Carga tributária atinge 32,4% do PIB e índice é o maior da série histórica

Na avaliação da CACB, resultado decorre principalmente do aumento do gasto público; para entidade, reforma administrativa precisa reduzir o peso do Estado

João Mendes
10/Abr/2026
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Carga tributária atinge 32,4% do PIB e índice é o maior da série histórica

A carga tributária no Brasil atingiu, em 2025, 32,4% do Produto Interno Bruto (PIB), que mede a riqueza do país. É o maior índice da série histórica iniciada em 2010. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (10/04) pela Secretaria do Tesouro Nacional e levam em conta as arrecadações federais, estaduais e municipais.

De acordo com o boletim, o aumento da carga tributária na esfera federal foi impulsionado principalmente pela maior arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF). A elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), associado a operações de câmbio e crédito, também contribui para a subida do índice.  

Nos municípios, o crescimento da carga tributária foi influenciado pelo aumento da arrecadação do Imposto Sobre Serviços (ISS) e do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). 

Na esfera estadual, houve redução da relação entre a carga tributária e o PIB na carga tributária, explicada principalmente pela queda relativa na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Segundo o Tesouro Nacional, nos estados, “ocorreu um crescimento econômico mais concentrado em setores com menos incidência do imposto”.  

Na avaliação do vice-presidente Jurídico da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, Anderson Trautman Cardoso, o país assiste, ao longo dos últimos meses, a uma série de medidas que incrementam a carga tributária e jogam contra o desenvolvimento econômico. 

“É um impacto negativo que decorre fundamentalmente do aumento do gasto público. Na ótica do setor produtivo, deveríamos ter uma reforma administrativa que reduza o peso do estado sobre os ombros da sociedade. Nesse sentido, a CAACB defende uma reforma tributária que contribua com a redução do custo tributário no nosso país e não o oposto”, destaca Trautman.

De acordo com o Tesouro Nacional, a composição da carga tributária manteve-se relativamente estável em 2025. Os impostos sobre bens e serviços continuam como principal componente, seguidos pelos impostos sobre renda, lucros e ganhos de capital.

 

IMAGEM: Thinkstock

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