Após protesto pelo impeachment, dólar sobe e bolsa cai

Instabilidade política no Brasil e queda nos preços do petróleo e do ferro ditaram o humor do mercado financeiro

Agência Brasil
14/Mar/2016
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Após protesto pelo impeachment, dólar sobe e bolsa cai

O dólar interrompeu uma sequência de quatro quedas e a bolsa de valores caiu no dia seguinte às manifestações contra a presidente Dilma Rousseff. O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (14/03) vendido a R$ 3,652, com alta de 1,7%. 

Na sexta-feira (11/03), a moeda norte-americana tinha fechado em R$ 3,591, na menor cotação desde o fim de agosto.

O dólar operou em alta durante toda a sessão, mas disparou no fim da tarde até fechar na máxima do dia. A divisa acumula queda de 8,76% em março e de 7,48% em 2016.

Na bolsa, o dia foi de queda. O Ibovespa (índice que reúne as ações mais negociadas e de maior valor de mercado da bolsa) encerrou o dia com queda de 1,55%, aos 48.867 pontos. Foi o primeiro recuo depois de dois dias seguidos de alta.

As ações da Petrobras, as mais negociadas, fecharam com quedas expressivas. Os papéis ordinários (que dão direito a voto em assembleia de acionista) caíram 5,45%, para R$ 9,54, voltando a ficar abaixo de R$ 10. 

Os papéis preferenciais (que dão preferência na distribuição de dividendos) recuaram 8,53%, para R$ 7,40.

Além das instabilidades políticas, com o mercado financeiro esperando sinais concretos de Brasília, o cenário internacional contribuiu para a turbulência no mercado financeiro.

O preço das principais commodities, como petróleo e ferro, tiveram forte queda em um movimento de correção da alta dos últimos dias. O barril do tipo Brent, negociado em Londres, caiu 1,66%, para US$ 39,72. O barril do tipo WTI caiu 2,99%, para US$ 37,35.

Nos últimos meses, os preços das commodities (bens primários com cotação internacional) têm caído por causa da desaceleração da economia chinesa, que no ano passado teve o menor crescimento em 25 anos.

O barateamento das commodities reduz a quantidade de dólares que entra no país, pressionando para cima a cotação da moeda norte-americana.

FOTO: Thinkstock

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