[AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DC NEWS]
No novo episódio do Tirando o Crachá, parceria da AGÊNCIA DC NEWS com Felipe Ladislau, fundador da Black H. Office, o convidado foi Carlos Alexandre, Operations Manager no Santander. Durante a conversa, o executivo defendeu que o mercado financeiro é mais amplo do que a imagem tradicional associada ao comercial e à mesa de operações. Para Alexandre, profissional com trajetória consolidada em tecnologia e operações, há uma série de oportunidades pouco exploradas em áreas como back office, middle office e suporte técnico, que sustentam o funcionamento da indústria e demandam um perfil cada vez mais versátil.
Na avaliação de Alexandre, o mercado financeiro atual exige um profissional capaz de combinar visão ampla da indústria com domínio técnico de diferentes frentes. Para ele, o desafio não está apenas em conhecer um segmento específico, mas em entender como os diversos mercados se conectam – da renda fixa aos derivativos, passando por ações, tecnologia e gestão. “Olhando para esse pilar de tecnologia e operações, você precisa ser técnico porque precisa entender de produto”, disse. Ao olhar para o cenário atual, diz ele, “é preciso ser um generalista-especialista, por ser preciso saber de todas essas vertentes com algum nível de profundidade.” A definição resume, segundo ele, a transformação do perfil profissional exigido pelas instituições financeiras.
Ao tratar da formação de novos talentos, o executivo argumenta que, especialmente nas áreas de operações, a qualificação ainda depende mais da prática do que da formação tradicional. Para ele, ao contrário do que ocorre em funções mais conhecidas do mercado, o back-office ainda não conta com um caminho educacional consolidado fora das empresas. Ele diz que a própria trajetória foi construída nesse modelo, a partir da circulação por diferentes mesas e funções dentro da mesma estrutura. “A minha escola foi a empresa. Então, esse viés de treinamento que a gente fala é uma coisa que já vem há algum tempo”, afirmou. “Tive a oportunidade de sentar em várias cadeiras dentro da própria equipe que me trouxeram conhecimento de como funcionava a indústria como um todo.”
LIDERANÇA JOVEM – Outro ponto abordado por Alexandre foi o desafio de assumir posições de liderança ainda jovem em áreas fortemente técnicas e com profissionais mais experientes na equipe. Segundo ele, a legitimidade precisou ser construída pela capacidade de executar e compreender o trabalho operacional no detalhe. Diante desse cenário, a estratégia foi ganhar confiança por meio da prática. “A primeira coisa é a desconfiança da parte técnica”, disse. “A minha ferramenta para lidar com isso no dia a dia foi arregaçar as mangas.” Dessa forma, conseguiu mostrar que conseguia executar trabalho braçal, técnico e não apenas a gestão.
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