Morumbizinho, Vila Jacuí se destaca no extremo leste com parque, escolas e metro quadrado valorizado

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Vizinho dos bem mais famosos distritos de Ermelino Matarazzo, Itaquera e São Miguel -e com o Tietê a conter-lhe o crescimento a norte-, o distrito da Vila Jacuí tem um quê de área de transição, um lugar não reclamado que teria sobrado em torno do córrego Jacu e da avenida que ao riozinho deve sua existência, a Jacu-Pêssego.

Mas se falta uma estação de trem ou de metrô com seu próprio nome como marca de identidade, o distrito é o único do pedaço que ousa tomar para si o apelido de Morumbizinho.

Trata-se, vê-se logo, de uma região aspiracional, como diriam os profissionais do marketing, e o mercado imobiliário parece endossar a hipótese.

Segundo o Secovi, nos lançamentos de apartamentos novos, a Vila Jacuí se destaca nas faixas de renda acima de R$ 264 mil, diferentemente de São Miguel e Parque do Carmo, que deitam e rolam nos valores abaixo desse patamar.

E na comercialização de imóveis usados, os negócios vão bem, obrigado: houve aumento de 14% no número de transações no primeiro semestre de 2025 (contra o mesmo período de 2024), percentual muito superior ao 0,9% da média da cidade, segundo dados compilados pela startup Loft.

O distrito tem um parque estadual com seu nome, que se conecta por ciclovia com o extenso Parque Ecológico do Tietê; e tem a tal praça Morumbizinho, oficialmente Fortunato da Silveira, de que o distrito inteiro também tira seu qualificativo.

Em torno dela está o primeiro campus paulistano da universidade Cruzeiro do Sul, hoje espalhada pela cidade, a escola de idiomas Maple Bear, o centro gastronômico Morumbizinho, com estabelecimentos de especialidades diferentes, e, não diga que leu aqui, a sede da subprefeitura de São Miguel.

Para a Jalico Empreendimentos, o distrito merece deferência e reconhecimento. A companhia, que começou como loteadora, constrói ali o Jalico Jacuí, edifício “horizontal” de nove andares e 151 apartamentos, cada um deles com 52 m², dois quartos (uma suíte), terraço gourmet e vaga coberta de garagem.

Sergio Hadji Thomas, CEO da empresa, disse à Folha que a Vila Jacuí é considerada área nobre na região. “Moradores de lugares mais a leste enxergam o distrito como uma espécie de Penha.”

Com valor médio de R$ 400 mil, os apartamentos do Jalico Jacuí passaram a ser contemplados na faixa mais alta do Minha Casa, Minha Vida a partir da publicação das novas regras do programa, em maio. O executivo crê que isso dê novo “input” às vendas -há ainda cerca de 70 unidades por comercializar.

Já a ubíqua Plano&Plano preferiu invocar o vizinho notável e chamar de Condomínio Plano&São Miguel o empreendimento com cinco torres de nove andares que lançou na Jacuí no ano passado. Com apartamentos de 31,66 m² a 34,58 m², alguns deles com terraço, e todos com dois quartos, a estratégia foi vencedora: 100% vendido.

“Um dado curioso desse produto é que cerca de 60% dos compradores têm entre 25 e 34 anos e mais da metade queria sair da casa dos pais”, diz Renée Silveira, diretora de incorporação da empresa.

Jovens como são, eles têm tudo para se tornar também fregueses assíduos de outra atração do bairro, o Burguer Game, autoexplicativo bar de hambúrguer com diversas telas de videogame espalhadas pelas mesas. Em ocasiões especiais e em alguns fins de semana há ainda desfiles de personagens de cartoon fantasiados e cosplay.

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