São Paulo, 14 de agosto de 2025 – O dólar opera próximo ao zero. O mercado ainda digere asmedidas de contingenciamento do governo brasileiro para diminuir os impactos causados pelo tarifaçonorte-americano.
Paralelo a isso, a alta de 0,9% do índice de preços ao produtor de julho (projeção de+0,2%), nos Estados Unidos, também repercute.
O economista-chefe do Banco Bmg, Flávio Serrano, explica que os dados norte-americanosimpactaram não apenas o real, mas as moedas em geral.
“De pano de fundo, o mercado segue analisando a reação do governo brasileiro ao tarifaço”,opina Serrano.
De acordo com a Ajax Asset, “lá fora, bolsas globais operam sem direcionamento claro. Destaquenas moedas para a apreciação de 0,6% no JPY, após fala de Scott Bessent de que espera que o Bancodo Japão suba os juros para controlar a inflação no país. O discurso pressionou ativos de riscona ásia. Por aqui, mercados devem acompanhar o exterior mais negativo, e piora do risco fiscal comas medidas recém anunciadas”.
“É necessário acompanhar se o impacto primário de R$ 10 bilhões estará sujeito àslimitações do arcabouço fiscal. O ideal seria não excluir tais valores do cômputo da meta, massim utilizar a banda de tolerância de 0,25% do PIB para absorver tais choques. Também não se podeexcluir um gasto da meta fiscal por meio de Medida Provisória”, avaliou a Ajax.
Por volta das 12h06 (horário de Brasília), o dólar comercial subia 0,03%, cotado a R$ 5,4025para venda. O dólar futuro, com vencimento em setembro, avançava 0,20%, a R$ 5.426,000.
O Dollar Index, que mede o comportamento da moeda norte-americana frente a uma cesta deunidades, subia 0,26%, a 98,09 pontos.
Paulo Holland / Safras News
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