PIB no Brasil e payroll nos EUA; pesquisas eleitorais e operação Carbono Oculto merecem atenção

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São Paulo, 29 de agosto de 2025 – Após uma semana positiva, mas não tranquila, o mercadofinanceiro deve iniciar setembro de olho na divulgação do PIB no Brasil. As pesquisas eleitorais eos desdobramentos da operação Carbono Oculto devem seguir no radar, assim como o payrollnorte-americano, que deverá esclarecer um pouco mais quais serão os próximos passos da políticamonetária americana.

No Brasil, mesmo acima do esperado, o IPCA-15 indicou deflação e os dados do Caged vieram abaixodo mercado ao longo desta semana, reforçando o sentimento de que a política adotada pelo BancoCentral está dando resultados. Mesmo assim, ao longo da semana, o presidente do BC, GabrielGalípolo, reforçou o tom duro das suas falas recentes, indicando que a Selic deverá seguir altapor um tempo ainda prolongado.

O mercado encerra a semana e o mês na expectativa de que o início dos cortes se dê em dezembro. Aoperação Carbono Oculto, com resultados anunciados na quinta, apontou a entrada do PCC em açõesno setor de combustíveis, envolvendo cerca de mil postos, quatro usinas e mil caminhões. Segundodados divulgados, foram R$ 52 bilhões movimentados em quatro anos. A Polícia Federal identificou aatuação de fintechs e fundos de investimento na operação. A operação não abalou o mercado emtermos de desempenho. Ações de empresas distribuidoras, inclusive, subiram, respondendopositivamente.

No exterior, a probabilidade de corte de juros nos Estados Unidos em setembro – o Fed decide ofuturo da política monetária no dia 17 – segue prevalecendo após os dados do PIB e do índicePCE, divulgados na semana. Não houve surpresas e os investidores aguardam agora os dados do mercadode trabalho (payroll), que serão conhecidos na próxima semana.

Vale destacar a polêmica envolvendo a demissão da diretora do Fed, Lisa Cook, pelo presidenteDonald Trump e o desenrolar judiciário da questão. Preocupa os investidores que a ação de Trumpcoloque em xeque a independência e a credibilidade da autoridade monetária da principal economiado mundo.

Às 13h30 da sexta, 29, última sessão do mês, o Ibovespa marcava 141.891 pontos, um pouco abaixoda máxima histórica atingida na parte da manhã. No mês, a valorização foi de 6,63%, enquantona semana a alta ficou em 2,85%. O dólar comercial era cotado a R$ 5,4278, com alta semanal de0,05%. Em agosto, a moeda se desvalorizou 2,28%. As taxas DIs para janeiro de 2029 abriram agosto a13,570% ao ano e vão encaminhando o fechamento do mês na casa de 13,175%. No início da semana,estavam remunerando 13,280% ao ano.

Na agenda de indicadores domésticos, o boletim Focus será divulgado na segunda-feira, às 8h25. Naterça, atenções voltadas para a divulgação do PIB do 2o trimestre do Brasil, às 9h, pelo IBGE.Antes, às 7h, sai o resultado fechado do IPC de agosto em São Paulo, pela Fipe. Na quarta, omercado fica conhecendo o resultado da produção industrial de julho, às 9h. Na quinta, ás 15h,serão liberados os números fechados da balança comercial brasileira em agosto.

Dylan Della Pasqua / Safras News

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