São Paulo, 17 de dezembro de 2024 – O Ibovespa segue em alta firme, com sinal oposto às bolsasamericanas, sustentado pelas ações como receita atrelada ao dólar como exportadoras, decommodities, bancos e as de energia elétrica.
As ações da Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11) subiam 1,54% e 3,06%. Petrobras (PETR3 e PETR4)tinha alta de 1,64% e 0,97%. Equatorial (EQTL3) avançava 1,64%. Eletrobras (ELET6) subia 1,14%.Itaú (ITUB4) avançava 0,54%.
Às 14h35 (horário de Brasília), o principal índice da B3 subia 0,70%, aos 124.436,05 pontos.O Ibovespa futuro om vencimento em dezembro tinha ganho de 0,84%, aos 124.480 pontos. O girofinanceiro era de R$ 14,7 bilhões. Os índices operavam em queda.
Larissa Quaresma, analista da Empiricus Research disse que o bom desempenho da Bolsa estáatrelado aos ativos reais, que andam com as variáveis dominais como o câmbio.
“Esse pregão mostra muito bem o cenário de variáveis nominais disparando. Empresas que têmpoder de precificação, que repassam a inflação, receita atrelada ao câmbio. As exportadoras,companhias de energia elétrica indo muito bem, empresas de energia elétrica e bancos. À exceçãodo Bradesco que vem de um patamar de inadimplência maior e com a política de crédito maisagressiva”.
Apesar dessas ações com boa performance, Larissa ressalta que o ambiente doméstico maispreocupando influencia no pregão.
“A questão legislativa/política, o relatório do Tesouro Nacional de ontem mostrando que paraatingir a meta fiscal em 2026 vai precisar de receitas adicionais, algumas desidratações do pacotepelo lado do Congresso e novas normas da ANA estringindo as regras de reajuste de planos de saúdepara pequenas e medias empresa”.
Mais cedo, Beto Saadia, diretor de Investimentos da Nomos, comentou sobre a ata da últimareunião do Copom, na semana passada.
“O comitê sinaliza de forma clara que o Banco Central optou pela estratégia de um choque dejuros, em contraste com o gradualismo observado em comunicados anteriores; transmite a mensagem deuma decisão conjunta, ou seja, não abre espaço para eventuais divergências em relação àpostura rígida do BC. Isso evita especulações no mercado sobre uma possível leniência com ameta de inflação durante o próximo mandato de Galipolo [Gabriel Galípolo, futuro presidente doBC]”.
Soraia Budaibes – soraia.budaibes@cma.com.br (Safras News)
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