Setor público consolidado registra déficit primário de R$ 66,6 bilhões em julho

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São Paulo, 29 de agosto de 2025 – O setor público consolidado registrou déficit primário deR$66,6 bilhões em julho, ante déficit de R$21,3 bilhões no mesmo mês de 2024. Houve, no GovernoCentral, nos governos regionais e nas empresas estatais, déficits respectivos de R$56,4 bilhões,R$8,1 bilhões e R$2,1 bilhões. Em doze meses, o setor público consolidado acumulou déficitprimário de R$27,3 bilhões, 0,22% do PIB, ante superávit de R$17,9 bilhões, 0,15% do PIB, nosdoze meses acumulados até junho.

Os juros nominais do setor público consolidado, apropriados por competência, somaram R$109,0bilhões em julho, comparativamente a R$80,1 bilhões em julho de 2024. Contribuiu para essaevolução, além do próprio crescimento do estoque do endividamento líquido, a elevação da taxaSelic no período. No acumulado em doze meses até julho, os juros nominais alcançaram R$941,2bilhões (7,64% do PIB), comparativamente a R$869,8 bilhões (7,63% do PIB) nos doze meses atéjulho de 2024.

O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os jurosnominais apropriados, foi deficitário em R$175,6 bilhões em julho. No acumulado em doze meses, odéficit nominal alcançou R$968,5 bilhões (7,86% do PIB), ante déficit nominal de R$894,4bilhões (7,30% do PIB) em junho de 2025.

A DLSP atingiu 63,7% do PIB (R$7,9 trilhões) em julho, elevando-se 0,8 p.p. do PIB no mês. Esseresultado refletiu os impactos dos juros nominais apropriados (+0,9 p.p.), do déficit primário(+0,5 p.p.), da desvalorização cambial de 2,7% no mês (-0,3 p.p.), do efeito da variação do PIBnominal (-0,4 p.p.) e dos demais ajustes da dívida externa líquida (+0,1 p.p.). No ano, o aumentode 2,2 p.p. na relação DLSP/PIB refletiu, em especial, os impactos dos juros nominais (+4,3 p.p.),do efeito da valorização cambial acumulada de 9,5% (+1,1 p.p.), do déficit primário do período(+0,4 p.p.), dos demais ajustes da dívida externa líquida (-0,7 p.p.) e da variação do PIBnominal (-2,9 p.p.).

A DBGG – que compreende o Governo Federal, o INSS e os governos estaduais e municipais atingiu77,6% do PIB (R$9,6 trilhões) em julho de 2025, aumento de 0,9 p.p. do PIB em relação ao mêsanterior. A evolução no mês foi decorrente, sobretudo, dos juros nominais apropriados (+0,8p.p.), das emissões líquidas de dívida (+0,4 p.p.), do efeito da desvalorização cambial (+0,1p.p.) e da variação do PIB nominal (-0,4 p.p.). No ano, a DBGG elevou-se 1,1 p.p. do PIB, emfunção, sobretudo, da incorporação de juros nominais (+5,1 p.p.), do crescimento do PIB nominal(-3,6 p.p.) e do efeito da valorização cambial (-0,4 p.p.).

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