E-commerce projeta R$ 260 bi em 2026 e R$ 300 bi em 2028. "Digitalização do consumo é caminho sem volta"

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Crescimento do setor é contínuo: de 2020 a 2025, faturamento aumentou 86%; logística acompanha ritmo
(Gerada por IA)
  • Projeção da Abiacom é de faturamento 9,9% maior neste ano. Tíquete médio deve chegar a R$ 562 (+4,8%, acima da inflação prevista)
  • Mulheres representam 60% dos consumidores. Faixa de 35 a 45 anos concentra 35% das compras virtuais
Por Vitor Nuzzi

[AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DC NEWS]
A Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (Abiacom, ex-ABComm) projeta faturamento de R$ 258,9 bilhões neste ano, o que representaria alta de 9,9% sobre 2025 (R$ 235,5 bilhões). “A digitalização do consumo é um caminho sem volta”, afirmou o presidente da entidade, Fernando Mansano. “O e-commerce segue avançando potencializado por novas tecnologias, além da inteligência artificial se tornando mais protagonista no cenário.” Isso torna, segundo ele, as compras “cada vez mais personalizadas”, ampliando oportunidades “para pequenos e grandes negócios”. O setor prevê atingir – e superar – a marca de R$ 300 bilhões em 2028 (R$ 313,5 bilhões), quatro anos depois de chegar aos R$ 200 bilhões.

A projeção da Abiacom mostra desaceleração em relação a 2025, quando o faturamento cresceu 15,3% sobre o ano anterior (R$ 204,3 bilhões). Mas o crescimento é contínuo, com renovação de recordes. De 2020 para 2025, por exemplo, a alta é de 86,3%. A associação espera tíquete médio de R$ 562,15 neste ano, ante R$ 536,60 em 2025 (+4,8%, percentual que fica acima da inflação prevista, em torno de 4%). As projeções indicam ainda 460,9 milhões de pedidos (+5%) e 97,1 milhões de compradores (+3,1%).

As mulheres têm 60% de participação entre os consumidores no comércio eletrônico. Entre as faixas etárias, em primeiro lugar aparece o intervalo de 35 a 44 anos (35%), que a Abiacom cita como “geração millennial”. Praticamente juntas, aparecem as faixas de 25 a 34 anos (22,3%) e de 45 a 54 (22%). A região Sudeste concentra 55,9%, sendo 32% apenas em São Paulo. Em seguida, vêm as regiões Sul (16,6%), Nordeste (16,1%), Centro-Oeste (8%) e Norte (3,4%).

No recorte socioeconômico, a classe C se destaca com 54% das compras virtuais. Para a Abiacom, o dado reflete “o crescente acesso à tecnologia e à inclusão financeira”. As classes A/B somam 32,5% do total e as D/E, 13,5%.

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