Cresce o número de dívidas de empresas protestadas em cartório

Indicador da Boa Vista SCPC mostra que os títulos de empresas representaram 60% do total dos protestos em julho

Rejane Tamoto
06/Ago/2015
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Cresce o número de dívidas de empresas protestadas em cartório

As dívidas protestadas em cartório cresceram 12,8% em julho na comparação com junho - a maioria de empresas, segundo dados da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito).

O incremento nos títulos protestados de pessoas jurídicas foi de 13,6%, enquanto o aumento nos protestos de dívidas de consumidores foi de 11,4%. 

O levantamento mostra que 60% das dívidas protestadas em cartório no país, em julho, foram de empresas. 

No acumulado do ano, no entanto, os títulos protestados de forma geral subiram 25,2% sobre igual período de 2014.

Desse total, os protestos de empresas cresceram 20,6% na mesma base de comparação. Os títulos de pessoas físicas, por outro lado, aumentaram 32%.  

Flavio Calife, economista da Boa Vista SCPC, diz que as dívidas de empresas registradas em cartório são mais representativas, de forma geral. 

"A pessoa física acaba sendo negativada. Já a dívida de empresa vai para o cartório. O volume tem crescido bastante e está em linha com a inadimplência das empresas, que já avançou 9,4% no primeiro semestre", explica Calife. 

Uma das razões, segundo o economista, é que a pessoa física consegue deixar de consumir para evitar os atrasos de pagamento - que, segundo a Boa Vista, seguem em patamar estável

"Já as empresas não tem a mesma opção. Elas têm as despesas fixas, que subiram, e precisam recorrer ao crédito para conseguir capital de giro", diz. 

Segundo o levantamento, o valor médio dos títulos protestados de empresas é maior, de R$ 4,9 mil, contra uma média de R$ 2 mil de consumidores. 

A região Sudeste contribuiu com a maior parcela dos títulos protestados (50,6%), seguida das regiões Sul (23,7%), Nordeste (11,2%), Centro-Oeste (9,4%) e Norte (5,1%). No acumulado de 2015, o destaque também foi o Sudeste, onde o aumento foi de 26,6%.
 

FOTO: Thinkstock

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