São Paulo, 11 de agosto de 2025 – Começou nesta segunda-feira (11/8) a missão oficial lideradapelo Ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, à República Popular daChina. A agenda tem por objetivo o fortalecimento da cooperação bilateral nas áreas dedesenvolvimento regional, gestão de riscos de desastres e ampliação das relações comerciais comfoco na Região Amazônica.
Na parte da manhã, o MIDR e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China (NDRC)assinam um Memorando de Entendimentos sobre intercâmbio e cooperação em políticas dedesenvolvimento regional.
A cerimônia ocorre no contexto do compromisso firmado em 2024 pelos presidentes Luiz Inácio Lulada Silva e Xi Jinping, que estabeleceram a construção de uma Comunidade de Futuro Compartilhadopor um Mundo mais Justo e um Planeta mais Sustentável . Ainda na NDRC, será apresentada aexperiência chinesa em saneamento e gestão de resíduos sólidos.
À tarde, a delegação participa da 1 Reunião do Mecanismo de Diálogo Ministerial com oMinistério de Gestão de Emergências da China (MEM), para acompanhamento do Memorando deEntendimento assinado em maio em Brasília. O acordo abriu caminho para a elaboração de um planode ação conjunto, com inspiração na experiência chinesa em prevenção e resposta a desastres.
Em seguida, o ministro Waldez Góes se reúne com o Ministro de Recursos Hídricos da China, LiGuoying, para discutir o fortalecimento da cooperação estratégica em gestão de desastresrelacionados a recursos hídricos.
Integram a comitiva brasileira na China o Secretário Nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros,Eduardo Tavares; o Secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff; o SecretárioNacional de Desenvolvimento Regional, Daniel Fortunato; o Embaixador do Brasil na China, MarcosBezerra Abbott Galvão, e o deputado federal (RS) Paulo Pimenta.
Bilateralismo
Atualmente, o MIDR desenvolve com a China importantes iniciativas no campo da infraestrutura,logística e integração regional. Em novembro de 2024, as nações assinaram um acordo parainiciar estudos conjuntos sobre o corredor ferroviário que ligará os oceanos Atlântico ePacífico, integrando as ferrovias de Integração Oeste-Leste (Fiol), Centro-Oeste (Fico) eNorte-Sul (FNS) ao recém-inaugurado Porto de Chancay, no Peru.
O projeto, denominado Rotas de Integração, é um dos quatro eixos estratégicos definidos entre ospresidentes Lula e Xi Jinping em novembro de 2024, juntamente com o Novo PAC, a Nova IndústriaBrasil e o Plano de Transformação Ecológica.
Outro marco foi a criação de uma rota marítima direta entre a região da Grande BaíaGuangdongHong KongMacau e o Porto de Santana das Docas, no Amapá. A conexão reduzsignificativamente o tempo de transporte em relação às rotas tradicionais, tornando Santana umhub estratégico para a importação de biofertilizantes e escoamento de produtos agrícolasbrasileiros para a China.
As informações partem do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.
Cynara Escobar – cynara.escobar@cma.com.br (Safras News)
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