGÊNCIA DC NEWS. “Ganhamos um nível de reconhecimento e exposição que seria impossível alcançar apenas no varejo.”

Conhecida pela carne bovina na lata, a Costelata – que tem como cofundadores o chef Charles Chiapetti e o empresário Fernando Fernandes – acaba de fazer dois anos de vida e já iniciou a expansão internacional. “Neste primeiro momento, nossas prioridades para exportação são o mercado asiático e a Arábia Saudita”, disse Isabella.

Ela afirma que a escolha se deve à “forte sinergia” dos produtos Costelata com os hábitos de consumo dessas regiões. Segundo a executiva, a demanda por proteína de qualidade e parceiros locais foram fatores essenciais. “São regiões que valorizam produtos com padrão premium, conveniência e processos rigorosos de qualidade, exatamente o que a Costelata entrega”, afirmou.

RECORDE – A carne brasileira já tem posição consolidada no mercado internacional. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) mostram que, em 2025, foram exportadas 3,5 milhões de toneladas, alta de 21% em relação ao ano anterior, totalizando US$ 18 bilhões, crescimento anual de 21%. Tanto em volume quanto em receita os valores foram recordes.

Mas trata-se ainda de uma exportação majoritariamente de carnes in natura. Por isso, produtos como os da Costelata abrem espaço em valor agregado, mirando o segmento de enlatados e congelados. A marca é a primeira do segmento de enlatados a receber o Selo Arte – certificado federal em parceria com secretarias estaduais que atesta que um produto alimentício foi produzido de forma artesanal.

NORDESTE – Apesar de o foco este ano ser a ascensão internacional, a empresa também busca ampliar presença no mercado interno. Atualmente, está em 12 estados e no Distrito Federal. “Acreditamos que o Nordeste será um dos nossos grandes motores de crescimento nos próximos anos”, disse Isabella. “Tanto pela demanda quanto pela afinidade com o perfil dos nossos produtos.” Segundo a executiva, a região possui forte cultura gastronômica e um mercado “muito receptivo a soluções de praticidade e alto rendimento”.

A CEO disse que a companhia vem se adaptando às demandas específicas de cada mercado em que passa a atuar. “Aprendemos a ajustar processos, ampliar capacidade, estruturar equipes e entregar consistência em escala. Tudo em ritmo intenso”, afirmou Isabella.

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