Futuros caem, com fim da temporada de verão enfraquecendo demanda e expectativa por reunião da Opep

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São Paulo, 29 de agosto de 2025 – Os preços dos contratos futuros do petróleo operam em quedana manhã desta sexta-feira, com os investidores analisando os impactos da queda na demanda com ofim da temporada de verão no hemisfério norte, especialmente nos EUA, quando acabam as viagens deférias no país.

“Do lado da demanda, a incerteza permanece. Os traders podem continuar a monitorar os dadoseconômicos divulgados nos EUA e na China em busca de pistas sobre a direção da economia. Umatrajetória mais suave na demanda global ampliaria o risco de baixa, deixando o mercado vulnerávela uma nova pressão de venda”, afirma Van Ha Trinh, estrategista de mercado da Exness.

“Um iminente excedente de oferta paira sobre o mercado de petróleo, mas sua extensão dependeem grande parte da evolução das perspectivas de demanda”, afirma Barbara Lambrecht, do CommerzbankResearch. Se os indicadores de sentimento para China, Europa e EUA melhorarem mais do que a maioriados analistas espera nos próximos dias, as perspectivas de consumo global também poderãomelhorar. “Afinal, a maioria dos países está se beneficiando não apenas da queda dos preços dopetróleo, mas também da desvalorização do dólar americano”, afirma a analista de commodities.

Na próxima semana, haverá as leituras revisadas dos PMIs dos setores industrial e de serviçosdos EUA, China, Japão, zona do euro, Alemanha e Reino Unido, o que pode mostrar a quantas anda adisposição das empresas no mês de agosto. Além disso, a Organização dos Países Exportadoresde Petróleo (Opep) tem uma reunião ministerial na próxima semana, e há a expectativa sobre sehaverá mais aumento na produção da commodity.

“A Opep+ provavelmente ainda não chegou ao fim de seus aumentos de produção. No momento, aparticipação de mercado parece ser mais importante do que um nível mais alto de preços dopetróleo”, disse Frank Schallenberger, chefe de pesquisa de commodities da LBBW.

“(Com) os últimos aumentos de oferta da Opep+ e a esperada demanda global fraca, a perspectivaé de um superávit de mercado ainda maior em 2025”, disse Moutaz Altaghlibi, economista sênior deenergia do ABN AMRO.

Contam pontos também o aumento da produção de petróleo nos EUA. “A produção dos EUA éinteressante, já que o presidente Trump gostaria de pressionar por mais produção, mas a Opep+pode estar certa em suas projeções. O motivo é o preço”, disse Zain Vawda, analista de mercadoda Oanda.

O que limita a queda do petróleo é a incerteza sobre negociações entre Rússia e Ucrâniapara colocar fim à guerra entre os países. Ontem, Brent e WTI fecharam em alta, devido aos ataquesda Ucrânia à infraestrutura energética russa e pelo fato de o chanceler alemão, Friedrich Merz,ter declarado que as negociações diretas entre Vladimir Putin, da Rússia, e Volodymyr Zelensky,da Ucrânia, não aconteceriam. “A falta de progresso em direção a um acordo de paz significa queos riscos de sanções e tarifas secundárias continuam pairando sobre o mercado de petróleo”,afirmam analistas do ING.

Por volta de 8h54 (horário de Brasília), o preço do contrato do petróleo WTI negociado naNymex com entrega para outubro caía 0,40%, cotado a US$ 64,34 o barril. Já o preço do contrato doBrent negociado na plataforma ICE, com entrega para outubro recuava 0,61%, cotado a US$ 68,20 obarril.

Vanessa Zampronho / Safras News

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