[DC NEWS TALKS #93]. Rodrigo Abreu, CEO da UP2Tech: "Itaú BBA avalia sobre IPO ou M&A da companhia"

  • Para 2026, companhia quer dobrar de tamanho e chegar a R$ 3 bilhões em faturamento. Empresa se prepara para entrar no mercado mexicano
  • Meta da UP2Tech é estar presente em 18 países da América Latina até 2030, além de operar nos Estados Unidos e no Canadá, com MELI e Amazon
Por Bruna Lencioni | Letícia Cassiano

[AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DC NEWS]
A UP2Tech é uma companhia brasileira fundada em 2014 especializada em vendas de eletrônicos. Entre os quatro maiores do segmento no Mercado Livre, é atualmente o seller número um do marketplace de marcas como LG, PlayStation, Nintendo e Vaio no país. É possível dizer que a UP2Tech ganhou tração nos últimos anos. De um faturamento de R$ 203 milhões em 2023 passou para R$ 505 milhões em 2024, ultrapassando R$ 1 bilhão ainda em outubro de 2025 e fechando o ano em R$ 1,5 bilhão, com mais de 1,5 milhão de produtos vendidos. A expectativa é encerrar 2026 com R$ 3 bilhões. A meta está estruturada em planejamento e expansão internacional. Com crescimento robusto e governança implantada, a companhia está sob análise para um possível próximo passo, que pode tornar este ‘bolo’ ainda maior e relevante. “Estamos mandatados pelo Itaú BBA para um provável IPO ou M&A”, afirmou em entrevista ao DC NEWS TALKS, o videocast da Agência DC NEWS.

Em um cenário de consolidação, juntar-se a uma gigante significaria ampliar poder de barganha com fornecedores e marketplaces, otimizar ainda mais sua estrutura logística, agora ancorada na DHL, e assumir protagonismo em múltiplos mercados. “Com o nosso tamanho, consigo negociar com as plataformas, os pequenos ficam mais restritos”, disse. A empresa tem em torno de 1,2 mil SKUs. A próxima fronteira é geográfica. A UP2Tech anunciou investimento de R$ 25 milhões para iniciar sua expansão internacional pelo México, escolhido após estudos de renda per capita, maturidade do e-commerce e potencial de consumo.

Segundo Abreu, o mercado mexicano não é tão maduro quanto o Brasil em desenvolvimento digital e bancarização, o que abre espaço para replicar o modelo construído aqui. O plano também envolve presença estruturada em uma zona de livre comércio no Texas, estado do sul dos Estados Unidos que faz fronteira com o México, para abastecer o Mercado Livre mexicano e, gradualmente, ampliar a atuação regional. Ao lado das gigantes MELI e Amazon, o Abreu quer estar presente em 18 países da América Latina até 2030, além de operar nos Estados Unidos e no Canadá. “Quero ser o maior parceiro em presença do Mercado Livre e operar em cinco países com a Amazon”, afirmou. Mais do que volume financeiro, o objetivo é capilaridade territorial.

A estruturação da logística com a DHL e as parcerias estratégicas dentro e fora do país surtiram efeito rápido na companhia. Para o CEO, o mais importante é manter o foco no que é prioritário. “Faturamento é ego, caixa que é importante. A fórmula mágica é: fornecedor, logística, dinheiro. Isso é controle”, disse o executivo. Para os pequenos, que estão nas plataformas, ele deixa um recado. “Logística precisa estar perfeita. E sem estoque fica mais difícil escalar.”

TECNOLOGIA – Paralelamente ao core de eletrônicos, a UP2Tech começou a diversificar as atividades da companhia com tecnologia aplicada. No agro, desenvolveu um brinco inteligente com conectividade 4G e certificação da Anatel para monitoramento de gado, permitindo controle de temperatura, movimentação e cerca virtual. “Esse produto pode, inclusive, transformar o boi em garantia fiduciária para operações de crédito”, disse o CEO, que patenteou a tecnologia. No segmento pet, a UP2Tech prepara o lançamento de um dispositivo conectado com rastreamento e coleta de dados de saúde, apostando em modelo de receita recorrente baseado em assinatura. Confira a entrevista. 

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