ACSP: 25% dos consumidores devem antecipar compras de Natal na Black Friday
O percentual está dentro do esperado pela Associação Comercial de São Paulo, que descarta o risco de canibalização das compras natalinas

Pesquisa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) aponta que 25,1% dos brasileiros pretendem antecipar as compras de Natal durante a Black Friday, que começa na próxima sexta-feira, dia 28. Esse percentual, segundo a ACSP, descarta o risco de canibalização das compras natalinas.
O levantamento, feito com 1.675 consumidores em todo o Brasil, aponta ainda que 37,5% dos entrevistados pretendem comprar durante a Black Friday, 31,6% responderam que não têm essa intenção e 30,8% ainda estão indecisos.
“Em relação ao levantamento realizado no ano passado, houve leve aumento no número de entrevistados que manifestaram intenção de compra, redução dos que não pretendem consumir e um pequeno acréscimo entre os indecisos”, diz ACSP.
Entre os motivos para comprar na Black Friday, 48,3% disseram que têm interesse em adquirir itens que necessitam, 46,3% informaram que pretendem aproveitar as promoções e descontos oferecidos apenas nesse período, além dos 25,1% que desejam antecipar as compras de Natal.
Gastos - Entre os consumidores que planejam realizar compras no período, 45,7% pretendem gastar mais do que em 2024, enquanto 20,2% afirmam o contrário. A maioria (56,7%) pretende gastar entre R$ 50 e R$ 900.
13° salário - A pesquisa também mostrou que 47,6% dos entrevistados pretendem utilizar a primeira parcela do 13º salário nas compras da Black Friday, enquanto 20,2% não devem recorrer a esse recurso.
Físico ou digital? - Em relação ao local da compra, 58% dos consumidores devem comprar em grandes redes de varejo e 57,8% planejam realizar as aquisições de forma on-line, pelo computador, celular ou tablet, comportamento que se mantém consolidado nos últimos anos.
Produtos - Nas intenções de compra levantadas, assim como no ano passado, continuam predominando, em termos individuais, roupas, calçados e acessórios (36,7%), celular (25,5%), perfume (23,1%), móveis e artigos para o lar (19,5%), computador, notebook e tablet (14,4%), televisor (16,5%) e artigos de linha branca (43,3%).
“Chama a atenção que, de modo geral, à semelhança dos resultados observados nos últimos três anos, há uma preferência muito maior pelo pagamento à vista, reflexo do alto custo do crédito em um contexto de elevado endividamento das famílias”, informa a ACSP.
Para o economista da ACSP, Ulisses Ruiz de Gamboa, as perspectivas para as vendas da Black Friday deste ano são favoráveis e apontam para um desempenho superior ao de 2024. Segundo ele, o avanço do emprego e da renda, sustentado pela resiliência do mercado de trabalho, deve impulsionar o consumo. “As maiores transferências e pagamentos realizados pelo Governo Federal reforçam o poder de compra das famílias, contribuindo para manter o ritmo de crescimento das vendas”, destaca o economista.
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