Copom eleva Selic em 0,5 ponto para 11,75% ao ano
A elevação da taxa básica de juros aprovada nesta quarta-feira (3) pelo Comitê de Política Monetária, integrado pelo presidente do BC, Alexandre Tombini (na foto) surpreendeu e desagradou o mundo empresarial

A decisão do Conselho de Política Monetária de elevar para 11,75% a taxa básica de juros, causou forte impacto nos meios empresariais. “A decisão do Copom de aumentar em 0,5 ponto percentual a Selic surpreendeu negativamente os empresários, pois todos os indicadores mostram que o nível da atividade econômica está muito fraco e, com a elevação dos juros, a economia deverá desacelerar ainda mais”, disse Rogério Amato, presidente da Associação Comercial de São Paulo(ACSP) e da Facesp.
“A resistência da inflação não decorre de excesso de demanda, como revelou a informação sobre o consumo das famílias divulgada pelo IBGE, pelo que o aumento da Selic não é o remédio adequado no momento.”, afirma Amato. Na avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), embora a medida indique uma ação mais ativa do Banco Central em controlar a inflação, ampliará as dificuldades das empresas.
Em nota, a CNI defende a adoção de uma política fiscal mais rigorosa para que o combate à inflação tenha menor impacto sobre a atividade produtiva e o emprego. "Neste momento, a preocupação do Copom é necessária porque a inflação continua próxima do limite máximo da meta e há pressões por novos aumentos de preços, vindas das perspectivas de desvalorização da taxa de câmbio, dos reajustes das tarifas públicas e da elevação dos serviços", cita a confederação.
A CNI, entretanto, acredita que a elevação dos juros terá efeito negativo sobre o consumo e os investimentos, reforçando, no curto prazo, as dificuldades das empresas. "O desafio da política econômica é promover outras ações para conter as pressões sobre os preços e conduzir a inflação para a meta com menor impacto sobre a atividade produtiva e emprego", destaca a nota.
Para a confederação, a nova alta dos juros exige, simultaneamente, a adoção de uma política fiscal mais rigorosa, com a recuperação dos superávits fiscais e a melhora da dinâmica da dívida pública. "Com isso, o País poderá ter uma composição de política macroeconômica mais eficiente, com menores custos para as empresas", cita a CNI.(Com Estadão Conteúdo)
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