Márcia Rodrigues

Márcia Rodrigues

39 Artigos Escritos

Mais deste autor

Ana Paula da Conceição, consultora de negócios do Sebrae-SP, orienta no mesmo sentido. O Dia de Finados é uma data de reflexão e memória, não de celebração. Portanto, evitar humor, exageros ou apelos promocionais diretos são boas estratégias de venda. "A comunicação ideal deve ser sensível e acolhedora, não apelativa. Transmita respeito, gratidão e cuidado. Se divulgar algo, faça de forma discreta e coerente com o clima da data", explica.

Como a comunicação deve assumir um tom empático e respeitoso, frases como “Um dia para lembrar com carinho quem marcou nossa vida”, “Flores e gestos que expressam amor e saudade”, “Um momento de pausa e reflexão — seguimos juntos com respeito e gratidão", são boas opções para o marketing nesta data", dá a dica.

Estoque da Cravo e Canela: em novembro, faturamento costuma crescer entre 7% e 10%


Oportunidades além de flores e velas

Para quem atua com produtos religiosos, o período também representa um aumento natural nas vendas. Segundo Ulisses de Oliveira, dono da rede Cravo e Canela, o faturamento cresce de 7% a 10% em novembro. “As velas palito brancas são as mais procuradas, seguidas pelas roxas e azul-claro. Elas representam luz espiritual e guiam as almas”, explica.

Os incensos também ganham espaço, com destaque para fragrâncias como lavanda, rosa branca, sândalo e benjoim. Nas redes sociais, Ulisses mantém um tom discreto e respeitoso, com publicações que lembram o significado da data sem apelo comercial direto.

Planejamento e divulgação sem apelo comercial

Na Velas Oliveira, o crescimento nas vendas chega a 20% nesta época. O empresário Edmilson Oliveira conta que o planejamento começa em setembro, com reforço no estoque de matéria-prima e contratação temporária de funcionários. “É um período em que o setor tem um boom de vendas, principalmente para mercados de bairro e distribuidores”, diz.

Edmilson observa, porém, que a procura por produtos ligados ao catolicismo tem diminuído nos últimos anos, enquanto religiões como umbanda e candomblé mantêm consumo constante de velas coloridas. Por isso, a empresa optou por não fazer mais divulgação específica do Dia de Finados, concentrando as ações em marketplaces como Mercado Livre e Shopee e no público geral.

Tanto os especialistas quanto os empreendedores defendem que, por ser uma data de conhecimento de todos, dá para fazer um bom planejamento logístico e de comunicação. “O essencial é garantir uma boa experiência de compra, independentemente do sentimento de cada consumidor em relação à data”, resume Thiago, da Ceagesp.

Na Velas Oliveira, planejamento começa em setembro, com reforço em matérias-primas e contratações temporárias de funcionários. 


IMAGENS: Divulgação

" ["publish_date"]=> string(19) "2025-10-30 08:00:00" ["created"]=> string(19) "2025-10-27 23:11:34" ["created_by"]=> string(4) "5703" ["modified"]=> string(19) "2026-03-31 09:35:21" ["modified_by"]=> NULL ["fix"]=> string(1) "1" ["priority"]=> string(1) "0" ["publisher_id"]=> string(3) "366" ["category_id"]=> string(2) "13" ["status"]=> string(1) "1" ["slug"]=> string(67) "dia-de-finados-turbina-varejo-de-flores-e-velas-na-capital-paulista" ["d_e_l_e_t_"]=> string(1) "0" ["pic_small"]=> string(90) "public/upload/gallery/magens-2025/dcomercio-feira_de_flores_ceagesp_finados-divulgacao.jpg" ["pic_large"]=> string(90) "public/upload/gallery/magens-2025/dcomercio-feira_de_flores_ceagesp_finados-divulgacao.jpg" ["views"]=> string(4) "2700" ["type"]=> string(1) "0" ["ref_link"]=> string(0) "" ["analised_date"]=> NULL ["analised_by"]=> NULL ["analised"]=> string(1) "0" ["order"]=> string(1) "0" ["old_slug"]=> string(60) "dia-de-finados-turbina-varejo-de-flores-e-velas-em-sao-paulo" ["pic_large_embed"]=> string(1) "1" ["meta_description"]=> string(0) "" ["horario_att"]=> string(19) "2026-03-31 12:00:02" ["meta_keywords"]=> string(0) "" ["google"]=> string(3) "816" ["dcnews"]=> NULL ["category"]=> array(15) { ["id"]=> string(2) "13" ["title"]=> string(9) "Negócios" ["slug"]=> string(8) "negocios" ["color"]=> string(6) "E3AC6B" ["created"]=> NULL ["modified"]=> string(19) "2017-03-30 15:46:38" ["category_id"]=> NULL ["d_e_l_e_t_"]=> string(1) "0" ["category_owner_id"]=> string(1) "1" ["level"]=> string(1) "1" ["meta_description"]=> string(0) "" ["meta_keywords"]=> string(0) "" ["color_sec"]=> string(6) "FFFFFF" ["old_slug"]=> NULL ["parent"]=> NULL } ["publisher"]=> array(8) { ["id"]=> string(3) "366" ["name"]=> string(17) "Márcia Rodrigues" ["description"]=> string(0) "" ["status"]=> string(1) "1" ["d_e_l_e_t_"]=> string(1) "0" ["slug"]=> string(16) "marcia-rodrigues" ["display"]=> string(1) "0" ["pic"]=> NULL } ["_publish_date"]=> string(11) "30/Out/2025" ["_indirect_route"]=> string(86) "categoria/negocios/dia-de-finados-turbina-varejo-de-flores-e-velas-na-capital-paulista" ["_direct_route"]=> string(78) "publicacao/dia-de-finados-turbina-varejo-de-flores-e-velas-na-capital-paulista" ["_direct_old_route"]=> string(71) "publicacao/dia-de-finados-turbina-varejo-de-flores-e-velas-em-sao-paulo" ["_route"]=> string(86) "categoria/negocios/dia-de-finados-turbina-varejo-de-flores-e-velas-na-capital-paulista" ["_old_route"]=> string(79) "categoria/negocios/dia-de-finados-turbina-varejo-de-flores-e-velas-em-sao-paulo" ["_cat_route"]=> string(18) "categoria/negocios" ["_indirect_old_route"]=> string(79) "categoria/negocios/dia-de-finados-turbina-varejo-de-flores-e-velas-em-sao-paulo" ["thumbImg"]=> string(116) "public/upload/gallery/magens-2025/thumb258x167/dcomercio-feira_de_flores_ceagesp_finados-divulgacao_thumb258x167.jpg" } [3]=> array(41) { ["id"]=> string(6) "128377" ["title"]=> string(72) "Black Friday 2025: como se preparar para vender mais e lucrar de verdade" ["preview"]=> string(241) "Planejamento, estratégia e experiência do cliente são essenciais para transformar o pico de vendas de novembro em resultados reais - e não em prejuízo. Confira dicas de marcas e especialistas para equilibrar atratividade e rentabilidade" ["article"]=> string(12502) "

A Black Friday deixou de ser apenas uma data de grandes descontos para se consolidar como um dos períodos mais estratégicos para o comércio de produtos e serviços. Em 2025, mais do que baixar preços, o desafio dos empreendedores é gerar valor, fidelizar clientes e garantir margem de lucro saudável.

Segundo Bia Macineli, fundadora da Agência MatchFY, especialista em marketing digital e comportamento do consumidor, a Black Friday - que neste ano cai no próximo dia 28 de novembro -, não é sobre dar descontos: é sobre gerar valor percebido, afirma. 

“O consumidor está mais atento e busca confiança. Descontos sustentáveis, benefícios inteligentes como combos, upgrades de  serviços ou frete grátis, e uma narrativa clara de valor constroem relacionamento e credibilidade. Quando o cliente sente que ganhou mais do que pagou, a marca fideliza”, diz a especialista.

Renan Luiz Silva, superintendente de serviços institucionais da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), destaca que a Black Friday no Brasil já vem se consolidando anualmente por oferecer um desconto maior para a compra de produtos e serviços.

“Alguns lojistas costumam aproveitar a data para, eventualmente, ofertar produtos que sairão de linha com desconto. Ou seja, a data traz oportunidade tanto para o lojista quanto para o consumidor.”

Já Maria Carolina Lourenço, diretora de receita da rede Buddha Spa, acredita que Black Friday abre uma oportunidade para atração de novos clientes e fidelização, seja por meio de descontos em produtos ou serviços de entrada para novos clientes, ou pela venda de pacotes de longo prazo para consumidores ativos.

“É importante o empresário ter dados como LTV [(Valor Vitalício do Cliente] e CAC [Custo de Aquisição de Cliente] para monitorar o quanto ele está gastando para atrair um cliente novo neste período, uma vez que o custo de mídia tem um aumento considerável.”

Segredo do lucro é planejamento antecipado

O sucesso da campanha começa meses antes de novembro. Para Bia, da MatchFY, o ideal é iniciar o planejamento entre agosto e setembro, analisando o histórico de vendas, negociando com fornecedores e definindo margens sustentáveis. “Quem se antecipa consegue criar uma estratégia escalonada de descontos, evitando improvisos e impacto no caixa”, explica.

Na rede Buddha Spa, por exemplo, o planejamento é um processo contínuo. Maria Carolina conta que o tema é trabalhado “desde o onboarding (processo de integração) do franqueado”. Ela lembra que o ideal é se organizar com até seis meses ou um ano de antecedência, envolvendo todas as áreas da operação do negócio: marketing, campo e líderes comerciais.

“Com o tempo a favor, conseguimos negociar melhor com fornecedores, garantir margens e preparar campanhas integradas.”

Luzia Costa, CEO da Sóbrancelhas, também reforça a importância do planejamento estratégico. A rede começa o trabalho analisando o desempenho das campanhas anteriores e priorizando produtos com maior potencial de conversão.

“Criamos ofertas reais sem comprometer a margem, porque a Black Friday é uma oportunidade, mas precisa ser sustentável para a rede e para o franqueado”, diz. Ela pondera que descontos muito agressivos podem até gerar fluxo, mas corroem margens e raramente trazem clientes recorrentes. 

Campanhas devem trazer descontos reais

Silva, da ACSP, diz que o varejo costuma investir muito em comunicação e marketing, e que o ideal é conceder condições de compra diferenciadas. “Descontos de 5% ou 10% já são comuns nas tratativas, por isso não são atrativos nesse período. O mercado espera que o desconto seja, de fato, relevante e traga uma outra condição, que pode ser até uma cortesia ou um atendimento diferenciado. Lógico que a praxe é mexer no preço, mas há espaços para ir além”, orienta. 

Para o especialista em varejo Luiz Alberto Marinho, sócio-diretor da Gouvêa Malls, o sucesso na Black Friday depende menos de queima de estoque e mais de planejamento e estratégia de relacionamento com o cliente. Ele reforça que o consumidor vai às compras nessa época em busca de descontos reais, e cabe ao varejista aproveitar o momento para cadastrar, identificar e fidelizar esse público.

“A Black Friday não deve ser tratada como uma simples liquidação, mas como uma temporada planejada, com negociações antecipadas com fornecedores e ofertas realmente vantajosas, mesmo que isso implique em uma redução de margem.”

Marinho lembra ainda que o desconto pode ser visto como um custo de aquisição de clientes por representar uma oportunidade de conquistar novos consumidores. 

Buddha Spa: estratégia é saber oferecer produto certo na hora certa para fazer a diferença


Experiência e atendimento humanizado que fidelizam

A ambientação e o atendimento humanizado são decisivos para converter vendas nas unidades físicas. Segundo Bia Macinelli, a experiência sensorial — iluminação, música, sinalização — e o preparo da equipe fazem toda a diferença. “Um time que entende a campanha e acredita nela transmite confiança, e isso vende.”

No Buddha Spa, a preparação envolve treinamento intenso e alinhamento de discurso. “Ter uma equipe motivada e bem treinada é o diferencial. O bom atendimento fideliza”, reforça Maria.

Márcia Queirós, dona das franquias Fast Escova e Fast SPA, segue a mesma linha: “reforçamos o abastecimento das linhas estratégicas e intensificamos o treinamento de atendimento e venda consultiva. O foco é converter volume sem perder padrão de serviço.”

A rede aposta na oferta de produtos com maior giro e margem saudável, alinhando campanhas e bonificações com a rede franqueada. “Campanhas com combos e upgrades funcionam melhor do que descontos agressivos. Aprendemos que o equilíbrio entre preço e experiência é o que garante resultado e fidelização”, conta. A empresária lembra que, em 2024, o faturamento da rede na Black Friday cresceu dois dígitos na comparação com o ano anterior. A projeção para este ano é a mesma.

Na Sóbrancelhas, o treinamento é parte central da operação. Luzia explica que a rede investe em capacitação e reforça o atendimento consultivo. “Ampliamos horários e mapeamos a demanda com base em dados. O objetivo é atender com agilidade e qualidade, mesmo no pico.” 

Atualmente, o período da Black Friday representa em média entre 8,9% do faturamento anual da rede, considerando o aumento expressivo tanto nas vendas de produtos quanto na contratação de serviços, segundo a CEO. “É uma data que não apenas gera receita imediata, mas também amplia nossa base de clientes e fortalece o posicionamento da marca no mercado de estética.”

Site, redes sociais e atendimento a todo vapor

No ambiente online, cada segundo conta, de acordo com Bia, da MatchFY. Ela ressalta que “sites lentos, banners confusos e links quebrados são o oposto do que o consumidor espera”. A agência orienta marcas a manterem páginas otimizadas, ofertas claras e atendimento humanizado em tempo real.

Na Buddha Spa, a preocupação também é técnica. Maria destaca que o e-commerce deve estar preparado para alto volume de tráfego e que a segurança é prioridade. “Temos ferramentas antifraude para monitorar sites e perfis falsos.”

Márcia, da Fast Escova, reforça que estabilidade e clareza são fundamentais para quem vende online. “A jornada precisa ser fluida e segura, com suporte rápido e meios de pagamento variados.”

Além da estrutura digital, na Sóbrancelhas a comunicação é estratégica. Luzia conta que a marca aposta em teasers e vídeos curtos nas redes sociais, criando senso de oportunidade. “Mas sempre reforçamos que beleza e autoestima não precisam esperar uma data especial.”

A OrthoDontic adotou um caminho diferente em 2025: antecipar a campanha para outubro. Ana Paula Delchiaro, gerente de marketing da rede, explica que a decisão visa fugir da concorrência do varejo tradicional. “Planejamos uma Black Friday antecipada, com foco em volume de novos pacientes e sem comprometer margem.”

Ela afirma que o foco da rede foi estruturar uma campanha que gere alto volume de novos pacientes sem comprometer a margem das unidades franqueadas. 

Na Orthodontic: campanha antecipada para outubro para fugir da concorrência tradicional


Pós-Black Friday: o relacionamento que gera novas vendas

Depois do pico de novembro, o trabalho deve continuar, orienta Bia Macinelli, que explica que o pós-Black Friday é o momento de nutrir o vínculo criado. “Empresas que somem depois perdem o melhor da data: o relacionamento.” Ela recomenda remarketing, e-mails personalizados e programas de fidelização como forma de manter o cliente próximo.

Maria Carolina, do Buddha Spa, segue na mesma linha. “Definir uma boa régua de comunicação é essencial. Saber ofertar o produto certo no momento certo faz toda a diferença.”

Na Fast Escova, o relacionamento pós-campanha é prioridade. Márcia afirma que o CRM (sistema de gestão de relacionamento com o cliente) é ativado para recompra em dezembro. “Transformamos o pico de vendas em início de relacionamento, não em um evento pontual.”

Fidelização contínua é a aposta da Sóbrancelhas: a CEO Luzia explica que as unidades monitoram novos clientes e oferecem condições especiais de retorno. “Queremos que a Black Friday seja o ponto de partida para uma relação duradoura, não uma compra isolada.” 

Erros que comprometem o resultado

Entre os erros mais comuns, estão: 

• Descontar sem calcular: aplicar percentuais genéricos sem considerar margem e custo real; 

• Focar só na data: sem preparar o público antes ou nutrir depois;

• Falta de consistência de marca: a comunicação da Black Friday destoa do restante do ano;

• Relacionar a campanha à uma oferta agressiva de descontos, sem um desenho de campanha bem planejado também é bastante comum.

• Falta de visão para oportunidade de up e cross sell. Não aproveitar para vender outros produtos ou serviços junto com ofertas chamativas da Black Friday reduz o ticket médio e a margem de lucro.

“A Black Friday é um palco, mas o espetáculo precisa começar antes”, resume Maria Carolina, do Buddha Spa. Ela acrescenta  que muitos empreendedores erram ao oferecer descontos agressivos sem planejamento. “É comum ver quem entra em guerra de preços com concorrentes e termina com margem negativa. Outro erro é não aproveitar a data para fazer cross sell e up sell, aumentando o ticket médio.”

Já Luzia Costa, da Sóbrancelhas, alerta que exagerar nos descontos pode gerar fluxo, mas compromete a rentabilidade. “O cliente da Sóbrancelhas busca mais do que preço: ele quer qualidade e resultado. O segredo é equilibrar atratividade e rentabilidade.”


IMAGEM: Freepik e Divulgação

" ["publish_date"]=> string(19) "2025-10-24 08:00:00" ["created"]=> string(19) "2025-10-23 05:55:17" ["created_by"]=> string(4) "5703" ["modified"]=> string(19) "2026-03-31 14:41:12" ["modified_by"]=> NULL ["fix"]=> string(1) "1" ["priority"]=> string(1) "0" ["publisher_id"]=> string(3) "366" ["category_id"]=> string(2) "13" ["status"]=> string(1) "1" ["slug"]=> string(71) "black-friday-2025-como-se-preparar-para-vender-mais-e-lucrar-de-verdade" ["d_e_l_e_t_"]=> string(1) "0" ["pic_small"]=> string(73) "public/upload/gallery/magens-2025/dcomercio-blackfriday_omni1-freepik.jpg" ["pic_large"]=> string(73) "public/upload/gallery/magens-2025/dcomercio-blackfriday_omni1-freepik.jpg" ["views"]=> string(4) "3372" ["type"]=> string(1) "0" ["ref_link"]=> string(0) "" ["analised_date"]=> NULL ["analised_by"]=> NULL ["analised"]=> string(1) "0" ["order"]=> string(1) "0" ["old_slug"]=> NULL ["pic_large_embed"]=> string(1) "1" ["meta_description"]=> string(0) "" ["horario_att"]=> string(19) "2026-03-31 12:00:02" ["meta_keywords"]=> string(0) "" ["google"]=> string(3) "726" ["dcnews"]=> NULL ["category"]=> array(15) { ["id"]=> string(2) "13" ["title"]=> string(9) "Negócios" ["slug"]=> string(8) "negocios" ["color"]=> string(6) "E3AC6B" ["created"]=> NULL ["modified"]=> string(19) "2017-03-30 15:46:38" ["category_id"]=> NULL ["d_e_l_e_t_"]=> string(1) "0" ["category_owner_id"]=> string(1) "1" ["level"]=> string(1) "1" ["meta_description"]=> string(0) "" ["meta_keywords"]=> string(0) "" ["color_sec"]=> string(6) "FFFFFF" ["old_slug"]=> NULL ["parent"]=> NULL } ["publisher"]=> array(8) { ["id"]=> string(3) "366" ["name"]=> string(17) "Márcia Rodrigues" ["description"]=> string(0) "" ["status"]=> string(1) "1" ["d_e_l_e_t_"]=> string(1) "0" ["slug"]=> string(16) "marcia-rodrigues" ["display"]=> string(1) "0" ["pic"]=> NULL } ["_publish_date"]=> string(11) "24/Out/2025" ["_indirect_route"]=> string(90) "categoria/negocios/black-friday-2025-como-se-preparar-para-vender-mais-e-lucrar-de-verdade" ["_direct_route"]=> string(82) "publicacao/black-friday-2025-como-se-preparar-para-vender-mais-e-lucrar-de-verdade" ["_route"]=> string(90) "categoria/negocios/black-friday-2025-como-se-preparar-para-vender-mais-e-lucrar-de-verdade" ["_cat_route"]=> string(18) "categoria/negocios" ["_indirect_old_route"]=> NULL ["thumbImg"]=> string(99) "public/upload/gallery/magens-2025/thumb258x167/dcomercio-blackfriday_omni1-freepik_thumb258x167.jpg" } [4]=> array(43) { ["id"]=> string(6) "128032" ["title"]=> string(83) "Restaurantes oferecem estrutura para motoboys com água, comida e ponto de descanso" ["preview"]=> string(127) "Ter um ecossistema de delivery mais humano é a aposta de alguns estabelecimentos para aumentar o engajamento dos entregadores " ["article"]=> string(8165) "

Enquanto o ritmo acelerado das entregas segue sendo rotina para motoboys de todo o Brasil, alguns restaurantes têm repensado como recebem esses profissionais. Estruturas com água fresca, banheiros limpos, tomadas para carregar celular e até lanches estão se tornando mais comuns — e os resultados vão além do conforto, refletindo em eficiência e relacionamento.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil tem 475 mil profissionais que declaram as entregas como atividade principal. Desse total, 350 mil são informais, ou seja, não têm CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica). Só o iFood tem 450 mil entregadores em seu sistema, segundo a empresa.

A plataforma diz que mantém uma escuta ativa com entregadores, por meio de grupos de trabalho, social listening e uma área exclusiva no aplicativo para que possam reportar casos ou sugerir melhorias. Os dados coletados são usados para orientar iniciativas conjuntas com restaurantes parceiros, visando melhorias nos pontos de retirada. Entre elas, redução de tempo de espera na hora da retirada, treinamentos de equipes dos restaurantes parceiros, entre outras ações. A plataforma afirma que ambientes acolhedores reduzem tempos de espera, aumentam a eficiência e motivam os entregadores.

Itália no Box: acolhimento como parte do DNA

Para Débora Alberti, cofundadora da rede Itália no Box, criar um espaço de acolhimento foi “uma escolha natural”, já que os entregadores são “a ponte entre o produto e o cliente”. Hoje, a unidade oferece água fresca, banheiro limpo, área coberta com assentos e tomadas. “Em horários de pico, quando possível, também oferecemos um café, um lanche ou um prato do dia. É o mínimo que podemos fazer por quem passa horas na rua, muitas vezes sem pausa.”

De acordo com Débora, a média é de 20 a 30 entregadores por dia, muitos deles já considerados parte da casa. Ela relata que os retornos são emocionantes: “alguns dizem que gostariam que todos os lugares tivessem essa consciência.” Para a empresária, o impacto vai além do atendimento: entregadores preferem retirar pedidos em locais onde se sentem respeitados, o que melhora comunicação e reduz falhas.

“Oferecer um espaço acolhedor é mais do que importante, é urgente. Esses profissionais sustentam boa parte da cadeia da alimentação. Oferecer um espaço de acolhimento não é um favor, é uma reparação mínima. Humanizar esse serviço é uma forma de reconhecer o valor de quem está na ponta da entrega”, diz ela.

Don Paolo Pizzaria: respeito que fideliza

Na Don Paolo Pizzaria, o cuidado com entregadores começou desde a fundação, em 2007. “Desde o início das nossas atividades prezamos por ter um ambiente de trabalho que acolhesse a todos”, diz Paulo da Silva, sócio do estabelecimento. “Quando mudamos para um local maior, deixamos um espaço reservado para os profissionais aguardarem a saída dos pedidos com mais conforto.”

A área conta com banheiro, água, café, bancos e alimento. E o investimento, nesse caso, não exigiu custos extras, já que a estrutura já estava disponível.

Cerca de 10 entregadores passam por lá diariamente, sendo seis fixos. Segundo Paulo, a valorização se reflete no comprometimento. “Temos profissionais há mais de 15 anos e, quando precisamos ampliar a equipe, são eles que indicam familiares e amigos.”

Homens sentados em banco rústico na entrada de restaurante à noite
Paulo da Silva (dir.), sócio da Don Paolo Pizzaria, e o entregador Jean Marc Tuffy, um dos 10 motoboys que passam pelo estabelecimento diariamente, sendo seis fixos

 

Para ele, espaços de acolhimento para os entregadores são fundamentais. “Os profissionais ficam mais tempo no trabalho do que com as suas famílias, o mínimo que podemos fazer é proporcionar um ambiente de trabalho decente para eles.”

E há também resultado positivo para o negócio: mais eficiência e engajamento dos colaboradores.

Visão do iFood: boas práticas e suporte estruturado

O iFood também atua na melhoria da experiência dos entregadores, oferecendo pontos de apoio próprios ou em parceria com prefeituras, presentes em 15 cidades, onde é possível descansar, beber água e carregar o celular.

Embora não exista ranking de restaurantes mais bem avaliados, a empresa afirma que estimula boas práticas e que criou uma cartilha (https://institucional.ifood.com.br/cartilha-de-direitos-e-acesso-a-justica/) com orientações que vêm estimulando mudanças positivas, como redução no tempo de espera e treinamentos de equipe, após sugestões dos entregadores.

O compromisso, segundo a plataforma, é continuar investindo em infraestrutura e suporte, além de estudar a possibilidade de criar selos ou certificações para restaurantes que se destacam no acolhimento.

Começar pequeno, mas começar

Débora diz que criar um local para receber os entregadores exigiu um pequeno investimento, mas nada que não fosse viável. “E o custo não se compara ao valor gerado, em clima de equipe, em reputação e em consciência social.”

A dica dela para quem quer iniciar é simples: “um banco na sombra, uma garrafa de água gelada, uma tomada disponível, já fazem uma diferença enorme.”

Silva complementa: “Comece pelo básico, garantindo que esses profissionais sejam respeitados. Isso ajuda a fortalecer a relação e todos saem ganhando.”

75% dos entregadores querem atuar em APPs

Um estudo do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) em 2024 aponta que 455.621 entregadores atuam por meio de aplicativos no Brasil. Desse total, 75% afirmam que querem continuar atuando com os aplicativos.

A pesquisa também mostra que essa atividade é a única remunerada para 54%, um pequeno aumento em relação a 2022, quando era 52%. Entre os motivos apontados pela atuação exclusiva, a maior parte afirma ser melhores ganhos (48%), seguido por mais autonomia e flexibilidade (24%).

A mostra também destacou que a renda média mensal líquida dos entregadores gira entre R$ 2.669 a R$ 3.581, o que corresponde de R$ 17 a R$ 22 líquidos por hora.

LEIA MAIS

Keeta entra no delivery brasileiro de olho nos pequenos restaurantes

Meituan x iFood: quem vai vencer a guerra do delivery?

Entrada da Amazon na operação da Rappi coloca gigante do e-commerce mais perto do cliente

Como a DHL lida com picos de vendas da Black Friday, Natal e das plataformas asiáticas

 

IMAGEM: Rovena Rosa/Agência Brasil

" ["publish_date"]=> string(19) "2025-10-14 08:30:00" ["created"]=> string(19) "2025-08-19 11:01:54" ["created_by"]=> string(4) "5697" ["modified"]=> string(19) "2026-03-31 13:55:00" ["modified_by"]=> NULL ["fix"]=> string(1) "1" ["priority"]=> string(1) "0" ["publisher_id"]=> string(3) "366" ["category_id"]=> string(2) "15" ["status"]=> string(1) "1" ["slug"]=> string(81) "restaurantes-oferecem-estrutura-para-motoboys-com-agua-comida-e-ponto-de-descanso" ["d_e_l_e_t_"]=> string(1) "0" ["pic_small"]=> string(98) "public/upload/gallery/thumb258x167/motoboy-entregador-capacete-foto-rovena-rosa-agencia-brasil.jpg" ["pic_large"]=> string(98) "public/upload/gallery/thumb258x167/motoboy-entregador-capacete-foto-rovena-rosa-agencia-brasil.jpg" ["views"]=> string(4) "3680" ["type"]=> string(1) "0" ["ref_link"]=> string(0) "" ["analised_date"]=> NULL ["analised_by"]=> NULL ["analised"]=> string(1) "0" ["order"]=> string(1) "0" ["old_slug"]=> string(82) "restaurantes-oferecem-estrutura-para-motoboys-com-agua-comida-e-pontos-de-descanso" ["pic_large_embed"]=> string(1) "1" ["meta_description"]=> string(0) "" ["horario_att"]=> string(19) "2026-03-31 12:00:02" ["meta_keywords"]=> string(0) "" ["google"]=> string(3) "449" ["dcnews"]=> NULL ["category"]=> array(15) { ["id"]=> string(2) "15" ["title"]=> string(7) "Gestão" ["slug"]=> string(6) "gestao" ["color"]=> string(6) "3999D3" ["created"]=> NULL ["modified"]=> string(19) "2017-06-01 12:31:56" ["category_id"]=> NULL ["d_e_l_e_t_"]=> string(1) "0" ["category_owner_id"]=> string(1) "1" ["level"]=> string(1) "1" ["meta_description"]=> string(0) "" ["meta_keywords"]=> string(0) "" ["color_sec"]=> string(6) "FFFFFF" ["old_slug"]=> NULL ["parent"]=> NULL } ["publisher"]=> array(8) { ["id"]=> string(3) "366" ["name"]=> string(17) "Márcia Rodrigues" ["description"]=> string(0) "" ["status"]=> string(1) "1" ["d_e_l_e_t_"]=> string(1) "0" ["slug"]=> string(16) "marcia-rodrigues" ["display"]=> string(1) "0" ["pic"]=> NULL } ["_publish_date"]=> string(11) "14/Out/2025" ["_indirect_route"]=> string(98) "categoria/gestao/restaurantes-oferecem-estrutura-para-motoboys-com-agua-comida-e-ponto-de-descanso" ["_direct_route"]=> string(92) "publicacao/restaurantes-oferecem-estrutura-para-motoboys-com-agua-comida-e-ponto-de-descanso" ["_direct_old_route"]=> string(93) "publicacao/restaurantes-oferecem-estrutura-para-motoboys-com-agua-comida-e-pontos-de-descanso" ["_route"]=> string(98) "categoria/gestao/restaurantes-oferecem-estrutura-para-motoboys-com-agua-comida-e-ponto-de-descanso" ["_old_route"]=> string(99) "categoria/gestao/restaurantes-oferecem-estrutura-para-motoboys-com-agua-comida-e-pontos-de-descanso" ["_cat_route"]=> string(16) "categoria/gestao" ["_indirect_old_route"]=> string(99) "categoria/gestao/restaurantes-oferecem-estrutura-para-motoboys-com-agua-comida-e-pontos-de-descanso" ["thumbImg"]=> string(124) "public/upload/gallery/thumb258x167/thumb258x167/motoboy-entregador-capacete-foto-rovena-rosa-agencia-brasil_thumb258x167.jpg" } [5]=> array(41) { ["id"]=> string(6) "128231" ["title"]=> string(70) "Como preparar a loja e a vitrine para a estação mais colorida do ano" ["preview"]=> string(161) "A primavera pede cores claras e iluminação que simule a luz do sol nos estabelecimentos, além da incorporação de elementos naturais, como flores e folhagens" ["article"]=> string(8049) "

A primavera é uma estação importante para o varejo de moda. O clima mais quente, a variedade de cores e a vontade de renovar o guarda-roupa fazem o consumidor buscar novidades, o que reflete diretamente no movimento das lojas. Especialistas explicam como preparar vitrine, ambientação e estratégias de vendas para aproveitar ao máximo esse período.

Hoje, o cliente chega ao ponto de venda muito mais preparado. “Ele pesquisou referências no Instagram, salvou peças no TikTok e comparou preços em marketplaces”, explica Cecília Rapassi, consultora especialista em moda e professora de Fashion Business na Faap. Por isso, a loja física precisa ir além da simples exposição de produtos.

Segundo ela, a vitrine deve funcionar como mídia: impactante, clara e, de preferência, instagramável, com cores intensas e elementos que dialoguem com a linguagem digital, reforça Cecília. A integração entre físico e online também ganha força com recursos como QR Codes que direcionam para o e-commerce, displays digitais e provadores com iluminação ajustável, segundo ela.

“Criar uma experiência phygital (física e digital) é o ponto alto do momento”, reforça a consultora, lembrando que marcas já utilizam ferramentas como a Doris AI para integrar vitrine e experiência digital.

Primavera aquece movimento nas lojas

A estação também é marcada por uma mudança no comportamento do consumidor. “As clientes ficam mais dispostas a renovar o guarda-roupa. Observamos um aumento no fluxo de pessoas, especialmente nos finais de semana, e as mulheres demonstram mais interesse em experimentar peças novas. Há uma energia diferente no ar. As clientes passam mais tempo na loja, fazem mais perguntas sobre combinações e mostram-se mais abertas a investir em peças coloridas e estampadas”, observa Gisele Gomes, CEO da marca feminina Friga.

Ela conta que aumenta o fluxo de pessoas, especialmente aos finais de semana, e que há maior abertura para experimentar cores e estampas.

Na mesma linha, Mariana Ribeiro, dona de uma loja que leva seu nome em Santo André (SP), diz que o aquecimento do clima impulsiona as vendas. “As pessoas compram roupas no início do inverno, depois ficam um tempo reclusas e somente no início da primavera, quando o tempo começa a esquentar, voltam às compras.”

Peças e cores que dominam a estação

Os vestidos, especialmente os modelos midi e curtos em tecidos leves, são protagonistas nesta época, segundo Gisele. Blusas frescas, saias fluidas, pantalonas e blazers leves também ganham destaque, assim como bolsas coloridas, sandálias e bijuterias delicadas. Nas estampas e cores, o floral, as listras e tons como coral, amarelo e verde menta lideram, destaca a empresária.

Na loja de Mariana, conjuntos estão entre os mais procurados. “Short com camisa, calça com regatinha. Conjuntos de forma geral serão destaque nesta estação”, detalha a comerciante, que aposta nas candy colors — como amarelo, azul claro e verde claro.

Como montar uma vitrine irresistível

Para Gisele, a vitrine de primavera deve transmitir renovação e frescor. Tons pastéis com toques vibrantes, flores e folhagens ajudam a criar conexão com a estação. “A iluminação deve simular a luz natural do sol e os looks precisam mostrar a versatilidade das peças”, recomenda.

Já Mariana gosta de trazer elementos naturais e criativos: “Este ano eu vou usar vasos de kalanchoe para colorir a vitrine, mas já usei margaridas e outras espécies de flores para decorar. Cada ano a gente inventa alguma coisa.”

O que destacar

Composição: incorpore elementos naturais como flores e folhagens para criar uma conexão com a estação;

Luz: a iluminação deve ser clara, simulando a luz natural do sol;

Explore as novidades: monte combinações completas que mostram a versatilidade das peças para usar em diferentes ambientes e situações do dia a dia, sempre destacando o que há de melhor na nova coleção;

Use acessórios: invista nos acessórios para completar o leque de opções para o cliente;

Instagramável: invista em um espaço instagramável na composição da vitrine ou de parte da loja. Isso gera engajamento nas redes sociais.

Loja ganha ambiente vibrante e floral

Além da vitrine, toda a atmosfera da loja precisa acompanhar o espírito da estação. Na Friga, a decoração substitui os tons fechados do inverno por cores claras e vibrantes, flores e materiais naturais. A música e até o perfume do ambiente também mudam para algo mais fresco e energizante, comenta Gisele.

Mariana destaca que, neste ano, prepara uma decoração especial para a parte interna da loja também, mas ainda não definiu os detalhes.

Promoções e ações para atrair clientes

Estratégias promocionais também ajudam a aquecer as vendas. A Friga inicia a primavera com liquidação do inverno e depois lança campanhas como “Renove seu Guarda-Roupa”, com descontos progressivos, além de promoções para conjuntos e vantagens na primeira compra da estação.

Na loja de Mariana, o destaque é o coquetel de lançamento de coleção, realizado a cada virada de estação.

Digital como aliado

As redes sociais são fundamentais nesse período. Na Friga, os conteúdos digitais incluem reels de styling, tutoriais de transição do inverno para a primavera, lookbooks temáticos e parcerias com influenciadoras locais. “Incentivamos também o conteúdo gerado pelo cliente com hashtags próprias”, explica Gisele.

Já a loja de Mariana adota uma estratégia mais pontual, focada em divulgar as novidades quando as coleções viram, sem ações exclusivas da primavera.

Expectativas para as vendas

Segundo Mariana Ribeiro, a primavera representa a segunda melhor estação em faturamento, perdendo apenas para o verão. Ela espera um aumento de 10% nas vendas em relação ao ano anterior, apesar de reconhecer um cenário instável.

Mas o economista Ulisses Ruiz De Gamboa, da Associação Comercial de São Paulo, faz um alerta: o varejo enfrenta desaceleração desde abril, com vendas crescendo menos do que no ano passado. “O cenário é de juros altos e menor crescimento de renda e emprego”, pontua.

LEIA MAIS

Em SP, abre mais loja do que fecha. Shoppings ampliam cobrança de luvas

Netshoes aposta no 'fisital' para se aproximar dos clientes

O que o Pinterest aponta como tendência para 2025

Grifes apostam na moda do cafezinho de luxo

Glossário do Empreendedor: o que é Slow Fashion?

 

IMAGEM: Mariana Ribeiro/divulgação

" ["publish_date"]=> string(19) "2025-09-25 08:03:00" ["created"]=> string(19) "2025-09-25 08:05:37" ["created_by"]=> string(4) "5697" ["modified"]=> string(19) "2026-03-31 14:09:24" ["modified_by"]=> NULL ["fix"]=> string(1) "1" ["priority"]=> string(1) "0" ["publisher_id"]=> string(3) "366" ["category_id"]=> string(2) "15" ["status"]=> string(1) "1" ["slug"]=> string(68) "como-preparar-a-loja-e-a-vitrine-para-a-estacao-mais-colorida-do-ano" ["d_e_l_e_t_"]=> string(1) "0" ["pic_small"]=> string(96) "public/upload/gallery/magens-2025/dcomercio-vitrine2-primavera-loja-mariana-ribeiro-divulgao.jpg" ["pic_large"]=> string(96) "public/upload/gallery/magens-2025/dcomercio-vitrine2-primavera-loja-mariana-ribeiro-divulgao.jpg" ["views"]=> string(4) "1805" ["type"]=> string(1) "0" ["ref_link"]=> string(0) "" ["analised_date"]=> NULL ["analised_by"]=> NULL ["analised"]=> string(1) "0" ["order"]=> string(1) "0" ["old_slug"]=> NULL ["pic_large_embed"]=> string(1) "1" ["meta_description"]=> string(0) "" ["horario_att"]=> string(19) "2026-03-31 12:00:02" ["meta_keywords"]=> string(0) "" ["google"]=> string(3) "383" ["dcnews"]=> NULL ["category"]=> array(15) { ["id"]=> string(2) "15" ["title"]=> string(7) "Gestão" ["slug"]=> string(6) "gestao" ["color"]=> string(6) "3999D3" ["created"]=> NULL ["modified"]=> string(19) "2017-06-01 12:31:56" ["category_id"]=> NULL ["d_e_l_e_t_"]=> string(1) "0" ["category_owner_id"]=> string(1) "1" ["level"]=> string(1) "1" ["meta_description"]=> string(0) "" ["meta_keywords"]=> string(0) "" ["color_sec"]=> string(6) "FFFFFF" ["old_slug"]=> NULL ["parent"]=> NULL } ["publisher"]=> array(8) { ["id"]=> string(3) "366" ["name"]=> string(17) "Márcia Rodrigues" ["description"]=> string(0) "" ["status"]=> string(1) "1" ["d_e_l_e_t_"]=> string(1) "0" ["slug"]=> string(16) "marcia-rodrigues" ["display"]=> string(1) "0" ["pic"]=> NULL } ["_publish_date"]=> string(11) "25/Set/2025" ["_indirect_route"]=> string(85) "categoria/gestao/como-preparar-a-loja-e-a-vitrine-para-a-estacao-mais-colorida-do-ano" ["_direct_route"]=> string(79) "publicacao/como-preparar-a-loja-e-a-vitrine-para-a-estacao-mais-colorida-do-ano" ["_route"]=> string(85) "categoria/gestao/como-preparar-a-loja-e-a-vitrine-para-a-estacao-mais-colorida-do-ano" ["_cat_route"]=> string(16) "categoria/gestao" ["_indirect_old_route"]=> NULL ["thumbImg"]=> string(122) "public/upload/gallery/magens-2025/thumb258x167/dcomercio-vitrine2-primavera-loja-mariana-ribeiro-divulgao_thumb258x167.jpg" } [6]=> array(43) { ["id"]=> string(6) "128157" ["title"]=> string(79) "Marisa Maiô é estrela da nova era da publicidade. Ela pode ajudar sua empresa" ["preview"]=> string(169) "A apresentadora carismática e sarcástica é um avatar criado com auxílio da inteligência artificial e já foi ‘contratada’ por gigantes como Magazine Luiza e OLX" ["article"]=> string(10897) "

Uma apresentadora com humor ácido e aparência televisiva retrô, criada por inteligência artificial, dominou as redes sociais em junho de 2025. Marisa Maiô, desenvolvida pelo produtor Raony Phillips, viralizou em poucos dias, somou milhões de visualizações e atraiu contratos de grandes marcas como Magazine Luiza e OLX.

O fenômeno, segundo especialistas, não é apenas mais um caso de viral na internet: ele sinaliza uma transformação estrutural no marketing digital e na forma como brasileiros consomem mídia e autenticidade online.

Vale lembrar que a ferramenta usada para criar Marisa, o Google Veo, opera em um modelo pay-per-use com custos da ordem de US$ 0,50 (aproximadamente, R$ 2,75) por segundo de vídeo gerado. Isso significa que criadores individuais, com forte visão narrativa, podem competir com produções que antes exigiriam orçamentos milionários.

Avatar e a maturidade digital

Marisa Maiô surgiu em um momento em que ferramentas de IA generativa se tornaram mais acessíveis. Para Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação, esse acesso “desbloqueia criatividade” e explica a explosão de formatos como o de Marisa, que conseguiu ocupar um espaço que muitas vezes não pode ser preenchido por pessoas reais, especialmente no humor politicamente incorreto.

Segundo Daniel Bichuetti, especialista em inteligência artificial, o caso representa “um ponto de inflexão na maturidade digital do Brasil”, unindo tecnologia acessível e uma cultura criativa efervescente. O público brasileiro, diz ele, mostrou “sofisticação” ao consumir a novidade, mas também mantém desconfiança quando o assunto é recomendação comercial.

Brasileiro gosta de personagem fictício

A resposta está na cultura. “Marisa brinca com o humor brasileiro, ironiza a vida cotidiana e resgata a estética debochada dos programas de auditório [dos anos de 1980 e 1990]. É nesse espelhamento cultural que o público se enxerga”, analisa Elaine Coimbra, vice-presidente de comunicação da Abria.

Alline Dauroiz, professora da ESPM, reforça que não se trata de uma ruptura. “Aqui no Brasil, sempre tivemos uma aceitação maior de personagens fictícios. Há quase 30 anos, a maior apresentadora do país [Ana Maria Braga] interage com um papagaio na TV. O que importa é a narrativa e a proximidade cultural.”

As vantagens e os riscos para as marcas

Para as empresas, os avatares oferecem vantagens evidentes: controle total, escalabilidade e eficiência. “Avatares não cansam, não pedem cachê extra, não se envolvem em polêmicas e entregam previsibilidade”, resume Elaine.

A cientista de dados da Air Alexsandra Silva destaca ainda a “velocidade de produção e o alinhamento com as Gerações Z e Alpha, que enxergam nessas figuras digitais uma extensão natural da comunicação”.

Mas os riscos acompanham o hype (um grande e repentino entusiasmo ou expectativa em torno de um produto, serviço, evento ou pessoa, gerado por publicidade, divulgação e o boca a boca). O crescimento de deepfakes maliciosos e a ausência de regulamentação clara podem corroer a confiança. Bichuetti alerta para o chamado “vale da estranheza”, quando avatares tentam ser realistas demais e geram rejeição. Já Igreja lembra da possibilidade de perda de controle narrativo: “Quem garante que os criadores não mudem radicalmente o discurso de uma personagem? Esse é um risco para as marcas”.

Autenticidade no mundo sintético

Se avatares não são pessoas reais, como geram conexão emocional? Para Alexsandra, a resposta está no design: “eles são criados já com a finalidade de engajamento, incorporando valores e características da empresa”.

Alline explica o fenômeno pela ótica das relações parassociais: “sabemos que é ilusão, mas nosso cérebro vive no imaginário. O que define o que é real é a nossa experiência emocional, e isso os avatares conseguem acionar”.

Bichuetti acrescenta que a autenticidade na mídia sintética não vem de parecer humano, mas de assumir sua artificialidade. “Marisa é transparente sobre ser um avatar e transforma até as falhas da IA em humor. É isso que gera confiança.”

Humanos x avatares: disputa ou parceria?

Os especialistas ouvidos pela reportagem não acreditam em substituição total de pessoas. “Avatares somam, não substituem. Humanos trazem empatia e autenticidade insubstituíveis”, afirma Elaine.

Alline, porém, observa que a disputa por verbas já começou: “o orçamento antes destinado apenas a influenciadores humanos passa agora a ser dividido. É um mercado híbrido e competitivo”.

Bichuetti vê nesse modelo complementar a força do futuro: “o cenário mais poderoso é o híbrido, em que humanos constroem credibilidade e avatares garantem escala”.

País é aberto ao humor e inovação

A velocidade de monetização impressiona. “A trajetória de Marisa, do viral à publicidade em poucos dias, estabelece um novo benchmark de agilidade. As marcas precisarão responder em tempo real a fenômenos culturais”, analisa Bichuetti.

Para Alline, o movimento pode até aliviar criadores humanos: “Muitos influenciadores sofrem pressão de nunca se ausentar das redes. Avatares podem assumir essa função em períodos de descanso, preservando a saúde mental dos creators”.

Já Elaine vê no Brasil um pioneiro global: “Nossa cultura aberta ao humor e à inovação digital pode colocar o país na vanguarda do uso de personagens virtuais”.

Quem regula esse novo mercado?

A questão regulatória aparece como um dos pontos mais críticos. “Sem regras claras, a confiança do público pode ir para o ralo”, alerta Elaine.

O advogado Hélio Moraes lembra que o Projeto de Lei nº 2.338/23 já discute direitos autorais e transparência no uso de IA. Ele aponta para disputas internacionais, como a da Disney contra empresas de IA, e afirma que marcas precisam adotar rigorosos critérios de licenciamento e origem. “É fundamental respeitar a propriedade intelectual e preservar a confiança do público, sem travar a inovação.”

Um espelho do Brasil digital

No fim, Marisa Maiô é mais do que um avatar engraçado: é um espelho da relação entre cultura, tecnologia e consumo no Brasil. Como resume Alline, “o público quer narrativas autênticas e divertidas, não importa se vêm de humanos, memes ou avatares. O que está em jogo não é a sofisticação tecnológica, mas a capacidade de criar vínculos reais em um mundo cada vez mais sintético”.

Quanto custa?

Bichuetti acredita que, para pequenas e médias empresas, investimentos na faixa de R$ 5 mil a R$ 50 mil já viabilizam avatares funcionais com personalização moderada. Esses valores são comparáveis ou inferiores aos de campanhas com micro-influenciadores humanos, mas com a vantagem do uso perpétuo do ativo digital. Ferramentas avançadas como o Google Veo, com seu custo variável por segundo de vídeo, também permitem um controle granular do orçamento.

No topo da pirâmide, soluções enterprise, que envolvem a criação de avatares hiper-realistas e personalizados, ainda demandam investimentos significativos, que podem variar de R$ 500 mil a mais de R$ 5 milhões, segundo Bichuetti. Empresas brasileiras como a Biobots atuam neste segmento de alta gama, desenvolvendo avatares sob medida para celebridades e grandes marcas.

Como usar avatares de IA sem perder a autenticidade

Os avatares de IA podem ser aliados poderosos de marcas e empreendedores, desde que usados com estratégia e transparência. Veja as recomendações:

- Defina o objetivo antes da tecnologia

A IA não deve ser usada apenas pelo hype. “É preciso entender se o avatar vai entreter, educar, prestar serviço ou vender. Só assim a tecnologia faz sentido dentro da estratégia de comunicação”, explica Alline.

- Assuma a artificialidade

Tentar imitar um ser humano pode gerar rejeição. “Avatares funcionam melhor quando são transparentes sobre sua natureza sintética e exploram isso com humor ou criatividade”, diz Daniel.

- Mantenha o controle narrativo

Como lembra Igreja, a liberdade de criação também pode ser um risco: “É essencial garantir que o personagem siga valores e limites claros, para evitar mudanças de discurso que prejudiquem a marca”.

- Combine humano e avatar

O modelo híbrido é o mais poderoso. Avatares garantem escala, constância e inovação, enquanto pessoas reais oferecem empatia e credibilidade. “Um não substitui o outro: eles se complementam”, afirma Elaine.

- Preste atenção à regulamentação

O uso de vozes, imagens e roteiros gerados por IA pode esbarrar em direitos autorais e propriedade intelectual. “É fundamental licenciar conteúdos e ter critérios de transparência, preservando a confiança do público”, alerta Moraes.

- Teste, meça e ajuste

Como em qualquer estratégia digital, a performance deve ser acompanhada de perto. O público pode reagir bem a uma proposta mais cômica ou preferir uma abordagem informativa. “A vantagem da IA é justamente a rapidez na experimentação”, observa a cientista de dados Alexsandra.

LEIA MAIS

Entenda como a tecnologia de gêmeos digitais pode ajudar sua empresa

Tupperware se reinventa com live commerce e chegada da primeira loja física no Brasil

 

IMAGEM: reprodução 

" ["publish_date"]=> string(19) "2025-09-10 08:15:00" ["created"]=> string(19) "2025-09-10 08:17:59" ["created_by"]=> string(4) "5697" ["modified"]=> string(19) "2026-03-31 14:10:35" ["modified_by"]=> NULL ["fix"]=> string(1) "1" ["priority"]=> string(1) "0" ["publisher_id"]=> string(3) "366" ["category_id"]=> string(2) "18" ["status"]=> string(1) "1" ["slug"]=> string(76) "marisa-maio-e-estrela-da-nova-era-da-publicidade-ela-pode-ajudar-sua-empresa" ["d_e_l_e_t_"]=> string(1) "0" ["pic_small"]=> string(80) "public/upload/gallery/magens-2025/dcomercio-marisa-maio-avatar-ia-reproducao.jpg" ["pic_large"]=> string(80) "public/upload/gallery/magens-2025/dcomercio-marisa-maio-avatar-ia-reproducao.jpg" ["views"]=> string(4) "7106" ["type"]=> string(1) "0" ["ref_link"]=> string(0) "" ["analised_date"]=> NULL ["analised_by"]=> NULL ["analised"]=> string(1) "0" ["order"]=> string(1) "0" ["old_slug"]=> string(78) "marisa-maio-e-a-estrela-da-nova-era-da-publicidade-ela-pode-ajudar-sua-empresa" ["pic_large_embed"]=> string(1) "1" ["meta_description"]=> string(0) "" ["horario_att"]=> string(19) "2026-03-31 12:00:02" ["meta_keywords"]=> string(0) "" ["google"]=> string(4) "1392" ["dcnews"]=> NULL ["category"]=> array(15) { ["id"]=> string(2) "18" ["title"]=> string(10) "Tecnologia" ["slug"]=> string(10) "tecnologia" ["color"]=> string(6) "6CADC9" ["created"]=> NULL ["modified"]=> string(19) "2017-03-30 15:45:20" ["category_id"]=> NULL ["d_e_l_e_t_"]=> string(1) "0" ["category_owner_id"]=> string(1) "1" ["level"]=> string(1) "1" ["meta_description"]=> string(0) "" ["meta_keywords"]=> string(0) "" ["color_sec"]=> string(6) "FFFFFF" ["old_slug"]=> NULL ["parent"]=> NULL } ["publisher"]=> array(8) { ["id"]=> string(3) "366" ["name"]=> string(17) "Márcia Rodrigues" ["description"]=> string(0) "" ["status"]=> string(1) "1" ["d_e_l_e_t_"]=> string(1) "0" ["slug"]=> string(16) "marcia-rodrigues" ["display"]=> string(1) "0" ["pic"]=> NULL } ["_publish_date"]=> string(11) "10/Set/2025" ["_indirect_route"]=> string(97) "categoria/tecnologia/marisa-maio-e-estrela-da-nova-era-da-publicidade-ela-pode-ajudar-sua-empresa" ["_direct_route"]=> string(87) "publicacao/marisa-maio-e-estrela-da-nova-era-da-publicidade-ela-pode-ajudar-sua-empresa" ["_direct_old_route"]=> string(89) "publicacao/marisa-maio-e-a-estrela-da-nova-era-da-publicidade-ela-pode-ajudar-sua-empresa" ["_route"]=> string(97) "categoria/tecnologia/marisa-maio-e-estrela-da-nova-era-da-publicidade-ela-pode-ajudar-sua-empresa" ["_old_route"]=> string(99) "categoria/tecnologia/marisa-maio-e-a-estrela-da-nova-era-da-publicidade-ela-pode-ajudar-sua-empresa" ["_cat_route"]=> string(20) "categoria/tecnologia" ["_indirect_old_route"]=> string(99) "categoria/tecnologia/marisa-maio-e-a-estrela-da-nova-era-da-publicidade-ela-pode-ajudar-sua-empresa" ["thumbImg"]=> string(106) "public/upload/gallery/magens-2025/thumb258x167/dcomercio-marisa-maio-avatar-ia-reproducao_thumb258x167.jpg" } [7]=> array(41) { ["id"]=> string(6) "128118" ["title"]=> string(80) "Brasil disputa protagonismo em IA verde com energia limpa e mercado em expansão" ["preview"]=> string(103) "Principal vantagem do país está no mix energético majoritariamente renovável, apontam especialistas" ["article"]=> string(9343) "

Com quase 90% da eletricidade proveniente de fontes renováveis, como hidrelétrica, solar e eólica, o Brasil tem se consolidado como destino estratégico para a instalação de data centers de inteligência artificial (IA). O diferencial da matriz energética sustentável, aliado à escala de mercado e à conectividade internacional, tem atraído gigantes como Amazon e Microsoft, além de impulsionar novos projetos nacionais.

A principal vantagem do país está no mix energético. Segundo Ricardo Brandão, diretor de regulação da Abradee (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica), a matriz elétrica brasileira, majoritariamente renovável, garante uma operação de data centers com pegada de carbono muito menor que a média mundial. Isso é determinante para empresas que buscam cumprir metas de descarbonização.

Na mesma linha, Amanda Durante, CEO da iGreen, lembra que o fato de a maior parte da eletricidade brasileira vir de fontes renováveis é um diferencial gigantesco, porque os data centers têm uma pegada de carbono alta em outros países, enquanto aqui eles podem operar com energia de baixo impacto”.

Já Rafael Franco, CEO da Alphacode, destaca que o Brasil é um dos poucos países em que data centers podem ser construídos em escala sem grandes compensações ambientais, o que se torna “um ativo estratégico de reputação e compliance” para as big techs.

Impactos ambientais e mitigação

Franco explica que data centers consomem enormes quantidades de energia elétrica, não apenas para processamento, mas também para resfriamento, redundância e segurança de sistemas. Globalmente, eles já respondem por cerca de 2% a 3% do consumo de eletricidade. Quando movidos a fontes fósseis, isso gera emissões expressivas de CO2. “No caso do Brasil, a energia limpa reduz drasticamente esse impacto, tornando o país um dos poucos locais em que o crescimento do setor pode ocorrer de forma sustentável.”

Fernanda Belchior, diretora da Elea Data Centers, explica que em países com matriz fóssil há necessidade de altos investimentos para migrar para fontes limpas. No Brasil, porém, a infraestrutura já é naturalmente renovável, tornando os projetos mais sustentáveis e alinhados ao Acordo de Paris e metas Net Zero.

Segundo Ricardo Rondino, do Rondino Megale Advogados, a abundância hídrica brasileira também é um diferencial: “sistemas de resfriamento dependem desse recurso para garantir o funcionamento estável e eficiente dos servidores”. Isso reduz riscos operacionais e ambientais em comparação com regiões com escassez de água.

Mercado em expansão e geração de empregos

O impacto não é apenas ambiental, mas também econômico. Amanda lembra que investimentos em infraestrutura geram empregos diretos e indiretos, além de deixar “um legado de conhecimento, estimulando inovação e capacitação tecnológica”.

Franco reforça que o efeito se espalha por toda a cadeia: “empresas de software, segurança, refrigeração, energia, construção civil e logística se beneficiam”.

Expansão exige equilíbrio com infraestrutura

Mas há ponderações. Rondino observa que, embora a fase de obras mobilize investimentos e empregos, a operação rotineira dos data centers demanda pouca mão de obra, limitando a geração de postos permanentes. Para ampliar os benefícios, ele defende políticas de incentivo à formação profissional e ao desenvolvimento de cadeias produtivas digitais no entorno.

Fernanda lembra que o Brasil é o único país do G20 que tem uma matriz energética predominantemente renovável, após duas décadas de incentivos. “E os data centers podem agora gerar demanda por essa energia limpa, colocando o país em posição de vantagem.”

Risco de pressão sobre o sistema elétrico

O crescimento acelerado dos projetos de data centers traz também desafios. Para Franco, existe risco de a alta demanda pressionar a infraestrutura de transmissão e distribuição se não houver planejamento.

Para Amanda, a pressão existe em qualquer país, mas o Brasil tem duas vantagens: sobra estrutural de geração e expansão acelerada de fontes renováveis, como a solar, que já saltou de 1,5% em 2019 para mais de 20% hoje. “Se houver planejamento, esse risco se transforma em alavanca de expansão.”

Brandão lembra que as distribuidoras já investem continuamente na modernização das redes, mas reforça que a integração entre setor elétrico, reguladores e investidores é essencial para garantir segurança energética sem encarecer tarifas. “É importante que os investimentos sejam planejados em conjunto, para que a conexão de data centers ocorra de forma segura, sem pressionar tarifas nem comprometer a qualidade do fornecimento aos demais consumidores. Nesse sentido, a integração entre agentes do setor e o ambiente regulatório estável são fundamentais para equilibrar a expansão da demanda com a segurança energética do país.”

Incentivos e políticas públicas

Para fortalecer a atratividade, o governo brasileiro discute o programa Redata, que prevê isenção de impostos sobre equipamentos, contrapartidas de uso de energia renovável e incentivo à instalação em polos de geração limpa, especialmente no Nordeste.

Franco pontua que uma boa estratégia seria descentralizar os polos tecnológicos, com estímulo a data centers regionais, criação de zonas francas digitais e incentivos para que as empresas se instalem em regiões com menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). “Também é fundamental fomentar a formação técnica fora dos grandes centros, por meio de parcerias público-privadas com escolas técnicas e universidades locais.”

Segundo Rondino, a política pode ser incorporada ao marco legal da IA e será decisiva para manter o país competitivo frente a vizinhos que já oferecem pacotes de incentivos mais ágeis.

Amanda complementa que a política nacional de data centers deve atrair até R$ 2 trilhões em investimentos na próxima década, movimentando cadeias produtivas como sistemas elétricos e equipamentos de resfriamento.

Hub regional de IA verde

Com um mercado interno robusto, conectividade internacional e abundância de energia limpa, os especialistas veem o Brasil com potencial para se consolidar como hub de IA verde.

Para Fernanda, o país já concentra 60% do mercado de data centers da América Latina e reúne condições únicas para expandir sua relevância global. Prova disso é o projeto Rio AI City, da Elea, que prevê a construção de um complexo de data centers no Parque Olímpico, no Rio de Janeiro, com capacidade inicial de 1,5 gigawatts e expansão para 3,2 gigawatts, com primeira entrega prevista para 2026.

Amanda reforça: “com os investimentos certos, o Brasil pode ser referência mundial em inteligência artificial alimentada por energia renovável”.

Potencial versus desafios tecnológicos

Rondino destaca que o país reúne vantagens naturais (clima, hidrografia, recursos energéticos renováveis, localização estratégica) e infraestrutura relevante, criando ambiente propício para atrair data centers de grande porte para hospedar soluções de IA. No entanto, transformar o Brasil em verdadeiro hub regional ou global da tecnologia associada à inteligência artificial depende não só desses pilares, mas também de investimentos contínuos em pesquisa, desenvolvimento e formação de talentos especializados.

“O domínio tecnológico efetivo e o treinamento de modelos de IA exigem esforços robustos em P&D e fomento à inovação, além do fortalecimento da colaboração entre empresas, universidades e polos de tecnologia. Assim, o país tem todas as condições para liderar regionalmente e disputar espaço global na hospedagem dos sistemas de IA, porém, vemos pouca ou quase nenhuma chance de sermos protagonistas do avanço tecnológico associado à IA.”

LEIA MAIS

COP 30: 'Observatório do Clima' vai apontar soluções para a agenda climática

Cidade de SP terá novo inventário arbóreo até 2027

 

 

IMAGEM: Freepik

" ["publish_date"]=> string(19) "2025-09-03 08:00:00" ["created"]=> string(19) "2025-09-02 16:21:02" ["created_by"]=> string(4) "5697" ["modified"]=> string(19) "2026-03-31 14:43:28" ["modified_by"]=> NULL ["fix"]=> string(1) "1" ["priority"]=> string(1) "0" ["publisher_id"]=> string(3) "366" ["category_id"]=> string(2) "19" ["status"]=> string(1) "1" ["slug"]=> string(79) "brasil-disputa-protagonismo-em-ia-verde-com-energia-limpa-e-mercado-em-expansao" ["d_e_l_e_t_"]=> string(1) "0" ["pic_small"]=> string(77) "public/upload/gallery/magens-2025/ia-itecnologia-sustentabilidade-freepik.jpg" ["pic_large"]=> string(77) "public/upload/gallery/magens-2025/ia-itecnologia-sustentabilidade-freepik.jpg" ["views"]=> string(4) "3704" ["type"]=> string(1) "0" ["ref_link"]=> string(0) "" ["analised_date"]=> NULL ["analised_by"]=> NULL ["analised"]=> string(1) "0" ["order"]=> string(1) "0" ["old_slug"]=> NULL ["pic_large_embed"]=> string(1) "1" ["meta_description"]=> string(0) "" ["horario_att"]=> string(19) "2026-03-31 12:00:02" ["meta_keywords"]=> string(0) "" ["google"]=> string(3) "486" ["dcnews"]=> NULL ["category"]=> array(15) { ["id"]=> string(2) "19" ["title"]=> string(16) "Sustentabilidade" ["slug"]=> string(16) "sustentabilidade" ["color"]=> string(6) "88B280" ["created"]=> NULL ["modified"]=> string(19) "2017-03-30 15:48:56" ["category_id"]=> NULL ["d_e_l_e_t_"]=> string(1) "0" ["category_owner_id"]=> string(1) "1" ["level"]=> string(1) "1" ["meta_description"]=> string(0) "" ["meta_keywords"]=> string(0) "" ["color_sec"]=> string(6) "FFFFFF" ["old_slug"]=> NULL ["parent"]=> NULL } ["publisher"]=> array(8) { ["id"]=> string(3) "366" ["name"]=> string(17) "Márcia Rodrigues" ["description"]=> string(0) "" ["status"]=> string(1) "1" ["d_e_l_e_t_"]=> string(1) "0" ["slug"]=> string(16) "marcia-rodrigues" ["display"]=> string(1) "0" ["pic"]=> NULL } ["_publish_date"]=> string(11) "03/Set/2025" ["_indirect_route"]=> string(106) "categoria/sustentabilidade/brasil-disputa-protagonismo-em-ia-verde-com-energia-limpa-e-mercado-em-expansao" ["_direct_route"]=> string(90) "publicacao/brasil-disputa-protagonismo-em-ia-verde-com-energia-limpa-e-mercado-em-expansao" ["_route"]=> string(106) "categoria/sustentabilidade/brasil-disputa-protagonismo-em-ia-verde-com-energia-limpa-e-mercado-em-expansao" ["_cat_route"]=> string(26) "categoria/sustentabilidade" ["_indirect_old_route"]=> NULL ["thumbImg"]=> string(103) "public/upload/gallery/magens-2025/thumb258x167/ia-itecnologia-sustentabilidade-freepik_thumb258x167.jpg" } [8]=> array(43) { ["id"]=> string(6) "128067" ["title"]=> string(95) "Estratégia Brics: até onde funciona o reposicionamento do Brasil diante da tensão com os EUA" ["preview"]=> string(158) "Exportações para o Brics cresceram significativamente em 2024 e há potencial para mais avanços. Mas será que o bloco substitui o mercado norte-americano?" ["article"]=> string(7413) "

Com a crescente tensão nas relações comerciais com os Estados Unidos, o Brasil tem buscado ampliar seus vínculos dentro do Brics, bloco que reúne Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e mais seis países. Os números recentes da balança comercial indicam movimentos relevantes, especialmente com Índia e Emirados Árabes, e especialistas avaliam as oportunidades e riscos desse reposicionamento.

A China mantém a liderança como principal destino das exportações brasileiras, mesmo registrando uma pequena retração em 2024, quando foram comercializados US$ 94,4 bilhões (queda de 9,5% frente a 2023), segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No primeiro semestre de 2025, as vendas ficaram em US$ 57,6 bilhões, queda de 6,7% em relação ao mesmo período de 2024.

As relações comerciais com os Emirados Árabes tiveram crescimento expressivo em 2024: US$ 4,5 bilhões (+43,7% na comparação com 2023). Porém, no primeiro semestre de 2025, o montante comercializado, US$ 1,9 bilhão, foi 34,4% inferior na comparação com igual período em 2024.

As exportações para a Índia também cresceram no ano passado. Totalizaram US$ 5,3 bilhões, alta de 12,5% em relação a 2023. No primeiro semestre de 2025, o aumento foi ainda mais expressivo: US$ 3,2 bilhões, 13,2% a mais do que em igual período do ano anterior.

No caso da África do Sul, em 2024 o Brasil exportou US$ 1,4 bilhão, 16% a menos do que em 2023. No primeiro semestre deste ano foram comercializados US$ 730,8 milhões, 12,9% a menos na comparação com igual período em 2024. Já em julho de 2025, o valor cresceu: R$ 167,3 milhões (33% a mais do que em igual período no ano passado).

Perfil dos mercados

Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, explica o desempenho da balança comercial com estes países. Lima avalia que, no caso da Índia, o movimento é estrutural, já que o país amplia a demanda por petróleo, óleos vegetais e produtos agroindustriais, consolidando-se como um mercado crescente.

Nos casos de Emirados Árabes e África do Sul, o desempenho recente sugere ajustes conjunturais, após picos de compras em 2024. A queda na China também tem forte componente conjuntural, ligada à oscilação de preços de soja e minério, além da desaceleração de sua economia. Ainda assim, a China continua sendo estruturalmente o principal parceiro do Brasil no bloco, e dificilmente isso mudará.

De acordo com Andréia Adami, pesquisadora do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) da USP (Universidade de São Paulo), outro país que promete ampliar as relações comerciais com o Brasil, não pela tensão com os EUA, mas sim pela guerra na Ucrânia, é a Rússia.

“O país é concorrente do Brasil na produção de carne e grãos, porém, por causa da guerra, ele está concentrando a sua produção em armas. Com isso, vem buscando suprir a demanda interna com produtos brasileiros”, ressalta Andréia.

Agro e energia: motores da relação comercial

A pauta do agronegócio segue central no relacionamento com os Brics. A China é a principal compradora de soja em grão, minério de ferro, petróleo e carne bovina brasileiros, diz Andreia, que acrescenta: “já faz alguns anos que 50% da carne bovina brasileira vai para a China”, o que mostra a relevância estrutural dessa parceria.

Além disso, a Índia se destaca pela forte demanda por óleo de soja, enquanto os Emirados Árabes têm buscado mais alimentos processados. A África do Sul, embora menos desenvolvida, é vista como mercado com potencial de crescimento, especialmente para o setor sucroenergético, ressalta Andréia.

Lima pontua que, além do agro, também se beneficiam os setores de petróleo e derivados, celulose, papel e o setor aeronáutico. Produtos manufaturados, como maquinário e químicos, têm registrado ganhos pontuais.

Força do Brics não substitui mercado dos EUA

Apesar do fortalecimento da agenda Brics, a diversificação não significa ruptura com os EUA. Para Lima, trata-se de uma estratégia de “multi alinhamento”: preservar os fluxos tradicionais com norte-americanos e União Europeia, ao mesmo tempo em que se aprofunda a relação com o bloco.

Na visão de Andréia, não se trata de um grupo criado para se opor aos EUA, mas de uma parceria que se consolidou de forma natural desde os anos 2000, conforme as relações comerciais se intensificaram.

Ainda assim, o analista da Ouro Preto alerta que dificilmente o Brasil deixará de depender do mercado norte-americano, especialmente em áreas como manufaturados, tecnologia e produtos de maior valor agregado. “O Brics funciona como amortecedor, mas não substitui integralmente o peso americano”, afirma.

Exportação de alimentos, energia e fertilizantes

Entre as oportunidades, Lima destaca a possibilidade de ampliar exportações de alimentos, energia e fertilizantes, além de nichos como alimentos processados no Golfo, químicos e manufaturados na Índia, carnes e celulose na China. Ele ressalta ainda o papel do Novo Banco de Desenvolvimento, que já aprovou financiamentos relevantes para projetos de energia renovável, saneamento e infraestrutura no Brasil.

Mas há riscos. O economista aponta que o Brasil pode enfrentar maior dependência de commodities, barreiras regulatórias nos países parceiros e desgaste diplomático com EUA e União Europeia. Além disso, gargalos logísticos e custos elevados de transporte marítimo ainda limitam a inserção em alguns mercados, sobretudo no caso de perecíveis, como pescado.

Acordos comerciais e regulatórios

Para equilibrar a aproximação com o Brics sem prejudicar as relações com EUA e União Europeia, Lima defende o pragmatismo: seguir negociando acordos de facilitação comercial e regulatórios com mercados tradicionais, enquanto expande as parcerias no Sul Global.

“É possível crescer em integração com o Brics sem abrir mão dos fluxos tradicionais. O desafio é não passar a imagem de alinhamento exclusivo”, conclui.

LEIA MAIS

Como driblar o tarifaço imposto por Trump no campo tributário?

As vítimas invisíveis do tarifaço

Tarifaço pode desconfigurar cadeia logística brasileira

Tarifaço de Trump: PME que demorar para reagir já perdeu o jogo

 

IMAGEM: Tomaz Silva/Agência Brasil

" ["publish_date"]=> string(19) "2025-08-26 08:00:00" ["created"]=> string(19) "2025-08-26 07:43:46" ["created_by"]=> string(4) "5697" ["modified"]=> string(19) "2026-03-31 12:31:45" ["modified_by"]=> NULL ["fix"]=> string(1) "1" ["priority"]=> string(1) "0" ["publisher_id"]=> string(3) "366" ["category_id"]=> string(2) "12" ["status"]=> string(1) "1" ["slug"]=> string(91) "estrategia-brics-ate-onde-funciona-o-reposicionamento-do-brasil-diante-da-tensao-com-os-eua" ["d_e_l_e_t_"]=> string(1) "0" ["pic_small"]=> string(109) "public/upload/gallery/magens-2025/dcomercio-brics-encontro-brasil-rj-2025-foto-tomaz-silva-agencia-brasil.jpg" ["pic_large"]=> string(109) "public/upload/gallery/magens-2025/dcomercio-brics-encontro-brasil-rj-2025-foto-tomaz-silva-agencia-brasil.jpg" ["views"]=> string(4) "2121" ["type"]=> string(1) "0" ["ref_link"]=> string(0) "" ["analised_date"]=> NULL ["analised_by"]=> NULL ["analised"]=> string(1) "0" ["order"]=> string(1) "0" ["old_slug"]=> string(86) "estrategia-brics-ate-onde-vai-o-reposicionamento-do-brasil-diante-da-tensao-com-os-eua" ["pic_large_embed"]=> string(1) "1" ["meta_description"]=> string(0) "" ["horario_att"]=> string(19) "2026-03-31 12:00:02" ["meta_keywords"]=> string(0) "" ["google"]=> string(3) "439" ["dcnews"]=> NULL ["category"]=> array(15) { ["id"]=> string(2) "12" ["title"]=> string(8) "Economia" ["slug"]=> string(8) "economia" ["color"]=> string(6) "EE756D" ["created"]=> NULL ["modified"]=> string(19) "2017-07-06 16:48:46" ["category_id"]=> NULL ["d_e_l_e_t_"]=> string(1) "0" ["category_owner_id"]=> string(1) "1" ["level"]=> string(1) "1" ["meta_description"]=> string(14) "minha economia" ["meta_keywords"]=> string(35) "economia, economizando, economizado" ["color_sec"]=> string(6) "FFFFFF" ["old_slug"]=> NULL ["parent"]=> NULL } ["publisher"]=> array(8) { ["id"]=> string(3) "366" ["name"]=> string(17) "Márcia Rodrigues" ["description"]=> string(0) "" ["status"]=> string(1) "1" ["d_e_l_e_t_"]=> string(1) "0" ["slug"]=> string(16) "marcia-rodrigues" ["display"]=> string(1) "0" ["pic"]=> NULL } ["_publish_date"]=> string(11) "26/Ago/2025" ["_indirect_route"]=> string(110) "categoria/economia/estrategia-brics-ate-onde-funciona-o-reposicionamento-do-brasil-diante-da-tensao-com-os-eua" ["_direct_route"]=> string(102) "publicacao/estrategia-brics-ate-onde-funciona-o-reposicionamento-do-brasil-diante-da-tensao-com-os-eua" ["_direct_old_route"]=> string(97) "publicacao/estrategia-brics-ate-onde-vai-o-reposicionamento-do-brasil-diante-da-tensao-com-os-eua" ["_route"]=> string(110) "categoria/economia/estrategia-brics-ate-onde-funciona-o-reposicionamento-do-brasil-diante-da-tensao-com-os-eua" ["_old_route"]=> string(105) "categoria/economia/estrategia-brics-ate-onde-vai-o-reposicionamento-do-brasil-diante-da-tensao-com-os-eua" ["_cat_route"]=> string(18) "categoria/economia" ["_indirect_old_route"]=> string(105) "categoria/economia/estrategia-brics-ate-onde-vai-o-reposicionamento-do-brasil-diante-da-tensao-com-os-eua" ["thumbImg"]=> string(135) "public/upload/gallery/magens-2025/thumb258x167/dcomercio-brics-encontro-brasil-rj-2025-foto-tomaz-silva-agencia-brasil_thumb258x167.jpg" } [9]=> array(41) { ["id"]=> string(6) "127918" ["title"]=> string(37) "Vale a pena abrir uma loja no metrô?" ["preview"]=> string(96) "Especialistas explicam quanto custa, como funciona e quais negócios têm mais chance de sucesso" ["article"]=> string(10227) "

Abrir uma loja no metrô é estar exatamente onde os consumidores estão: em movimento. Com um público constante e previsível, esse tipo de ponto comercial tem atraído desde marcas consolidadas até pequenos empreendedores em busca de visibilidade e conversão rápida. “Estar no metrô significa estar onde as pessoas estão”, resume Américo José, sócio-diretor da Cherto Consultoria.

O acesso ao espaço comercial varia conforme a região. Em muitos casos, o empreendedor precisa passar por um processo de licitação pública, como explica Lyana Bittencourt, CEO do Grupo Bittencourt: “os editais possuem prazos e condições específicas, onde o vencedor arca com aluguel, condomínio, taxas de publicidade e custos de adequação.”

Já nas linhas operadas pela plataforma de trilhos da Motiva (ex-CCR), o processo pode ser feito diretamente com a área comercial da empresa. Segundo João Pita, diretor da Motiva, “as contratações são realizadas conforme a disponibilidade de cada estação e o planejamento comercial previamente definido”. A concessionária oferece orientação sobre o fluxo de pessoas e realiza visitas técnicas com os interessados.

Valor do aluguel e custos operacionais

Os valores de aluguel variam bastante. Segundo Pita, a Motiva não divulga publicamente, pois dependem de fatores como localização, volume de clientes e tamanho do espaço. Além do aluguel, há custos como consumo de energia e água, taxa de condomínio, manutenção e limpeza das áreas comuns.

No caso da franquia Mikro Market, especializada em mercadinhos autônomos, o investimento inicial gira em torno de R$ 50 mil a R$ 60 mil para montar uma unidade dentro de uma estação do Metrô, enquanto em um condomínio residencial ou comercial, por exemplo, parte de R$ 40 mil, conforme o tamanho e a localização, diz Daniel Yazeji, sócio e diretor comercial da rede.

Que tipo de negócio funciona melhor?

Negócios com alto giro, ticket médio acessível e que ofereçam soluções práticas para o dia a dia são os mais indicados. “Alimentação rápida, bebidas, acessórios e serviços ágeis funcionam bem, assim como produtos de conveniência e compra por impulso”, destaca Lyana.

José acrescenta: conveniência, recarga de celular, serviços simples (como costura, chaveiro, conserto de celular) e produtos práticos para o dia a dia. “Também temos farmácias, clínica médica, serviço como sobrancelhas. O perfil ideal é de quem oferece praticidade, preço justo e atendimento ágil”, diz ele.

Pita diz que não há um perfil específico priorizado pela concessionária para atuar nas estações. Ele conta que existe um planejamento de mix para cada estação, de forma a garantir a sustentabilidade do negócio para os empreendedores. Em geral, ele inclui alimentação, serviços e oferta de produtos. “O segmento de alimentação costuma apresentar alto desempenho. No entanto, temos observado também bons resultados em farmácias e outros tipos de varejo, desde que inseridos em um mix adequado ao perfil da estação”, afirma ele.

A Nutty Bavarian, por exemplo, tem 165 unidades em operação em todo o país, seis delas em estações. A empresa aponta o alto fluxo como essencial para o sucesso. “Nosso produto é comprado por impulso. As estações são perfeitas para isso”, afirma André Novaes Farias, COO da marca.

No entanto, ele alerta que é preciso rever os processos aplicados nos quiosques para estas operações. “Há uma necessidade de ter processos mais rápidos para fazer a venda, isso porque essas pessoas estão com mais pressa, querem entrar rápido nos vagões, então, tivemos que nos adaptar e trabalhar com produtos pré-envasados. Nos aeroportos, por exemplo, o atendimento pode ser mais tranquilo.”

Como escolher a estação ideal

Nem sempre a estação mais movimentada é a melhor escolha. “É preciso entender o perfil do público, a renda, o estilo de vida e a rotina das pessoas que circulam ali”, explica Lyana. A recomendação é visitar o local em diferentes horários, conversar com lojistas e usar dados de geolocalização.

José, da Cherto Consultoria, ressalta que uma boa análise começa observando o entorno da estação: há escolas, faculdades, escritórios ou comércio popular? Isso indica o tipo de público que circula ali. Também é possível consultar dados de fluxo com a administração do metrô, além de observar o comportamento das pessoas.

Para marcas como a Nutty Bavarian, o ticket médio mais elevado exige uma análise ainda mais cuidadosa. “Precisamos avaliar bem o público que frequenta diariamente a estação e em qual bairro ela está localizada”, diz Novaes.

Há oportunidades em todas as linhas operadas pela Motiva, tanto imediatas quanto de curto e médio prazos, de acordo com Pita: Linhas 4, 5, 8 e 9, em São Paulo, Metrô Bahia e VLT do Rio. “Os malls comerciais das estações Vila Sônia (SP), Acesso Norte e Mussurunga (BA), além do TIG (RJ), representam conceitos recentes e oferecem alto fluxo de clientes e boas oportunidades de negócios”, diz o diretor da Motiva.

Quanto fatura uma loja no metrô?

O faturamento depende do tipo de negócio e da localização, mas o potencial é promissor. Uma unidade do Mikro Market instalada na estação Jardim Oceânico (RJ) fatura, em média, R$ 30 mil por mês, com lucro de até R$ 8 mil. Já a Nutty Bavarian relata um faturamento 22% superior nas lojas de metrô em comparação com unidades tradicionais, que faturam cerca de R$ 42 mil.

Desafios 

Apesar do alto fluxo, existem desafios estruturais e operacionais. Entre eles estão as limitações de espaço, as regras rígidas de funcionamento e o risco de interrupções no transporte público. “Estações muito movimentadas nem sempre garantem vendas. Baldeações estão cheias de pessoas apressadas que não prestam atenção no que é oferecido”, alerta Novaes.

Para lojas autônomas como o Mikro Market, o furto ainda é um ponto de atenção. “Não é possível operar 100% autônomo. Temos fiscais nas lojas para explicar e inibir roubos”, diz Yazeji.

Vale a pena para quem está começando?

Segundo especialistas, o metrô pode ser indicado tanto para marcas consolidadas quanto para negócios em crescimento estruturado. “O metrô não é nem exclusivo de iniciantes, nem exclusivo de consolidadas, mas de quem entende que estar ali exige eficiência operacional, branding cotidiano e agilidade de conversão”, afirma Lyana.

José complementa: “é uma boa forma de testar o negócio com menor investimento, especialmente em formatos como quiosques ou lojas compactas.”

Franqueados: presença física ainda faz diferença

Para atuar no metrô, o franqueado ideal é aquele que está presente e entende o funcionamento da operação. “Precisamos de franqueados que sejam operadores do negócio, que conheçam a rotina e saibam fazer os ajustes do dia a dia”, reforça Novaes.

No caso da Mikro Market, a experiência também conta. “Preferimos franqueados que já tiveram negócio, porque o ponto exige atenção e a marca fica muito exposta”, diz Yazeji.

Metrô como vitrine e laboratório de negócios

Mais do que ponto de venda, a estação de metrô pode ser um canal de branding. “Coloca a marca no cotidiano das pessoas, ampliando a lembrança sem depender de marketing externo”, destaca Lyana.

Além disso, o espaço pode funcionar como laboratório de consumo. “Permite entender como o cliente reage ao produto em momentos de deslocamento, o que é valioso para negócios que planejam expansão urbana”, completa a CEO do Grupo Bittencourt.

José concorda: “É um excelente canal para validar produtos e depois escalar o modelo para outros pontos.”

Pontos relevantes que o empreendedor deve considerar antes de escolher a estação, segundo Lyana:

- Mapear o fluxo e o perfil do público de cada estação (não são todos iguais);

- Entender horários de pico e se o produto atende ao consumidor nesses momentos;

- Verificar restrições operacionais (estoque, descarte de resíduos, horários de abastecimento);

- Avaliar se a marca tem um modelo de atendimento compatível com alta rotatividade e agilidade;

- Analisar o contrato de locação, que muitas vezes tem regras específicas em estações.

Nem sempre fluxo é igual a oportunidade: é preciso entender qual é o público que circula nas estações. Muitos se encantam com o número absoluto de passageiros, mas é preciso identificar se há aderência ao perfil do público-alvo da marca (renda, estilo de vida, rotina). Para isso, Lyana indica:

- Fazer contagem de fluxo em horários variados;

- Conversar com lojistas da estação para entender o comportamento do público;

- Usar dados de geolocalização e de renda média da região para estimar aderência.

LEI MAIS

Onde devo abrir minha loja? Estações de trem e metrô são opções

 

IMAGEM: Márcia Alves/Metrô SP

" ["publish_date"]=> string(19) "2025-07-30 07:55:00" ["created"]=> string(19) "2025-07-29 14:09:45" ["created_by"]=> string(4) "5697" ["modified"]=> string(19) "2026-03-31 14:06:37" ["modified_by"]=> NULL ["fix"]=> string(1) "1" ["priority"]=> string(1) "0" ["publisher_id"]=> string(3) "366" ["category_id"]=> string(2) "13" ["status"]=> string(1) "1" ["slug"]=> string(35) "vale-a-pena-abrir-uma-loja-no-metro" ["d_e_l_e_t_"]=> string(1) "0" ["pic_small"]=> string(87) "public/upload/gallery/imagens/dcomercio-metro-tatuape-202-foto-marcia-alves-metrosp.jpg" ["pic_large"]=> string(87) "public/upload/gallery/imagens/dcomercio-metro-tatuape-202-foto-marcia-alves-metrosp.jpg" ["views"]=> string(4) "6141" ["type"]=> string(1) "0" ["ref_link"]=> string(0) "" ["analised_date"]=> NULL ["analised_by"]=> NULL ["analised"]=> string(1) "0" ["order"]=> string(1) "0" ["old_slug"]=> NULL ["pic_large_embed"]=> string(1) "1" ["meta_description"]=> string(0) "" ["horario_att"]=> string(19) "2026-03-31 12:00:02" ["meta_keywords"]=> string(0) "" ["google"]=> string(4) "1847" ["dcnews"]=> NULL ["category"]=> array(15) { ["id"]=> string(2) "13" ["title"]=> string(9) "Negócios" ["slug"]=> string(8) "negocios" ["color"]=> string(6) "E3AC6B" ["created"]=> NULL ["modified"]=> string(19) "2017-03-30 15:46:38" ["category_id"]=> NULL ["d_e_l_e_t_"]=> string(1) "0" ["category_owner_id"]=> string(1) "1" ["level"]=> string(1) "1" ["meta_description"]=> string(0) "" ["meta_keywords"]=> string(0) "" ["color_sec"]=> string(6) "FFFFFF" ["old_slug"]=> NULL ["parent"]=> NULL } ["publisher"]=> array(8) { ["id"]=> string(3) "366" ["name"]=> string(17) "Márcia Rodrigues" ["description"]=> string(0) "" ["status"]=> string(1) "1" ["d_e_l_e_t_"]=> string(1) "0" ["slug"]=> string(16) "marcia-rodrigues" ["display"]=> string(1) "0" ["pic"]=> NULL } ["_publish_date"]=> string(11) "30/Jul/2025" ["_indirect_route"]=> string(54) "categoria/negocios/vale-a-pena-abrir-uma-loja-no-metro" ["_direct_route"]=> string(46) "publicacao/vale-a-pena-abrir-uma-loja-no-metro" ["_route"]=> string(54) "categoria/negocios/vale-a-pena-abrir-uma-loja-no-metro" ["_cat_route"]=> string(18) "categoria/negocios" ["_indirect_old_route"]=> NULL ["thumbImg"]=> string(113) "public/upload/gallery/imagens/thumb258x167/dcomercio-metro-tatuape-202-foto-marcia-alves-metrosp_thumb258x167.jpg" } } ["pagination"]=> array(6) { ["total"]=> int(39) ["pages"]=> float(3) ["page"]=> int(1) ["page_list"]=> array(4) { [0]=> float(0) [1]=> float(1) [2]=> float(2) [3]=> float(3) } ["first_page"]=> float(0) ["last_page"]=> float(3) } } -->

Indicadores Econômicos

Fator de Reajuste

indice
Dez
Jan
Fev
IGP-M
0,9895
0,9909
0,9733
IGP-DI
0,9880
0,9889
0,9709
IPCA
1,0426
1,0444
1,0381
IPC-Fipe
1,0383
1,0380
1,0354

Vídeos

Ordine, presidente da ACSP, faz balanço de sua gestão

Ordine, presidente da ACSP, faz balanço de sua gestão

Avança na Câmara a aprovação do novo limite do MEI e outros destaques do Diário do Comércio.

Pedro Guasti mostra como pequenos negócios podem vender no online

Feiras e Eventos