[AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DC NEWS]
A Costelata se define como “referência em inovação e praticidade, oferecendo proteínas premium que unem sabor autêntico, qualidade artesanal e tecnologia avançada”. Poderia ser apenas uma referência, mas é sua tradução. E uma prova disso foi a entrada no segmento de food service, com uma linha de costela, carne seca e frango desfiados, que impulsionou a produção. O volume de vendas cresceu de forma exponencial, passando de 1 tonelada para 90 toneladas em poucos meses. “A entrada no food service foi crucial para o crescimento acelerado da empresa”, afirmou a cofundadora e CEO, Isabella Fernandes, em entrevista à AGÊNCIA DC NEWS. “Ganhamos um nível de reconhecimento e exposição que seria impossível alcançar apenas no varejo.”
Conhecida pela carne bovina na lata, a Costelata – que tem como cofundadores o chef Charles Chiapetti e o empresário Fernando Fernandes – acaba de fazer dois anos de vida e já iniciou a expansão internacional. “Neste primeiro momento, nossas prioridades para exportação são o mercado asiático e a Arábia Saudita”, disse Isabella.
Ela afirma que a escolha se deve à “forte sinergia” dos produtos Costelata com os hábitos de consumo dessas regiões. Segundo a executiva, a demanda por proteína de qualidade e parceiros locais foram fatores essenciais. “São regiões que valorizam produtos com padrão premium, conveniência e processos rigorosos de qualidade, exatamente o que a Costelata entrega”, afirmou.
RECORDE – A carne brasileira já tem posição consolidada no mercado internacional. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) mostram que, em 2025, foram exportadas 3,5 milhões de toneladas, alta de 21% em relação ao ano anterior, totalizando US$ 18 bilhões, crescimento anual de 21%. Tanto em volume quanto em receita os valores foram recordes.
Mas trata-se ainda de uma exportação majoritariamente de carnes in natura. Por isso, produtos como os da Costelata abrem espaço em valor agregado, mirando o segmento de enlatados e congelados. A marca é a primeira do segmento de enlatados a receber o Selo Arte – certificado federal em parceria com secretarias estaduais que atesta que um produto alimentício foi produzido de forma artesanal.
NORDESTE – Apesar de o foco este ano ser a ascensão internacional, a empresa também busca ampliar presença no mercado interno. Atualmente, está em 12 estados e no Distrito Federal. “Acreditamos que o Nordeste será um dos nossos grandes motores de crescimento nos próximos anos”, disse Isabella. “Tanto pela demanda quanto pela afinidade com o perfil dos nossos produtos.” Segundo a executiva, a região possui forte cultura gastronômica e um mercado “muito receptivo a soluções de praticidade e alto rendimento”.
A CEO disse que a companhia vem se adaptando às demandas específicas de cada mercado em que passa a atuar. “Aprendemos a ajustar processos, ampliar capacidade, estruturar equipes e entregar consistência em escala. Tudo em ritmo intenso”, afirmou Isabella.